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Arnaldo Carrilho será o
primeiro embaixador do Brasil na Coréia Popular
Está prevista para este mês de março a abertura pelo
governo brasileiro da Embaixada do Brasil em Pyongyang, capital da RPDC.
No próximo dia 4, o Senado, que já o sabatinou, aprovará a
indicação feita pelo presidente Lula do Embaixador Arnaldo Carrilho,
diplomata de carreira de vasta experiência, como nosso primeiro Embaixador
na RPD da Coréia.
O Brasil é o primeiro país das Américas a estabelecer
embaixada em Pyongyang depois de Cuba, fato histórico que expressa as
características da política externa do governo Lula: independente e
solidária.
Os dois países tiveram em 2008 um volume de comércio de 380
milhões de dólares e o futuro embaixador tem como missão ampliar esse volume
comercial. “O Brasil já é o quarto parceiro comercial do país asiático. Os
primeiros são China, Rússia e Coréia do Sul. Estou indo para incentivar o
comércio, principalmente o de alimentos e commodities. Eles precisam de
carne bovina, suína, galináceo. Claro que não temos a pretensão de 100% de
lucros. Mas o importante é entrar na região, por o pé lá. Estou pensando
muito, também, no comércio de importação do Brasil de magnesita, útil para
revestimento de fornos. Se tivermos um aumento comercial significativo com a
Coréia, a gente vai poder ter uma presença maior, não só na Coréia em si,
mas no nordeste da Ásia, uma região nevrálgica.”, afirmou Carrilho.
Antes de ir para Pyongyang, o Embaixador Carrilho passará
por Washington, Tóquio, Seul, Pequim e Moscou, capitais dos países que junto
com a Coréia, formam o grupo de conversações sobre as questões nucleares e a
paz na península coreana e no sudeste asiático, conhecido como grupo dos
seis para “conversar com cada um deles, sondá-los sobre o que pretendem
fazer a partir de agora. Dependendo do que ouvir, vou me posicionar. O
Brasil pode ter uma posição importante nas negociações”, disse. “O Brasil
quer é ter uma personalidade internacional de acordo com seu caráter
nacional. E o caráter nacional brasileiro é normalmente solidário”,
concluiu.
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