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Cláudio Campos
e a atualidade do Programa de Emancipação do Brasil
No dia 20 de maio, completamos quatro anos sem a presença física de nosso
fundador, Cláudio Campos, em nossa redação. Durante esse tempo, procuramos
seguir o seu legado – e sem esse legado nenhuma edição da Hora do Povo
conseguiria ser realizada. Como todo grande homem, ele ultrapassou, por suas
ideias, por seu exemplo e pelas pessoas que se formaram na convivência com ele –
e por aquelas que não o conheceram, mas que tiveram com ele contato através de
nós ou através de seus escritos – as fronteiras da simples vida biológica.
Goethe, um dos autores mais respeitados por Cláudio, traduzindo um dos aforismas
de Hipócrates, escreveu: “breve é a vida, longa é a arte”. Mas o que é a arte
dos grandes homens senão sua vida, multiplicada e interiorizada pelos demais?
Os tempos atuais confirmaram inteiramente o pensamento de Cláudio. Em especial a
crise de hoje nos centros imperialistas, que ele via com nitidez no auge daquela
infâmia que se chamou neoliberalismo. Onde outros não conseguiam encontrar a
saída, Cláudio, também secretário geral do Movimento Revolucionário 8 de
Outubro, a descortinava com precisão.
O texto que reproduzimos, em sua primeira parte, na edição de hoje, é uma
demonstração esplêndida dessa capacidade. No início do governo Fernando
Henrique, quando jamais em toda a nossa História, as luzes do país pareciam se
apagar, Cláudio sintetizou as discussões e debates sobre os caminhos para o
Brasil. Foi ele o principal redator, a alma e o pensamento do “Programa de
Emancipação do Brasil”, publicado pela Hora do Povo naqueles momentos que
pareciam tão funestos para o nosso povo – e, de resto, para a Humanidade.
Relendo hoje esse texto, passados quase 15 anos, o leitor verá a atualidade com
que Cláudio aborda cada aspecto de nossa trajetória enquanto Nação, desbravando
o caminho que ela seguiu - e seguirá no futuro.
C.L.
CLÁUDIO
CAMPOS
O Brasil atravessa momentos decisivos da sua
história. Ao mesmo tempo em que uma catástrofe econômico-social ameaça desabar
sobre nosso país. Nosso povo, cansado de tantas promessas não cumpridas,
traições, desenganos, injustiças, se prepara para tomar seu destino nas mãos.
Cada vez mais se desmascara a prática de uma oligarquia que tem governado este
país com o único objetivo de locupletar-se, pouco se lixando para os interesses
nacionais e as necessidades mais sentidas de nosso povo. O manifesto em defesa
da soberania e da integridade do Brasil, lançado por figuras de proa do meio
civil e militar e pelas entidades populares mais representativas, expressa, com
profundidade, a vontade de mudança do Brasil.
A raiz da crise
brasileira está no esgotamento, desde meados da década de 70, de um modelo
econômico que tem como característica básica a dependência externa e que, em
consequência disso, tem que excluir a quase totalidade de nosso povo dos frutos
do progresso. As riquezas aqui produzidas, em lugar de serem investidas no
desenvolvimento do país, na geração de emprego e na melhoria dos níveis de vida
dos brasileiros, vêm sendo apropriadas por monopólios estrangeiros, em conluio
com uma oligarquia financeira interna. Expressão disso é o fato de que, nos
últimos seis anos, as 7.500 filiais de empresas estrangeiras instaladas no
Brasil transferiram para suas matrizes US$ 9 bilhões, enquanto só investiram US$
458 milhões em nosso país.
Essa nova
dependência externa do país substituiu um período de relativa independência
econômica inaugurada pela Revolução de 30. As empresas transnacionais,
particularmente as norte-americanas, após o término da Grande Guerra, da Guerra
da Coréia e do período de reconstrução econômica da Europa, invadiram
agressivamente países como o nosso, passando a dominar o essencial de nossas
economias. A economia dependente que daí nasceu, além de explorar exaustivamente
nossas riquezas naturais e sugar o sangue e o suor do nosso povo, freou nossas
possibilidades de desenvolvimento, deformou nossa economia e a tornou altamente
vulnerável.
