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Peru concede asilo
político
a criminoso venezuelano
O ministro das Relações Exteriores do Peru, José Antonio
García Belaunde, anunciou que o governo peruano decidiu conceder asilo
político a Manuel Rosales. Procurado pela Justiça venezuelana e pela Iterpol,
Rosales está sendo processado na Venezuela por corrupção e enriquecimento
ilícito durante seu mandato como governador no Estado de Zulia, entre 2002 e
2004.
“Apesar da quantidade de provas, o governo do Peru decidiu
conceder o asilo político a Manuel Rosales, em uma decisão que constitui um
desrespeito ao Direito Internacional. Um duro golpe na luta contra a
corrupção e uma ofensa ao povo da Venezuela”, considerou o Ministério das
Relações Exteriores venezuelano, em nota, nesta segunda-feira (27).
Rosales é acusado, entre outras coisas, de doar mais de 300
veículos pertencentes ao Estado para familiares e amigos, de abrir empresas
em Miami cujos ativos superam os US$ 11 milhões e de receber subornos por
parte da empresa alemã Siemens durante a construção do metrô de Maracaibo.
A multinacional inclusive reconheceu que tinha pago para
conseguir o contrato, porém não citou nenhum nome, conforme assinalou Salim
Lamrani, jornalista e escritor, em artigo no site francês Red Voltaire. Se
for reconhecido culpado, pode pegar de 3 a 10 anos de prisão.
Rosales achou por bem fugir e abandonar suas obrigações
como prefeito de Maracaíbo. Fez o pedido de asilo ao Peru alegando
perseguição política.
Para o procurador geral da República venezuelana,
Clodosbal-do Russián, o Peru tem todo o direito de conceder o asilo a
Rosales, mas a decisão foi “imprópria”.
Segundo Russián, Rosales fugiu porque sabia que não tinha
como explicar os acréscimos em seu patrimônio. Rosales, prosseguiu, “disse
que tinha obtido os recursos através da venda de carne, mas ele nunca
declarou ser dono de vacas, touros, frango ou cabritos. Então, de onde tirou
a carne?” |