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Bancos do Equador deverão manter 45%
dos ativos no país
A direção do Banco Central do Equador determinou um coeficiente de liquidez
interna para os bancos, o que implica que as entidades financeiras,
particularmente as privadas, deverão ter 45% de seus ativos depositados ou
investidos no país.
“Acabou-se a festa para certos banqueiros que pensam que podem pegar o
dinheiro da população e especular fora do país, não dando nenhuma garantia
para a sociedade e impedindo o investimento que o país precisa para criar
melhores condições de trabalho e de vida”, assinalou o presidente Rafael
Correa, anunciando que “os banqueiros terão que repatriar grande quantidade
do dinheiro equatoriano que têm fora do país”, em seu informe semanal
difundido por rádio e televisão, no domingo, dia 31 de maio.
Correa, que foi reeleito em abril com uma grande votação, apoiado pela
população pelos seus planos sociais e medidas nacionalistas, informou que
com a reforma se obrigará aos bancos a repatriar cerca de 1,2 bilhão de
dólares, que serão usados para fornecer crédito à produção.
“Com a gente não vão brincar, não vamos permitir que continuem nos tirando
dinheiro”, sublinhou Correa, e dispôs que o Banco Central também ponha seus
depósitos a serviço do crédito e do investimento produtivo.
O governo revelou que o sistema bancário equatoriano tinha uns 4 bilhões de
dólares fora do país, apesar dos problemas de liquidez que apresentava a
economia local como efeitos da crise global e da queda do preço do barril de
petróleo.
“São sempre muito cômodos, passivos e pensam só no seus interesses, mesmo
quando estes vão contra os de toda a população. Estão acostumados ao que é
fácil”, acrescentou Correa ao questionar a postura do setor bancário no
sentido de que os investimentos no estrangeiro são mais rentáveis que os
realizados em território equatoriano.
A medida presidencial também estabeleceu que as entidades públicas realizem
seus investimentos no país, especialmente os recursos que integram a Reserva
de Livre Disponibilidade e que ascendem a 2 bilhões e 912 milhões de
dólares.
O Equador é o menor membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo
e sofre desde finais de 2008 uma drástica redução de suas entradas pelos
hidrocarbonetos e remessas, que são a base do sistema dolarizado de sua
economia.
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