Ao tentar manter sob
seu domínio a indústria de máquinas e equipamentos, particularmente nos setores
de tecnologia mais avançada, os trustes e cartéis estrangeiros procuram, por
todos os meios, impedir o desenvolvimento em países como o nosso desse setor
industrial estratégico. Isso não apenas em face dos superlucros que obtêm com a
venda desses bens para países em desenvolvimento, mas, também, porque sabem que
um país que implanta sua indústria pesada está a um passo da independência,
principalmente quando se trata de um país como o Brasil, que é auto-suficiente
em recursos naturais. Sem uma indústria interna de meios de produção, sobretudo
na área de máquinas e equipamentos, um país é obrigado a comprá-los no exterior
a preços exorbitantes e, ao mesmo tempo, deixa de participar de um segmento
expressivo e altamente rentável do mercado internacional (quem exporta minérios
brutos, participa de uma fatia que corresponde a apenas 1% do comércio
internacional, quando, dispondo de uma indústria pesada, passa a participar de
uma fatia acima de 50% desse comércio).
Por outro lado, ao
ter que viabilizar simultaneamente um determinado nível de investimento interno
e a remessa para o exterior de grande parte dos lucros obtidos pelo capital
estrangeiro aqui investido, essa economia dependente impõe uma brutal exploração
dos trabalhadores, empurrando seus salários para níveis que, na maioria das
vezes, ficam abaixo do mínimo de sobrevivência. A massa salarial no Brasil, em
conseqüência disso, caiu de 56,6% da renda nacional em 1949 para menos de 30%
atualmente. O resultado direto é o estrangulamento do mercado interno,
particularmente para os ramos que produzem bens de consumo popular (têxtil,
calçados, alimentos). Para sobreviver, esse setor passa a depender do mercado
externo, o que lhe confere um elevado grau de vulnerabilidade, que se transmite
para o conjunto da economia.
Ao mesmo tempo em
que barrava o crescimento interno das indústria de máquinas e equipamentos e de
bens de consumo popular, o capital imperialista expandia, rapidamente, em nosso
país, o setor de bens de consumo de luxo, sobretudo de bens duráveis de consumo,
puxado pela indústria automobilística. Era a forma de desovar as fábricas
obsoletas que perdiam competitividade no cenário de ressurgimento dos conflitos
interimperialistas. Esse setor, ademais, contava com um mercado interno em
expansão no Brasil, graças ao intenso processo de concentração de renda derivado
do próprio modelo dependente, que fez nascer uma parcela ponderável de setores
médios com elevados níveis de renda.
O principal
instrumento utilizado para esse ingresso de capital estrangeiro foi a Instrução
113, da antiga Superintendência da Moeda e do Crédito, atual Banco Central, da
lavra do economista Eugênio Gudin, velho entreguista, que se aproveitou do clima
de perplexidade que sucedeu à morte de Getúlio Vargas para assumir a pasta da
economia no governo Café Filho. Antes, em polêmica com Roberto Simonsen, pregava
uma suposta vocação agrícola para o Brasil, certamente com o objetivo de manter
nosso mercado interno sob monopólio dos produtos industriais dos países
centrais. No entanto, quando a industrialização se tornou inevitável, com o
processo de substituição de importações deflagrado por Vargas, Gudin passou a
defender que ela se desse sob controle estrangeiro. O que ele não queria mesmo
era que o Brasil caminhasse com as próprias pernas, sob comando dos brasileiros.
