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Derrotados nas
urnas apelam contra governo Luiz Henrique
O julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) do processo de cassação do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da
Silveira (PMDB), e seu vice, Leonel Pavan, marcado para a quinta-feira (28), a
partir das 19 horas, é mais um capítulo na recente história de uma estranha
doutrina, que busca anular a vontade popular para instalar no governo os que
foram derrotados pelas urnas.
Uma ação movida pela coligação Salve Santa
Catarina, que apoiou o segundo colocado na eleição de 2006, Esperidião Amin
(PP), acusou o governador de suposto abuso do poder econômico e político na
eleição e uso indevido dos meios de comunicação social.
Segundo a coligação, entre o segundo semestre de
2004 e junho de 2006, o governo veiculou uma campanha institucional divulgando
obras e, no primeiro semestre de 2006, publicou caderno com o balanço do
primeiro mandato em jornais do interior. Alegou, também, que o governador em
exercício, Eduardo Pinho Moreira, teria encaminhado à Assembléia Legislativa um
projeto de lei visando conceder isenção de IPVA a motocicletas pouco antes do
segundo turno.
A defesa do governador demonstrou que o material
veiculado, além de ser de natureza informativa, foi divulgado antes do início do
período eleitoral. Além disso, Luiz Henrique foi o único governador que se
afastou do cargo para concorrer à reeleição. Quanto à questão do IPVA,
considerou descabida a tentativa de cassar o mandato de Luiz Henrique por conta
de um ato de governo no qual não teve participação.
No julgamento em primeira instância, o Tribunal
Regional Eleitoral (TRE) rejeitou as acusações e o Ministério Público Eleitoral
de Santa Catarina, chamado a se pronunciar no processo em andamento no TSE,
recomendou o não prosseguimento da ação.
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