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Mais de um milhão na marcha de Havana pelo socialismo e fim ao bloqueio dos EUA
Alessandro Rodrigues
A abertura da marcha foi feita pelo secretário geral da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), Salvador Valdés, único a discursar. Em sua mensagem, Salvador destacou a importância da unidade dos trabalhadores para defender a Revolução. “Desde 1959, não há nenhuma demanda mais importante para os trabalhadores cubanos do que defender a revolução”, disse. “Aos trabalhadores nos corresponde estar na frente desta batalha, com uma maior consagração ao trabalho que é a fonte principal de criação das riquezas; na elevação da produção e a produtividade”, prosseguiu o dirigente da Central, conclamando os trabalhadores: “Alcemos nossas bandeiras e nossas vozes para que ecoe de um pólo a outro do planeta, de um continente a outro, a decisão irrenunciável deste extraordinário e combativo povo, de construir o socialismo sob a direção do Partido Comunista de Cuba, de Fidel e de Raúl”. Segundo a Central dos Trabalhadores de Cuba, cerca de 3 milhões de cubanos participaram das comemoração do 1º de Maio em todo o país em 2009, ano especial para Cuba devido aos 50 anos da revolução e 70 anos de fundação da CTC. Ao mesmo tempo, é crescente no país o sentimento de que a queda do bloqueio norte-americano é uma questão de tempo e talvez nunca esteve tão próxima. Embora muitas pessoas com quem conversamos nas ruas de Havana reconhecessem as dificuldades internas enfrentadas pelo presidente Barack Obama, elas destacaram que na prática o bloqueio já está sendo quebrado por diversos países latino-americanos que iniciaram um processo de aprofundamento das relações comerciais com a ilha, a exemplo do Brasil, Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia, e outros. Isso tem representado um apoio incomensurável para o país, nitidamente expresso nas ruas e na recuperação dos monumentos e casas de Havana Velha. Além da marcha do 1º de Maio, a delegação da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil participou de atividades organizadas pela CTC e pela Federação Sindical Mundial. A delegação brasileira foi composta por dirigentes da CGTB, da CUT, Força Sindical, Nova Central e CTB. |
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