Essa penetração
massiva do capital estrangeiro em nosso país levou a que, já na década de 70,
suas sucursais no país passassem a controlar um terço do capital industrial aqui
instalado e 45% das vendas industriais internas. Além disso, ao provocar o
crescimento desproporcional do setor de bens duráveis de consumo em relação aos
demais setores produtivos, produziu uma economia totalmente desintegrada e
deformada, dependente do exterior para abastecer-se de meios de produção e para
vender sua produção de bens de consumo popular.
Do ventre da
economia dependente, nasceu uma dívida externa, que, na fase inicial (quando
chegou a US$ 12 bilhões), somou-se ao superlucro monopólico obtido em cima do
arrocho salarial para ajudar a financiar o modelo dependente. Mas, a partir de
determinado momento (1973/74), com a enorme e abrupta elevação das taxas de
juros nos EUA, a dívida cresceu, de forma vertiginosa, tão-somente para bancar o
pagamento de seus próprios encargos, chegando aos atuais US$ 149 bilhões, dos
quais US$ 30 bilhões constituídos de capitais especulativos. Inaugurava-se uma
ciranda em que a dívida passou a gerar mais dívida, aumentando o poder do
capital financeiro internacional sobre nossa economia e intensificando, em
conseqüência, a forma mais espoliativa do domínio imperial: ganhar sem nada
produzir.
Essa economia ainda
conseguiu crescer durante um certo tempo, mantendo a trajetória que vinha de
antes. A economia brasileira foi a que mais cresceu no mundo capitalista – 7% ao
ano – nas cinco décadas que vão de 1930 a 1980. Mas isso se deveu, sobretudo, ao
processo de desenvolvimento independente deflagrado com a Revolução de 30, que
manteve algumas de suas características básicas e, portanto, suas
potencialidades desenvolvimentistas mesmo depois que se consolidou o modelo
dependente. Formara-se antes uma economia tão pujante – crescia 10% ao ano – que
o domínio imperialista não conseguiu subjugá-la inteiramente ou mesmo
destruí-la, como fez com outras nações mais débeis.
Reforçando esse
fato, a presença de forças nacionais ao interior do regime de 64 permitiu não
apenas preservar como, inclusive, desenvolver algumas das características mais
importantes da economia independente – as estatais estratégicas, a substituição
de importações, a reserva de mercado, medidas protecionistas, mecanismos
oficiais de financiamento de empresas nacionais, etc. No entanto, o entreguismo
deslavado que, por muito tempo, preponderou na área econômica, sob o comando de
Octávio Gouveia de Bulhões, Roberto Campos e Mário Henrique Simonsen, todos
discípulos confessos de Eugênio Gudin, impediu que essas características
independentes tivessem um maior desenvolvimento, ao mesmo tempo em que reforçava
a dependência externa.
O grau de
vulnerabilidade externa e as deformações internas, nascidos do ventre da
dependência, cresceram a tal ponto que haveriam de bloquear, rapidamente, as
virtualidades desenvolvimentistas de nosso país. Foi o que ocorreu a partir da
primeira metade da década de 70. A economia norte-americana, tão logo entrou em
decadência, na virada dos anos 60 para os anos 70, sob a pressão do avanço
econômico do Japão e da Alemanha (a participação norte-americana no PIB do G-7,
constituído dos sete países capitalistas mais desenvolvidos, que era de 68,6% em
1950, mal chega a 38,2% atualmente; enquanto isso, os PIB´s japonês e alemão,
que, no final da guerra, não passavam, cada um, de 10% do norte-americano,
atingem, hoje, respectivamente, dois terços e um terço, sendo, ademais, mais
desenvolvidos tecnologicamente em todos os setores fundamentais), enfrentou ao
conseqüente ressurgimento dos conflitos inter-imperialistas com a tentativa de
aumentar a espoliação dos povos do Terceiro Mundo. Amarrada que estava à
economia do império em declínio, a economia brasileira perdeu seu impulso
desenvolvimentista. A economia dependente passou a brecar e a deformar muito
mais profundamente do que antes nossas possibilidades de desenvolvimento.
