Paula Beiguelman: uma vida dedicada à soberania do Brasil e do seu povo 

Nossa grande amiga, colaboradora e incentivadora Paula Beiguelman faleceu no último dia 5 de junho.

Em 1991, em plena campanha contra a privatização da Usiminas, no início do que viria a ser o malfadado governo Collor, naquele momento apoiado por uma intensa cruzada da mídia, dirigida contra todas as estatais e, de resto, contra tudo o que fosse nacional, nossa redação recebeu um telefonema. A pessoa identificou-se modestamente. Era a professora Paula Beiguelman.

Alguém de nós perguntou: a que escreveu “Os Companheiros de São Paulo”? E acrescentou: não é possível.

Era possível. A professora Paula queria publicar um artigo no HP. Perguntava se nós aceitaríamos a colaboração... E, desde aquela época, ela tornou-se nossa colaboradora.

Era também uma assinante das mais fiéis – se o jornal não chegava à sua casa, ela não deixava de telefonar, avisando da falha.

Paula era um tipo raro de intelectual acadêmica. Num país em que se fabricou uma casta alienada nos departamentos de “ciências humanas”, ela era uma pessoa profundamente identificada com o povo brasileiro, em especial com os trabalhadores que construíram e constroem este país.

Assim, “A Formação do Povo no Complexo Cafeeiro”, “A Crise do Escravismo e a Grande Imigração” e “Os Companheiros de São Paulo” são livros centrados na construção do país do ponto de vista dos seus reais construtores.

Porém, Paula tinha um mérito que ia além deste: para ela, o destino dos trabalhadores era inseparável do destino de toda a nação brasileira. Simplesmente, os trabalhadores eram o coração do Brasil.

A partir disso, surgiram outros trabalhos, “Formação Política do Brasil”, o seu “O Pingo de Azeite: a Instauração da Ditadura” e, desde cedo, textos como “Pela Recuperação de uma Proposta Nacional” e, mais tarde, “A Prática Nacionalista - Dever Intrínseco das Forças Armadas Nacionais”.

Além de seus trabalhos sociológicos e históricos, Paula foi também uma grande ensaísta literária. Lembro quando ela enviou-me o seu “Viagem Sentimental a Dona Guidinha do Poço”, uma análise deste romance cearense, escrito no século XIX por Manoel de Oliveira Paiva, mais conhecido pelo nome do que lido no sul do país. Neste mesmo campo, ela produziria “Por Que Lima Barreto”, que nos dispensamos de comentar – o título é por demais eloquente, e sem dúvida o leitor não gostará que estraguemos o seu prazer de ler a obra.

Paula era alguém que jamais traiu o povo, o país, ou a si mesma. Esta frase seria desnecessária, pois nunca houve dúvida, em se tratando dela, a esse respeito. Porém, a hostilidade que um seu ex-colega de faculdade, Fernando Henrique Cardoso, manifestou publicamente em relação a Paula Beiguelman, inclusive quando era já presidente, merece que digamos de forma clara, tal como era a expressão dessa grande professora: os traidores jamais vão se conformar em que existam no mundo pessoas que não traem e não trairão jamais. Era a integridade de Paula que tanto irritava, e deve continuar irritando, esse intelectual de salão, sempre disposto a renegar o pai e o país. Paula sempre recebeu essa hostilidade com humor – e, de certa forma, era uma condecoração.

Paula Beiguelman era vice-presidente do Sindicato dos Escritores de São Paulo e tinha 83 anos. Fez uma obra que permanecerá, mas, sobretudo, sua grande obra foi uma vida, como a daquele personagem de um antigo romance francês, sans peur et sans reproche - sem medo e sem mácula.

C.L.

 Da chamada Lei do Petróleo, ao novo e necessário marco regulatório

PAULA BEIGUEIMAN 

No dia 29 de abril do corrente ano de 2008, o diplomata brasileiro José Viegas, nosso embaixador na Espanha, publicava um artigo intitulado “O petróleo é nosso”. Nele, à vista das mega-reservas recentemente anunciadas, sugeria que adotássemos, com as devidas adaptações, o modelo do Fundo de Petróleo, não especulativo, implantado na Noruega.

Como se sabe, com a descoberta de petróleo no Mar do Norte, esse país ficara inesperadamente mais rico, ao receber um fluxo adicional de renda permanente. Mas em lugar de elevar as importações e o consumo no presente, optou por postergar ganhos de bem-estar, em benefício das gerações futuras.

