|
Franklin defende lei para coibir os abusos da mídia
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom)
da Presidência da República, Franklin Martins, defendeu na quarta-feira (6),
no Rio de Janeiro, a regulação do direito de resposta a quem se sentir
ofendido e prejudicado pela mídia. Ele declarou que é perigoso deixar
pedidos de resposta para a interpretação de juízes à luz do parágrafo 5º da
Constituição, que assegura genericamente o “direito de resposta,
proporcional ao agravo” e indenização por eventuais danos.
“Acho que não é bom deixar sem amparo legal
situações que se produzem cotidianamente na sociedade, que precisam de uma
legislação. Seja para impedir abusos em caso de indenizações excessivas seja
para impedir que determinado órgão de imprensa não publique um direito de
resposta quando atingiu a honra de alguém. Quem é que pode dirimir esse
conflito? É o Judiciário, mas com base numa lei, não numa interpretação”,
avaliou o ministro, após participar do debate “O que ameaça a liberdade de
imprensa? E quem a imprensa ameaça?”, organizado pela Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)
que derrubou a Lei de Imprensa, o assunto ficou sem regulamentação. “Existem
aspectos que lidam com direitos individuais. A pessoa tem que poder buscar
reparação. Do jeito que está, cada juiz vai decidir de uma forma e isso não
é bom”, afirmou Franklin Martins, considerando, no entanto, que a derrubada
da Lei pelo STF foi “positiva”.
|