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Consórcio nacional vai fabricar avião militar de pequeno porte
A Novaer, nova empresa aeronáutica brasileira,
anunciou que seu primeiro produto, o avião T-Xc, custará 10% menos do
que o valor praticado atualmente no mercado.
O modelo, que pode ser usado para treinamento
militar, como avião utilitário ou para uso agrícola, seria para dois ou
quatro passageiros (incluindo os tripulantes) e teria autonomia de vôo
para até 1.270 milhas sem reabastecimento (de Lages a São Paulo e ao Rio
de Janeiro - ida e volta). Capaz de decolar em uma pista de apenas 280
metros de comprimento, e com grande desempenho no ar (bem melhor do que
o T-125, da FAB).
“A criação da Novaer viabiliza outra cadeia
aeronáutica no país, com novas opções de fornecimento, o que contribui
para a manutenção das indústrias do setor, hoje altamente dependentes da
Embraer”, afirmou Luiz Paulo Junqueira, um dos diretores, sobre a nova
empresa.
A Novaer é resultado de um consórcio formado
pelas empresas Flight Technologies, Winnstal e Geômetra. Baseada em São
José do Campos (SP), a Flight Technologies desenvolve uma nova geração
de instrumentos de voo para o T-Xc, com displays integrados a vários
sistemas aviônicos. Esta é a única empresa 100% brasileira na área de
aviônicos integrados (sistemas eletroeletrônicos utilizados para o
controle da aeronave).
O investimento previsto para a primeira fase da
fabricação da aeronave, que foi desenhado por Joseph Kovacs, o
projetista da aeronave Tucano e do T-25 Universal, da Embraer, é de R$
12 milhões. A segunda e a terceira fase do desenvolvimento do T-Xc
demandarão recursos da ordem de R$ 38 milhões, parcialmente financiados
pela Finep.
A Embraer não atua nesse segmento de mercado e o
único modelo da empresa com motor a pistão é o Ipanema, empregado na
aviação agrícola. |