Vulnerável como estava, os efeitos da crise
mundial, nascida nos EUA no começo dos 70, se fizeram sentir imediatamente na
economia brasileira. A crise da economia dos EUA, que já vinha, silenciosamente,
devorando suas entranhas, prorrompeu em 1971, quando, no maior calote de todos
os tempos, o governo Nixon suspendeu os “acordos de Bretton Woods”, que
estabeleciam a paridade e a livre-conversibilidade do dólar. Era a expressão
monetária da estagnação tecnológica dos EUA e do simultâneo aumento da
produtividade do trabalho do Japão e da Alemanha. Esgotava-se a ordem
internacional de pós-guerra, hegemonizada pelo dólar e pela economia
norte-americana. A profunda e generalizada recessão que lhe sucedeu (1973/74)
invadiu todo o mundo capitalista, afetando grandemente aos países dependentes,
entre eles o Brasil.
Sem uma indústria
interna de meios de produção, o Brasil teve que aumentar drasticamente suas
importações desses produtos: cresceram de US$ 1,7 bilhão em 1970 para US$ 10,1
bilhões em 1975, em grande parte devido ao aumento dos preços praticados pelos
monopólios dos países centrais, como resposta à crise. Com uma dívida externa
explosiva, a remessa de juros multiplicou-se por sete de 1970 para 1975/76, em
face da elevação abrupta das taxas de juros pelos banqueiros norte-americanos.
Com o mercado interno de bens de consumo popular estrangulado, esse setor teve
seu crescimento bloqueado quando lhe faltou o mercado externo, em recessão.
A dependência
cobrava seu preço na instauração de uma crise cambial, que rapidamente impregnou
o conjunto da economia brasileira. A crise cambial refletiu, na realidade, o
aumento da espoliação imperialista sobre nossa economia, forma de os monopólios
norte-americanos enfrentarem a estagnação em que mergulhariam a partir de então.
Esse aumento da espoliação externa se manifestou através da elevação dos juros
internacionais, das remessas de lucros para o exterior e dos preços dos bens de
capital que importamos, ao lado da queda dos preços dos produtos que exportamos.
O PIB brasileiro, que crescera a uma taxa anual de 10% de 1968 a 1974, só
cresceu 5,7% em 1975. Começava o esgotamento do modelo dependente. Os estreitos
limites da dependência externa impuseram um forte freio ao desenvolvimento
econômico do país, derrubando, ao mesmo tempo, a fantasia de que era possível
driblar, indefinidamente, os limites impostos por uma economia dominada pelo
imperialismo.
O Brasil só não
mergulhou imediatamente em profunda estagnação, como ocorria com o resto do
mundo, porque em 1974 começou-se a implementar o II Plano Nacional de
Desenvolvimento, que, ao realizar algum grau de enfrentamento do modelo
dependente e desenvolver um importante programa de substituição de importações
nas áreas de energia, máquinas, equipamentos e insumos básicos, integrou mais e
fortaleceu a economia nacional. Ao mesmo tempo, se paralisava o processo de
redução do salário real, amenizando o caráter excludente e de estreitamento do
mercado interno da economia dependente. Nesse período, as forças nacionais que
integravam o regime ditatorial, que antes estavam em situação secundária,
adquiriram peso ao interior do governo, bancando a implementação de um programa
econômico relativamente independente (que, infelizmente, não foi levado às
últimas conseqüências, por pressões externas). Isso permitiu que a economia
brasileira, em lugar de mergulhar na crise, pudesse crescer a 6,8% ao ano entre
1974 e 1980.
