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Trabalhadores param empresa que não reconhece Sindipetro/SE
Os trabalhadores da Transurh, empresa que
contrata funcionários terceirizados que atuam em serviços gerais e básicos
para a Petrobrás, estão em greve desde o dia 15 de julho contra
o desacato cometido pela empresa.
A categoria ganhou na Justiça o direito de
ser representada pelo Sindicato dos Petroleiros de Sergipe (Sindipetro/SE)
nas negociações com a empresa, até que organizem sua própria entidade. No
entanto, a Transurh não acatou a decisão da Justiça, levando os
trabalhadores à greve.
“A reivindicação dos grevistas – que hoje
recebem apenas R$ 465,00 mensais - é que a empresa reconheça a decisão
judicial e, portanto, a representatividade do sindicato”, afirmou o diretor
do Sindipetro, Stoessel Chagas Nunes, o Toeta, que apoia as mobilizações dos
trabalhadores.
Ele informou que houve uma reunião de
conciliação com a presença da DRT e do sindicato onde a empresa concordou
com a representatividade e depois resolveu retirar-se do acordo
unilateralmente.
Os trabalhadores exigem que, além da
representatividade, se abra uma fase de discussão para a obtenção de um
acordo coletivo de trabalho, e exige também que a Petrobrás leve em
consideração as arbitrariedades cometidas por esta empresa. “Nós temos
destacado em todas as mobilizações a defesa do petróleo, particularmente
agora, com a descoberta do pré-sal e que a Petrobrás precisa ser fortalecida
com a extração desta riqueza e aperfeiçoada na relação com os trabalhadores
para se tornar cada vez mais próxima dos ideais nacionais e dos direitos dos
trabalhadores”, afirma Toeta. |