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Othon Pinheiro: usina Angra 3 será retomada em setembro
A Eletronuclear já obteve todas as autorizações
necessárias para a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3,
paralisada há 23 anos. Na semana passada, dia 22, o Tribunal de Contas da
União (TCU) liberou a continuidade das obras. Era o último entrave para a
construção da usina. No início de julho, dia 7, a Prefeitura de Angra dos
Reis concedeu a licença para o uso do solo.
O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz
Pinheiro, confirmou o início das obras da Usina Nuclear de Angra 3 em
setembro. “Angra 3 vai ser um reconhecimento da necessidade da energia
nuclear no Brasil. O Brasil, o Paraguai e, em termos, a Noruega eram os
únicos países quase que exclusivamente hidrelétricos, agora estamos
diversificando a nossa geração”, declarou, no dia 24, durante seminário no
Rio de Janeiro. Segundo ele, a usina terá capacidade de gerar 1.350
megawatts, a mesma de Angra 2, enquanto Angra 1 produz 650 MW.
Serão investidos R$ 7,3 bilhões e o início das
operações em Angra 3 está previsto para o final de 2014. “Se houver algum
atraso, vai ser uma diferença de um ou dois meses. Não se prevê prorrogações
maiores. Em 2015, a usina estará tranquilamente na linha”, declarou Othon.
A estatal estima que, durante os cinco anos e
meio de construção da usina, serão gerados 5 mil empregos diretos. No auge
da atividade, o número pode chegar a 9 mil. A prioridade será a contratação
de pessoal da região.
Já para a fase de operação, a Eletronuclear
promoverá concurso público para seleção do pessoal, cerca de 500 empregos
diretos permanentes, que fará parte da equipe de operação e manutenção.
Othon Pinheiro disse que há estudos para a
implantação de uma central nuclear na região Nordeste. As áreas de
instalação estariam entre os Estados da Bahia e Pernambuco podendo conter
até seis usinas de 1.000 MW cada.
“Estamos olhando para essas regiões e vendo
todas as restrições que podem surgir para a instalação de uma unidade. A
Eletronuclear vai indicar os locais onde poderão ser instaladas as usinas. A
decisão sobre a localização ficará a cargo do governo. É uma decisão de
Estado”, disse Othon Luiz.
Em 2010 serão iniciados estudos para uma nova
central nuclear do mesmo porte na região Sudeste.
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