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Lula diz que vetará partes da MP da Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou,
na quarta-feira (10), que vetará os artigos introduzidos pelo Congresso na
medida provisória 458/2009, que trata da transferência e regularização de terras
na Amazônia. “O que vier em excesso, eu vou vetar”, disse o presidente. A medida
legaliza cerca de 100 milhões de hectares de terras públicas da União, o
equivalente aos territórios da França e Espanha.
Segundo entidades e líderes do meio ambiente, o
texto aprovado pelo Congresso contém falhas e contradições que poderiam provocar
uma nova onda de ocupação fundiária e desmatamento, além de beneficiar quem
ocupou terras públicas irregularmente. O PT pediu o veto aos artigos incluídos
pelos parlamentares, defendendo a versão original da medida.
Os ministros do Meio Ambiente e do
Desenvolvimento Agrário, Carlos Minc e Guilherme Cassel, respectivamente, também
declararam que pedirão ao presidente que vete alguns artigos. “Na tramitação
entraram algumas mudanças, como a questão de empresas, de gente que pode estar
em São Paulo comprando uma terra na Amazônia sem morar lá. Então, eu e o
ministro Cassel vamos propor ao presidente Lula o veto de alguns pontos”, disse
Minc.
Entre os artigos que causaram polêmica e devem
ser vetados está o dispositivo que permite a transferência de terras para
empresas, para quem já possui outras propriedades rurais e para a ocupação
indireta. Outra questão é a que obriga os proprietários de terrenos de até 400
hectares a ficarem dez anos na terra antes de vendê-las, enquanto donos de
terras entre 400 e 1.500 hectares podem comercializar seus lotes em três anos.
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