Vice do PPL: “priorizar as empresas nacionais nas compras do Estado e ampliar o mercado interno”

 “Nosso programa se concentra em reduzir a taxa de juros, combatendo a especulação e aumentando o crédito; ampliar o mercado interno, reforçando nossa economia e aumentando o emprego; concentrar os recursos públicos para financiar a produção de empresas genuinamente nacionais públicas e privadas; e dar prioridade, nas compras estatais, a estas empresas”, afirmou Rosalino de Barros, vice-presidente do Partido Pátria Livre (PPL). Rosalino, que também é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, observa que “baseamos nosso programa no nacional-desenvolvimentismo, modelo adotado por Getúlio Vargas na década de 1930 que visava libertar o Brasil do domínio econômico internacional. Em poucos anos, o Brasil deixou de ser uma fazenda para ser uma nação com as bases do desenvolvimento lançadas: siderurgia, petróleo, tudo”.

“É chegado o momento da existência de um partido que coloque de forma clara a necessidade de completarmos o processo de independência econômica do Brasil em relação aos países centrais”, disse o vice-prefeito de São Carlos, professor e físico Emerson Leal. “O nome Pátria Livre quer dizer fundamentalmente isto: o desejo de ver nosso país livre da exploração dos monopólios estrangeiros que dominam nossa economia, que têm submetido o Estado, as empresas nacionais e os trabalhadores a seus interesses”.

As declarações de Rosalino e Emerson foram concedidas em entrevista ao jornal “Primeira Página”, de São Carlos. “Tenho certeza de que muita gente, inclusive alguns que estavam desiludidos com a política, encontrarão no PPL fôlego novo para seguir na luta”, disse Rosalino, acrescentando, sobre as 500 mil assinaturas que, segundo a lei, são necessárias para o registro do partido, “estamos trabalhando em todo o Brasil para coletar as assinaturas. Nesta primeira fase, qualquer pessoa, independente de ter ou não filiação partidária, de estar de acordo com 100% ou com 50% com nosso programa, pode assinar a lista apoiando nosso registro. É como se as pessoas dissessem: estamos de acordo que o PPL obtenha registro e participe dos processos eleitorais. Ou seja: qualquer um pode assinar, sem que isso signifique se filiar. Vamos coletar as assinaturas em fábricas, escolas, universidades, nas praças, em todos os lugares”.

Emerson Leal considerou que “avançamos muito com as medidas adotadas pelo Presidente Lula de pôr fim às privatizações e à boa parte das políticas neoliberais pregadas pelo falecido Consenso de Washington, tais como a desregulamentação da economia, diminuição do papel do Estado, fim dos direitos trabalhistas e sociais. Vamos ter candidatos em todos os Estados e buscar fortalecer a aliança liderada pelo presidente Lula  Mas precisamos seguir avançando e, para isso, vamos mobilizar o conjunto das forças nacionais – trabalhadores, empresários, estudantes – com base no nosso programa para que o Brasil, ao invés de mergulhar na crise dos países centrais, a enfrente com crescimento econômico e distribuição de riqueza. Para continuarmos crescendo, precisamos investir no mercado interno. Atualmente, nossa economia é dominada por monopólios internacionais, que ocupam nosso mercado e levam daqui os lucros para suas matrizes”.

“Temos de estancar essa verdadeira sangria”, afirmou Rosalino de Barros. “Por isso, a prioridade de compras do Estado e para o financiamento deve ser dada às empresas nacionais. O capital estrangeiro que ingressa no Brasil não é para aumentar nossa capacidade produtiva, mas sim para comprar empresas nacionais públicas e privadas sem aumentar nosso parque industrial, sem gerar novas tecnologias. Nenhum país consegue ser verdadeiramente independente sem dominar sua economia”.

“Em São Carlos, teremos como nosso presidente de honra o Cabeça Filho, este líder histórico dos trabalhadores que é motivo de orgulho para todos nós”, relatou Rosalino. Cabeça Filho, líder da greve de 1968 em São Carlos, durante a ditadura, fundador e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, uma das maiores figuras históricas da luta dos trabalhadores brasileiros, é um dos membros da Comissão Nacional Provisória do PPL.
 


Primeira Página

 

Página 2

Múlti francesa compra Santelisa, dona de cinco usinas de açúcar

Dez questões sobre defesa e desenvolvimento nacional - 3 (OTHON LUIZ PINHEIRO DA SILVA)

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Comércio com a China cresce e ultrapassa EUA

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Expediente

Página 3

Lula no 1º de Maio: “o pré-sal é a segunda Independência”

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O câncer da sociedade

Laboratório da UFRJ fará pesquisas para o pré-sal

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Página 4

Latrocínios aumentam 80% em São Paulo no 1º trimestre

Barbosa: crimes da mídia não podem ficar impunes

Frente Parlamentar paulista em apoio a Cuba pede libertação dos 5 heróis presos nos EUA

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Cartas

Página 5

1º de Maio: centrais fazem atos em defesa do salário

Carlos Lupi: nenhum trabalhador pode ter seu salário reduzido

Em São Carlos, trabalhadores defendem redução dos juros e mais emprego no 1º de Maio

Guarujá comemora 1º de Maio com cadastramento de 4 mil casas populares 

Trabalhadores da construção civil de São José conquistam aumento real e mais direitos

Página 6

Atos do 1º de Maio: rechaço mundial ao desemprego e ataque a salários

Na Venezuela, trabalhadores celebram seu dia com apoio às medidas da Revolução, de defesa do trabalho e elevação dos salários

Mais de um milhão na marcha de Havana pelo socialismo e fim ao bloqueio dos EUA

Atos contra demissões e pelo direito à moradia lotam as ruas de NY, Los Angeles e Seattle

Cuba, país terrorista?

Página 7

PIB norte-americano recua 6,1% no primeiro trimestre

Quebra no estado da Geórgia o Silverton Bank, o maior dos 32 que foram à falência este ano

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Página 8

A agroenergia e a expansão do monopólio estrangeiro no país 

Augusto Boal, uma vida e uma obra dedicadas ao Brasil e ao seu teatro 

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