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Justiça
condena Opportunity a indenizar juíza vítima de manobra “vil e perseguitiva”
A Justiça do Rio de Janeiro confirmou na
quarta-feira (20) a decisão anterior que condenou o Opportunity a indenizar
a juíza Márcia Cunha de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial, por sofrer
perseguição e ameaças da direção do banco de Daniel Dantas.
A decisão da 6ª Vara Cível do TJ do Rio, analisando recurso do banco, dobrou
o valor a ser pago à juíza que agora vai receber R$ 200 mil.
Em 2005, Márcia Cunha suspendeu um acordo entre
o Opportunity e o grupo Citibank na disputa pelo controle acionário da
Brasil Telecom. Após esta decisão, o Opportunity passou a caluniar e
perseguir a juíza com ações judiciais: um procedimento penal na Justiça
fluminense, um inquérito no Ministério Público, além de uma queixa-crime.
Ainda a acusou de ter sido parcial na decisão e ter feito declarações na
mídia contra o banco.
O banco de Dantas já tinha sido condenado pelo
juiz Alessandro Oliveira Feliz que classificou a manobra do Opportunity como
“vil, ardilosa e perseguitiva”. Os juízes da 6ª Câmara também avaliaram que
o Opportunity extrapolou o direito de petição ao propor a enxurrada de
procedimentos.
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