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Desemprego em Portugal
supera em 58% o de 2008
Foram
registrados no mês de maio em Portugal 21.569 novos pedidos de
seguro-desemprego, benefício equivalente a um salário mínimo hoje no valor
de 461 euros.
Esses novos desempregados representam um aumento de 58% em relação ao mesmo
mês de 2008, um pouco menos do que os 68% registrados no início deste ano,
segundo dados oficiais da Segurança Social.
A
concessão desse benefício tem diminuído. Em maio do ano passado 69,3% dos
desempregados recebiam o seguro-desemprego, hoje 66% estão recebendo o
benefício, mas 165 mil trabalhadores desempregados não recebem nenhum tipo
de apoio do Estado e vivem na mais absoluta miséria.
O
desemprego disparou em Portugal desde o início do ano. Na região norte, na
fronteira com a Galícia, o setor moveleiro e metalúrgico sofreu com os
reflexos da crise na Espanha. As fábricas de automóveis da Galícia, como a
PSA, reduziram investimentos e fecharam suas fábricas em Portugal. Mas foi a
região do Porto o distrito que registrou o maior número de falências – 500
empresas fecharam.
O setor de
vidro e metalurgia em torno de Leiria teve aumento do desemprego considerado
baixo, em torno dos 43%.
O setor de
calçados e de cortiças também se retraiu. Só neste ano duas empresas com 150
empregados tiveram suas portas fechadas por conta da redução no consumo de
vinho.
A região
Tramontana, onde predomina a agricultura e os serviços, foi menos afetada.
Em Lisboa e Bragança o desemprego se manteve em maio nos mesmos índices do
ano anterior, mas em Ourém cresceu 50% no mesmo período.
Os
trabalhadores que se mantêm empregados recebem um salário 40% menor que a
média dos trabalhadores europeus. Apesar disso, de acordo com o Jornal de
Negócios, em Portugal pagam-se as contas de telefones mais caras da Europa e
convive-se com uma grande discrepância entre os que têm maiores salários e
os que ganham menos.
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