No dia seguinte, o engenheiro Paulo Metri, co-autor do livro “Nem todo o petróleo é nosso”, elogiava a proposta do embaixador, que considerava excelente, em vista do fato novo do Brasil tender a tornar-se um exportador de petróleo de pequeno ou médio porte. No entanto observava que, como pressuposto, havia que reformular a lei n. 9.478, de 1997, que entrega o petróleo a quem detém a concessão, mediante uma taxação que atualmente é mínima.

Passemos portanto, antes de prosseguir, a uma exposição sucinta dessa lei, promulgada a partir da emenda constitucional n. 9, de 9 de novembro de 1995, dentro do processo de mutilação ao qual a Constituição Cidadã foi submetida.

Com efeito, a Carta Constitucional de 1988 reiterava o monopólio estatal do petróleo, vigente desde 1953.

Assim, no seu artigo 177 e respectivos incisos, estabelecia que “constituem monopólio da União”: I – a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural; II – o refino do petróleo nacional ou estrangeiro; III – a importação e exportação desses produtos e derivados básicos resultantes; IV – o transporte desses produtos, marítimo ou por condutos.

Inconformado, mas não ousando ainda contrapor-se abertamente ao monopólio, o privatismo neoliberal urdiu o artifício de reescrever o parágrafo 1º do artigo 177, dando-lhe uma nova redação, antagônica à original.

 “A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo, observadas as condições estabelecidas em lei”.

Assim, pela Emenda Constitucional n. 9 de 9.11.1995, a expressão “monopólio” era mantida no caput do artigo 177 (“constituem monopólio da União”), mas negada no novo parágrafo 1º do mesmo artigo, uma vez que as atividades essenciais mencionadas nos incisos I a IV eram dele excluídas. Em suma, retirava-se praticamente da Petrobrás o monopólio sobre as reservas de petróleo e gás. E isso era praticado à revelia da lei 2004, de 3 de outubro de 1953, que determinara no seu artigo 2º: “A União exercerá o monopólio estabelecido por meio da sociedade por ações Petróleo Brasileiro S.A.”

Através desse estratagema, o objetivo visado (quebra do monopólio) tentava disfarçar-se em “flexibilização” dele... Sempre eufemisticamente, tratavam ainda de interpretar a ilegalidade perpetrada como uma “reafirmação do monopólio” (sic) nas mãos do Estado e “não da Petrobrás”, a fim de incentivar a competição!

Animado por esse primeiro e decisivo passo, o privatismo acabou conseguindo colocar a questão de maneira explícita, com a promulgação da lei n. 9.478, de 6 de agosto de 1997, a chamada Lei do Petróleo, que não deixava qualquer sombra de dúvida sobre as intenções dos seus adeptos. Sem rebuços, ela facultava a apropriação por empresas privadas, inclusive estrangeiras, do petróleo extraído do nosso território.

Aliás, ainda antes da Emenda Constitucional n. 9, a Emenda Constitucional n. 6, de 5 de agosto de 1995, simplesmente revogara o artigo 171, que definia nitidamente o conceito de empresa de capital nacional, distinguindo-a daquela apenas sediada no País. Ou seja, as subsidiárias estrangeiras passavam a ter os mesmo direitos que as empresas nacionais, inclusive com acesso aos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor principal da poupança doméstica. Em conseqüência, o tratamento diferenciado é que se tornava inconstitucional!

Em 1998 era criada a Agência Nacional do Petróleo (ANP) que em 1999 iniciava as rodadas anuais de licitação de áreas destinadas à exploração e produção de petróleo. Como se sabe, em decorrência do modelo de concessão adotado, empresas estrangeiras arremataram a preços simbólicos áreas já descobertas e mapeadas pela Petrobrás, ganhando automaticamente o direito de exportar o óleo delas extraído. Com efeito, o artigo 26 da lei n. 9.748 conferia aos eventuais concessionários a propriedade plena do produto que obtivessem e a decisão autônoma quanto a ele. No entanto, como é óbvio, o correto seria preservar o recurso estratégico prospectado, em lugar de entregá-lo para ser exportado como uma mercadoria comum.

