Quem descumpriu acordos com Coreia Popular foi EUA

A Coreia Popular na terça-feira, 26 colocou em prova com sucesso dois foguetes terra-ar e terra-água a partir da base de lançamentos na costa oriental. No dia anterior havia realizado novo teste nuclear, mostrando o fortalecimento de sua capacidade de dissuasão, concretizando a política de Songun de prioridade à defesa nacional contra possíveis ataques de países hostis.

Os testes realizados nos últimos dias não surpreenderam e a gritaria promovida em particular pelo Japão, aconteceu por que esse país pretende abrir espaços para suas pretensões de se transformar em potência nuclear hegemônica na região com apoio político e financeiro mais efetivo dos EUA.

A RPDC já havia avisado que não abriria mão do direito de defesa da soberania do país e não se submeteria às pressões dos EUA, do Japão e da Coreia do Sul, e que, portanto, continuaria com seu projeto de desenvolvimento tecnológico e nuclear.
Desde 1953, quando foi assinado o armistício que suspendeu temporariamente a guerra da Coreia a RPDC tem vivido sob constante ameaça. Por mais que o governo da RPDC tenha se esforçado para que os EUA concordassem em assinar a paz definitiva, isso até hoje não ocorreu. Ao contrário, no período do governo Bush as provocações contra a Coreia Popular atingiram seus maiores níveis.

Os EUA além de ser o maior país nuclear no planeta é o principal fator de tensão na península coreana e na Ásia. Com seus efetivos de quase 40 mil homens no sul da Coreia e 100 bases militares, foi o único país que jogou, sem a menor necessidade, duas bombas atômicas contra as populações civis de Hiroxima e Nagasaki.

Como informou a revista Newsweek, “o arsenal nuclear dos Estados Unidos inclui 5.400 ogivas nucleares armadas em mísseis balísticos intercontinentais em terra e mar; outras 1.750 bombas nucleares e mísseis cruzeiros prontos para serem lançados desde aviões B-2 e B-52; adicionalmente têm 1.670 armas nucleares classificadas como ‘táticas’. E, ainda, mais ou menos 10.000 ogivas nucleares em bunkers por todo o país como ‘contrapeso’ a qualquer surpresa”.

Os EUA ocuparam o território da Coreia com armas nucleares o que muito fez aumentar a tensão na península coreana. Em 1985 afirmaram ter retirado do sul todo o arsenal nuclear norte-americano. Entretanto, jamais foi permitida uma única inspeção para verificação da situação real. Fato que o presidente Kim Il Sung várias vezes destacou e que em 1993, ao receber o Comitê Norte-Sul que discutia a reunificação do país, mais uma vez sublinhou.

Sobre esse assunto não se manifestou o CS da ONU, o governo dos EUA, do Japão ou da Coreia do Sul.

Também sobre isso nada dizem os monopólios de mídia norte-americanos e seus seguidores por aqui. Mas repetem que a RPDC e o presidente Kim Jong Il não cumprem acordos ou fazem “provocações” ao desenvolverem o programa nuclear para fins pacíficos e para a defesa.

A Coreia Popular não provoca, é provocada. Não ameaça, é ameaçada e faz muito bem em defender-se.

“Em 2002, o ‘Resumo de Política Nuclear’ do Pentágono descreve que estabeleceram-se alvos para ataques nucleares ‘preventivos’ contra certos países, e entre eles figura a Coreia do Norte”, informou o jornal Hora do Povo em sua edição 2768.

A RPDC, em cumprimento aos acordos estabelecidos com os EUA e a ONU, desativou o complexo nuclear Yongbyon. Manteve 2 inspetores da ONU 24 horas por dia na vigilância do local, além de alguns representantes do governo dos EUA, mas não recebeu os reatores de água leve para substituir os de plutônio que tinha destruído diante da imprensa internacional, e nem a quantidade de petróleo de que necessitava e que fazia parte do acordo.

Quem descumpriu os acordos com a RPDC foram os EUA e a ONU. Quem rompeu com o diálogo e insuflou a opinião pública internacional contra a RPDC, utilizando interesses escusos de seus aliados na Ásia, a Coreia do Sul e o Japão, foram os EUA. Quem não aceitou até hoje a assinatura de um tratado definitivo de paz com a RPDC para mantê-la sob constante ameaça de guerra e assim sustentar a posição arrogante de xerife do mundo – herança da dinastia Bush - foram os EUA. Quem estimulou e apoiou Israel com tecnologia e financiamento na construção de seu arsenal nuclear foram os EUA, e o mesmo fizeram com o Paquistão, para aprofundar os conflitos com a Índia.

A mídia dos monopólios sabe disso tudo, mas prefere a mentira à verdade. Prefere o dinheiro que seus donos lhe pagam – monopólios são grandes anunciantes - à ética que supostamente postulam.

Capachos dos monopólios de mídia, alguns políticos em troca de alguns minutos sob seus holofotes, curvam-se e repetem seus amos na TV, defendem os EUA e o Japão contra os interesses e a política externa independente do Brasil. Mas não convencem ninguém.

