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Funcionários da USP garantem negociação após 14 dias em greve
Reforçados com a paralisação
dos professores, os funcionários da USP, em greve desde o dia 5 de maio,
conseguiram iniciar nesta segunda-feira (18) um processo de negociação com o
Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo ) sobre a pauta
de reivindicações salariais do movimento.
A reunião ocorrida nesta
segunda-feira com o Cruesp teve a participação de dois representantes de
cada categoria. Os reitores ofereceram um reajuste de 6,05%, contra os 10%
mais reposição da inflação reivindicados pela Adusp (Associação dos Docentes
da Universidade de São Paulo) e dos 17% mais incorporação de R$ 200
propostos pelos funcionários.
O conselho justificou a
proposta de 6,05% de reajuste em uma nota oficial divulgada após a reunião.
“O reajuste de 6,05%, a ser aplicado a partir dos salários de maio/2009,
corresponde ao índice de inflação medido pelo IPC-Fipe no período de
maio/2008 a abril/2009. Dessa forma, em que pese o cenário de queda de
arrecadação do ICMS, frente aos efeitos da crise financeira internacional, o
CRUESP mantém seu compromisso de preservar o poder aquisitivo dos salários
e, ao mesmo tempo, garantir recursos necessários para o adequado
funcionamento das universidades”, diz a nota.
Dirigentes do Sintusp
(Sindicato dos Funcionários da USP) adiantaram que os funcionários devem
continuar em greve e rejeitar o acordo. Na quarta-feira, o sindicato vai
propor à categoria a ampliação da greve. Até agora, segundo o sindicato, a
adesão é de 65%. Os professores também analisam a proposta durante a semana. |