|
Serra e Aécio boicotam construção de 1 milhão de moradias populares
A
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniu na terça-feira (3) os
governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Paraná, Roberto Requião, de
São Paulo, José Serra e de Minas Gerais, Aécio Neves, para uma reunião com o
objetivo de apresentar a proposta do governo federal de construir um milhão de
moradias até 2010. Participaram da reunião, os ministros da Fazenda, Guido
Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, e das Cidades, Márcio Fortes.
O projeto
prevê que estados e municípios disponibilizem terrenos e a Caixa Econômica
Federal e demais bancos, com recursos da poupança, financiem os imóveis. O
governo sugeriu aos governos estaduais a promoverem medidas de incentivo para a
compra de materiais de construção. Outra medida do projeto, além da redução de
impostos, é acabar com o seguro cobrado de pessoas idosas. Este seguro torna as
casas 37% mais caras para as pessoas com mais de 60 anos.
Segundo Dilma
Rousseff, o programa prevê a concessão de subsídio integral (redução total de
custos) no financiamento da casa própria - pela Caixa Econômica Federal -para a
população com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395). Sérgio
Cabral elogiou a iniciativa do governo e disse que o projeto é ousado,
ressaltando que as prestações terão valor “simbólico”. O total do financiamento
subsidiado poderá ficar em até 10 salários mínimos (R$ 4.650).
Para Roberto
Requião, “a proposta é muito boa. Ficou claro que os recursos existem e podem
ser liberados”. O governador dor lembrou que o custo das casas no Paraná é até
três vezes menor do que em São Paulo. Por isso, ele defendeu que sejam criados
vários modelos habitacionais dentro do programa.
Os
governadores José Serra e Aécio Neves criticaram o projeto e disseram que não
pretendem implementar os incentivos fiscais em seus estados. Aécio listou vários
obstáculos para construir casas em Minas até 2010 e chegou a pedir que os
recursos fossem repassados para os governadores ao invés de serem enviados
diretamente para os municípios. “Nada contra a paternidade do projeto”, disse.
|