Desmentindo aos
eternos vassalos da metrópole, que procuravam desacreditar aos que tinham fé no
desenvolvimento nacional, o Brasil, em cinco décadas, emergiu de uma economia
agro-exportadora atrasada e construiu uma economia urbano-industrial moderna. De
1930 a 1960, na fase de desenvolvimento independente, internalizou-se a produção
de bens de consumo popular e de alguns setores de insumos básicos; na fase de
nascimento e expansão do modelo dependente, dos anos 50 ao início dos 70,
desenvolveu-se a indústria de bens duráveis de consumo, sob controle
estrangeiro, nos anos 70, com relativo enfrentamento da dependência externa,
realizou-se a substituição de importações nas áreas de máquinas, equipamentos,
energia e insumos básicos. Só não foi mais longe porque a dependência externa
não permitiu.
Mesmo assim, estava
o Brasil preparado, do ponto de vista da estrutura produtiva, para, nos anos 80,
avançar na conquista das tecnologias de ponta (informática, microeletrônica,
engenharia genética, biotecnologia, novos materiais etc.) e completar seu
processo de industrialização e integração econômica interna. No entanto, mais
uma vez, e desta vez de maneira mais dramática, a dependência cobrava seu preço:
em lugar de dar esse salto, a economia brasileira mergulhou num período de
estagnação, apenas com ligeiros interregnos de expansão, chegando a destruir
forças produtivas antes acumuladas. Ao longo de toda a década de 80, nosso PIB
só cresceu 22%, dando uma taxa média anual abaixo dos 2%. Como a população
cresceu nesse mesmo ritmo, a renda por habitante permaneceu estacionária nos
anos 80, na faixa dos US$ 3 mil. A taxa bruta de investimento baixou de 23,3% do
PIB na década de 70 para a faixa dos 15% no começo dos 90, mal dando para repor
a depreciação do capital fixo. A crise afetou gravemente ao setor industrial: a
taxa média anual de crescimento da produção industrial baixou de 9% na década de
70 para tão-somente 0,8% entre 1980 e 1993.
A situação só não
foi mais dramática porque, de um lado, o desenvolvimento interno da indústria de
máquinas, equipamentos, energia e insumos básicos, deflagrado pelo II PND, havia
fortalecido a economia nacional e, de outro, porque o Plano Cruzado, preparado
em 1985 e deflagrado em 1986, ao enfrentar, ainda que de forma insuficiente e
temporária, as práticas monopolistas internas e realizar algum grau de
distribuição de renda, chegou, pelo menos, a arranhar o modelo dependente,
permitindo um crescimento anual do PIB de 7% na quadra 1985/86. Infelizmente,
foi retardada a moratória da dívida externa, que só se realizou no começo de
1987, quando o Plano Cruzado já havia feito água e as reservas cambiais já
estavam quase esgotadas.
A estagnação econômica dos anos 80 se deveu
ao aumento da espoliação externa, decorrente de nova e mais drástica elevação
das taxas de juros internacionais, combinada com a suspensão de novos
empréstimos, caminho adotado pelo decadente imperialismo norte-americano como
forma de sugar as economias do Terceiro Mundo a fim de tentar enfrentar a grave
crise econômica em que mergulhara. O Brasil, em decorrência disso, foi sangrado
anualmente, durante a década de 80, em um terço de sua poupança líquida, isto é,
de sua capacidade de investimento. Para pagar esses juros externos, o governo
brasileiro emitia títulos da dívida interna, os vendia no mercado a fim de obter
moeda nacional e adquirir os dólares dos exportadores, com isso, produziu-se uma
dívida pública interna, que saltou de 4,2% do PIB em 1980 para 15% em 1989.
Apesar disso, a dívida externa não diminuiu; ao contrário; saltou de US$ 64,2
bilhões em 1980 para os atuais US$ 149 bilhões. Vejam o absurdo: pagaram-se, de
1980 a 1993, US$ 195 bilhões de “serviço” da dívida externa e, ainda assim, além
de se haver gerado uma dívida interna monstruosa, se multiplicou por 2,3 a
dívida externa. Quanto mais se pagava, mais se devia, num desafio frontal à
aritmética mais elementar.
Continua na
próxima edição. |