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Mina da
Petrobrás fará frente à dependência do Brasil de 80% do potássio do exterior
O diretor de Abastecimento e Refino da
Petrobrás, Paulo Roberto Costa, informou no dia 28 que a companhia irá explorar
potássio em mina localizada no município de Nova Olinda, no Amazonas. Além
disso, a companhia irá investir US$ 2 bilhões na construção de uma fábrica de
fertilizantes, em local a ser definido no mês de maio, com capacidade de
produzir 1 milhão de toneladas/ano de ureia e amônia, a partir de 2013.
O Brasil importa atualmente cerca de 80% do
potássio que utiliza para produzir fertilizante. Com a decisão da Petrobrás, o
país inicia um passo decisivo para fazer frente à demanda de 2,5 milhões de
toneladas/ano de fertilizantes. A estatal já possui duas unidades produtoras de
fertilizantes nitrogenados, em Sergipe e na Bahia, com uma capacidade de
produção de 1,1 milhão de toneladas/ano de amônia e uréia.
A Petrobrás já teve atuação na área da
mineração. No final da década de 1980, a estatal criou a Petromisa após
descobrir uma mina de potássio em Sergipe. Na gestão de Collor a subsidiária foi
fechada e a mina, repassada à Vale do Rio Doce.
Para a exploração do potássio no Amazonas, a
Petrobrás está estudando a concessão de parte dos direitos de exploração ou a
contratação de uma empresa mineradora sob o regime de prestação de serviços.
Essa mineradora, no entanto, não teria participação societária na reserva de
potássio.
Já para a construção da fábrica, Costa descartou
parcerias. “A Petrobrás vai fazer a planta sozinha. A produção de fertilizantes
é estratégica, importante”, afirmou o diretor da estatal.
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