Cumpre lembrar ainda que em 1999 ocorreu a espantosa venda de 40% das ações preferenciais da Petrobrás na Bolsa de Nova York. Atualmente o governo ainda possui, felizmente, a maioria das ações ordinárias, embora se defronte com a pressão dos acionistas privados, que defendem acirradamente os seus lucros. De qualquer forma, porém, a Petrobrás continua, apesar de tudo, sob o controle acionário público, como estatal de economia mista, devido à luta do povo brasileiro e à resistência do corpo técnico da empresa.

E assim chegamos às vésperas da 9ª rodada, quando se opera uma inflexão fundamental. No dia 8 de novembro de 2007, realizava-se uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, na sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, para um anúncio oficial da maior relevância, referente à descoberta de preciosos megablocos na camada do pré-sal. Em vista disso, decidiu-se suspender também os leilões programados para áreas contíguas à Tupi. Ou seja, excluíam-se da 9ª rodada de licitações da ANP os 41 blocos em que havia tal superposição com a nova província petrolífera.

Grande foi a indignação das multinacionais que registraram seu veemente protesto a esse ato patriótico praticado pelo governo, assessorado pelos engenheiros e técnicos da Petrobrás.

Simultaneamente vinha à tona a discussão acerca do marco regulatório. Em vista da evidente diminuição do risco exploratório, era proposta a substituição do sistema de concessões pelo de partilha, mais condizente com o interesse nacional.

O temor de uma mudança no marco regulatório e a retirada dos 41 blocos contíguos ao pré-sal inquietavam os investidores, já notoriamente informados acerca dos detalhes que lhes interessavam. Até a imprensa se referia ao nível de ansiedade das petroleiras que haviam gasto milhares de dólares para adquirir dados sísmicos acerca das reservas que foram retiradas do leilão. Aliás, essas áreas já chamavam a atenção delas desde a notificação das primeiras descobertas ali efetuadas pela Petrobrás, em 2005. Era sabido que os executivos dessas companhias vinham se dedicando à análise de áreas do pré-sal, bem como à compra de dados geológicos e outras informações adicionais do mercado.

Chegou o dia do leilão e efetivamente as “grandes” multinacionais não participaram.

Algum tempo depois, em fevereiro de 2008, ocorria o episódio do desaparecimento de importantes dados contidos em laptops gerenciados pela Halliburton. Furto comum? Espionagem?

Os engenheiros e técnicos da Petrobrás observavam ser esse comportamento comum na indústria do petróleo há anos. E acrescentavam que as suspeitas sobre a autoria do roubo podiam recair sobre muitos agentes do setor. Contudo, ressaltavam ironicamente que uma possível isenção podia abranger a Galp e a British Gas, por serem parceiras na Tupi, e a OGX de Eike Batista que usava outros recursos, cercando-se de ex-diretores da estatal, transformados em arquivos vivos. Aliás,  comenta-se que essa promiscuidade foi levada em conta ao serem excluídos os blocos do pré-sal e áreas contíguas, da 9ª rodada.

Esse tipo de assunto, referente à apropriação clandestina de dados mapeados pela Petrobrás, voltou à tona faz cerca de um mês através de matéria publicada na Gazeta Mercantil (edição de 31 de julho de 2008) intitulada “Dados sobre poços do pré-sal podem ser vendidos em 2009”.

Trata-se dos relatórios de perfuração em Tupi, concluídos em 2007 e encaminhados pela Petrobrás à ANP. Esta última, apoiada na portaria n. 188, de 1998, pode disponibilizar informações sobre poços dois anos depois da conclusão da sua perfuração — no caso, 2009.

Na reportagem lê-se ainda que a venda de dados de perfuração de poços e estudos de sísmica é prática comum no Brasil.

No entanto, como sublinham os engenheiros da AEPET, trata-se de informações altamente estratégicas, fruto de árduo trabalho da Petrobrás. Ocorre ainda que alguns dados referentes ao pré-sal já eram conhecidos, como vimos, pelas petroleiras interessadas, desde quando se preparava a 9ª rodada. O caso é que o governo retirou 41 blocos de licitação, mas as informações permaneceram conhecidas.

Em vista disso, os engenheiros encaminharam denúncia ao Ministério Público, para investigar essa exposição de dados do pré-sal e também a terceirização de informações estratégicas pela empresa Halliburton. Aliás, além da Halliburton estar sendo investigada nos Estados Unidos, ocorre que, com a descoberta do pré-sal, o acesso clandestino aos levantamentos resultantes de trinta anos de pesquisa efetuada pela Petrobrás se tornava uma questão crucial.

