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Guerra diz que PSDB não vai se mexer por Yeda Crusius
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio
Guerra (PB), descartou o envolvimento da direção nacional da sigla na crise
gerada no governo do Rio Grande do Sul pelas denúncias de caixa 2 durante a
campanha eleitoral de 2006. Ele afirmou que a tarefa de defender a governadora
Yeda Crusius é dos tucanos gaúchos. “O partido no RS é um; o partido nacional é
outro”, disse na terça-feira (12).
“Nós temos solidariedade, temos reconhecimento
do trabalho da governadora e temos confiança nela, mas a tarefa da defesa sobre
as acusações que são feitas é da governadora e de seus auxiliares”, acrescentou.
Segundo Sérgio Guerra, não faria sentido se
envolver na defesa da governadora. “Nós não estamos sendo acusados. A gente não
está sendo vitimado por nenhum tipo de denúncia. O fato é que essas denúncias
são contra a governadora, nós acreditamos nela e temos certeza de que ela vai se
defender”, continuou.
De acordo com as denúncias, gravações feitas
pelo lobista Lair Ferst, ex-coordenador da campanha tucana no Estado, revelam
que o marido da governadora, Carlos Crusius, teria recebido R$ 400 mil em
espécie após a realização do segundo turno. Uma conversa entre Ferst e o
ex-assessor de Yeda, Marcelo Cavalcante, mostraria que houve arrecadação ilegal
na campanha. Cavalcante foi encontrado morto em fevereiro.
Entre os fatos apontados em um requerimento, que
pede a instalação de CPI na Assembleia Legislativa, constam a existência de
ações ilícitas ou irregulares no âmbito da “Operação Solidária’’, caracterizando
fraude à lei de licitações; conexão entre esses fatos e a atuação de agentes
políticos e servidores investigados pela CPI do Detran; e interferência
irregular na gestão do Detran.
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