Ao defender seu direito soberano de desenvolver-se científica e tecnologicamente e capacitar-se a produzir a energia vital para o seu crescimento econômico, ao ampliar seu poder dissuasório de guerra a República Popular Democrática da Coreia está contribuindo para que prevaleça o equilíbrio. Para diminuir a possibilidade de uma guerra, para permitir e ampliar o caminho de uma paz definitiva na península coreana e em todo o mundo. É a Coreia Popular quem mais se empenha na busca de uma solução para os conflitos, da paz e de uma política de conciliação na península coreana.

Se os EUA querem dar uma contribuição efetiva para a paz na península coreana devem retirar suas tropas de ocupação do sul da Coreia e desativar suas bases militares e prisões secretas na região asiática, como querem a maioria dos coreanos do norte e do sul da Coreia. Devem assinar o tratado de paz e acabar de vez com a guerra.

A Coreia Popular não tem o menor interesse em que seus segredos militares e tecnológicos caiam em mãos indevidas de grupos terroristas, como acusam os EUA. A RPDC é um Estado forte, responsável e coeso, e tem demonstrado sua capacidade de impedir a infiltração e a espionagem. Suas pesquisas científicas e nucleares estão unicamente a serviço de seu próprio desenvolvimento.

Em nota publicada no dia 25 de maio o Comitê de Relações Culturais com o Estrangeiro em nome do governo da RPDC reafirma que “Enquanto os EUA continuarem sua política exterior de arrogância e pressão, a RPDC continuará seu próprio caminho, realizando tantas provas defensivas de mísseis e armas nucleares quanto creia pertinentes. São os EUA, os únicos que ameaçam a paz na Península Coreana e ainda assim tentam criminalizar a RPDC para fugir de sua responsabilidade. O Exército e o povo do país estão preparados tanto para a paz quanto para a guerra”.

Com a unidade profunda existente entre o povo e o exército da RPDC, permanentemente cultivada pelo Partido do Trabalho da Coreia e seus dirigentes, fica evidente que tais afirmações não são meras palavras, mas, expressão da decisão de todo o país unido em defender e garantir sua soberana independência e a paz em toda a região. Com todo o direito consagrado internacionalmente pelo princípio da não-intervenção nos assuntos internos dos países.



ROSANITA CAMPOS



 


Primeira Página

 

Página 2

Em abril, remessas de lucros superam ‘investimento’ externo

Indústria e comércio defendem redução maior da taxa Selic

BNDES financia 45% para usina de Eike com um grupo estrangeiro

Dieese: após três meses de alta, desemprego fica estável em 15%

Mineradora da Vale para produção e corta salários

Empresa dos EUA compra 42,5% da Líder Aviação

Derrotados nas urnas apelam contra governo Luiz Henrique

Expediente

Página 3

PT e PMDB garantem CPI e PSDB quer “CPI paralela”

Empresa afirma que cumprirá todo o cronograma e não devolverá áreas

Estrella: “pré-sal é a grande oportunidade de desenvolver o país”

João Pedro defende investigar período tucano na estatal

Brasil e Venezuela aumentam a cooperação

Convencionais do PMDB estão com Dilma Rousseff

Gilmar faz lobby para membro do seu instituto entrar no CNJ

Abin e MPF contestam a decisão do juiz Mazloum

Página 4

Procuradoria do Rio recorre para manter cotas nas universidades

Kassab corta verba para transporte público e SP registra 168 km de congestionamento

FBI joga PF em esparrela com a prisão de libanês

Thomaz Bastos: “mensalão não existiu”

Sergipe troca ICMS por empregos na indústria têxtil

Governo federal anuncia vagas para formação de professores

ProUni abre inscrições com 91 mil bolsas para este ano

Hino Nacional nas escolas do Rio volta a ser obrigatório

Cartas

Página 5

Sabesp mantém greve e sai às ruas para barrar demissão

10 mil paralisam obras da Repar e Ultrafértil para exigir aumento real

Sindicato convoca mobilização contra demissões na Usiminas

Servidores da Unicamp param por mais salário

Centrais e CMS preparam ato no Congresso Nacional em defesa da Petrobrás

Manifestação em Vitória condena a tentativa da oposição de prejudicar desenvolvimento do país

Petroleiros e deputados do RN defendem nova lei do Petróleo

Página 6

Bolívia: “Mossad é um serviço de palhaços e incompetentes”

Governo da argentina debate com sociedade democratização da mídia 

Economistas norte-americanos defendem fim das restrições à sindicalização nos EUA 

Movimento Democrático das Mulheres de Israel defende Estado Palestino ao lado de seu país 

No Haiti nada pode ser improvisado (Parte I) 

Página 7

Sob ameaça de ataque preventivo, RPDC ergueu sua defesa nuclear

Coreia adverte Seul que interceptação de navios será “declaração de guerra”

Deputados americanos apresentam projeto para fechar a Escola [de torturadores] das Américas

Apoio de Israel a Farouk Hosni desmascara os detratores do nome apoiado pelo Brasil à Unesco

É absolvido em Londres policial que alterou relatório sobre assassinato de Jean Charles

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Página 8

O antigo silêncio dos influenciáveis 

 
 

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