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Europa poderá dar asilo
a sequestrados pelos EUA
e mantidos em Guantánamo
O comissário para os
Direitos Humanos da União Européia, Thomas Hammarberg, enviou carta aos
estados membros da organização solicitando aos governos que recebam
ex-detentos de Guantánamo que não têm para onde ir e não foram condenados
depois de anos presos sem acusação. Caso a solicitação de Hammarberg seja
atendida, os setores mais extremistas dos EUA ficarão com um pretexto a
menos para resistir ao fechamento do antro de torturas norte-americano.
Hammarberg pediu aos
governos europeus que recebam 50 ex-detentos da prisão de Guantánamo que
foram absolvidos, mas não podem voltar a seus países por temor de sofrerem
agressões.
O documento, enviado no
último dia 5 e divulgado na terça-feira dia 9, foi escrito após o comissário
encerrar sua visita aos Estados Unidos, realizada no início do mês, onde se
reuniu com o secretário adjunto de Estado para Assuntos Europeus e Eurásia,
Daniel Fried. Na ocasião, os dois conversaram sobre o fechamento do cárcere
e o futuro de cerca de 50 presos.
Hammarberg defende que
Washington deve oferecer a possibilidade dos detidos permanecerem nos
Estados Unidos e, caso os acusados não queiram, um país europeu poderia
recebê-los.
O fechamento da prisão
foi um compromisso de campanha de Barack Obama. Após assumir a Presidência,
Obama assinou um decreto que estipulou o prazo de um ano para que Guantánamo
seja desativada mas os setores ligados ao governo Bush vêm resistindo
através da chantagem de que, sem o centro de torturas ativo, os EUA serão
atacados.
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