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Cruz Vermelha denuncia EUA
por morte de 100 civis no Afeganistão
Mais de cem civis – inclusive mulheres, crianças e idosos –
foram massacrados por ataques aéreos dos EUA à uma aldeia da província ocidental
de Farah, no Afeganistão, na segunda-feira dia 4. A chacina foi confirmada pelo
Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que teve acesso ao local e presenciou
“dezenas de cadáveres e de casas destruídas”. Em telefonema ao porta-voz da
assembléia colaboracionista na quarta-feira dia 6, o governador da província
disse que o número de mortos poderia ser ainda maior - 130, segundo o “New York
Times”.
O deputado Naim Farahi relatou o que lhe foi dito pelo
governador: “os aldeões trouxeram dois trailers puxados a trator cheios de
pedaços de corpos humanos ao seu escritório para provar as mortes que tinham
ocorrido”. Uma testemunha disse que 113 corpos já tinham sido enterrados, sendo
que mais corpos foram depois retirados dos escombros e há ainda outros que
morreram após serem levados até um hospital.
Um porta-voz do exército invasor, o coronel Greg Julian,
confirmou em Cabul que unidades de operações especiais atuando na área haviam
pedido o “apoio aéreo” na noite de segunda-feira. Ou seja, possivelmente, a
guerrilha havia dado um chega pra lá nos invasores. Testemunhas falaram sobre
alguns tiroteios nas redondezas de duas aldeias, Shiwan e Granai. “Uma hora após
ter acabado, os aviões chegaram”, denunciou o camponês Muhamad Jan.
Em Granai, afirmou Jan, mulheres e crianças tentaram se
abrigar nos pomares e nas casas. “Seis casas foram bombardeadas e destruídas
completamente, e as pessoas nas casas continuam sob os escombros”. Outro aldeão,
disse que o bombardeio começou por volta de 5 horas da tarde e durou a noite
inteira. A porta-voz da Cruz Vermelha Internacional, Jéssica Barry, disse que um
voluntário do Crescente Vermelho afegão e 13 membros da família dele foram
mortos no bombardeio.
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