Na essência do confronto entre os defensores da mudança do marco regulatório e o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) que representa as multinacionais e o privatismo, está a Lei 9.478/97, que os segundos apóiam ferrenhamente.

Assim, por exemplo, um acólito do IBP, Adriano Pires, declara, repudiando o que qualifica de “ingerência” estatal na Petrobrás: “Cerca de 62% da empresa se encontra nas mãos de acionistas minoritários. Ainda que seja controlada pelo Estado, a Petrobrás responde a acionistas privados”. Ou seja, um dos resultados mais nefastos da Lei 9.478 é interpretado como positivo.

E quanto à Petrobrás, as multinacionais que sempre lhe manifestaram a maior fobia, passaram até pretensamente a defendê-la, contanto que cerceada e parasitada pela lei 9.478.

Já a posição verdadeiramente nacional é bem diferente — e antagônica.

Enquanto a cobiça externa e o neoliberalismo pressionam, com argumentos de toda a ordem, no sentido da aceleração de rodadas nos blocos do pré-sal, os economistas defensores da nossa soberania repudiam a geopolítica expropriadora que tentam nos impor.

E com respeito à Petrobrás, cumpre retirá-la da medíocre missão atual de “honrar seus acionistas”. Há, isto sim, que fazer com que o Banco Central recompre essas ações que foram alienadas.


Primeira Página

 

Página 2

Juro do BC provoca pilhagem cambial e trava o crescimento

Suprema deficiência (Leandro Fortes)

Com franceses, Pão de Açúcar leva Ponto Frio

Mantega diz que não está satisfeito com juros de 5%

Faturamento da indústria cai sob efeito do câmbio

Produtores e exportadores de carne suína defendem “redução radical” da Selic

Governo taxa aço importado

Emprego industrial recua 0,7%

Expediente

Página 3

Cartel defende lei atual para o Brasil não usufruir do pré-sal

Para Hildegard Angel, perseguir a Petrobrás é “crime de lesa-Pátria”

Gabrielli: financiamento não é problema para Petrobrás

Projeto de Brizola Neto preserva pré-sal

Estatal descobre mais um poço na área de Tupi

Sérgio Motta, ministro e amigo de FHC, queria desmontar Petrobrás “osso por osso”

Lula: “é pequenininho o número de quem torce para Brasil não acertar”

Lobby internacional

CPI para apurar ilícitos eleitorais de Yeda já tem 17 assinaturas

Juiz federal quer investigar contrato do vice de Yeda

Página 4

FAB adverte Revista Época: “Não é prudente pautar debate por reivindicações pessoais”

Busca conduzida pela Marinha e pela FAB já resgatou 24 vítimas do voo 447

Sensor de velocidade com defeito faz sindicato instruir pilotos da Air France a não levantar voo

STJ decide investigar irregularidade em propaganda nacional da Sabesp

MP pede intervenção imediata no contrato de Serra com Abril

FHC e Alckmin depõem em favor de ex-deputado cassado por mentir e fabricar farsa do “mensalão”

Cartas

Página 5

Assembleia repudia ataque da oposição contra Petrobrás

Parlamentares e movimentos sociais convocam ato em SP

Caminhoneiros: redução do preço do óleo diesel irá impulsionar o setor

Correios fazem ato contra quebra do monopólio postal

Usina Santa Cruz é multada por manter cortadores sem água, alimentação e sanitários

Trabalhadores da Cetesb entram em greve a partir do dia 16 por aumento salarial

Página 6

Governo peruano reprime à bala ato em defesa do petróleo do país

Comissão da ONU apoia esforço do Sri Lanka em busca da integração nacional  

Para governo de Cuba, a OEA foi libertada de um estigma 

Império usa Darfur como instrumento para desestabilizar e destruir o Sudão 

Resposta ridícula a uma derrota 

Página 7

Desemprego nos EUA já atinge 14,5 milhões de trabalhadores

Governo da Califórnia poderá soltar 38 mil presos para cortar despesas

Conferência da FDIM une latino-americanas na luta por direito ao trabalho e apoio à maternidade

O grande roubo na GM 

Página 8

Paula Beiguelman: uma vida dedicada à soberania do Brasil e do seu povo 

Leia

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar