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Requião debate com Sarney votação de projeto que acaba com multa ilegal da STN
O governador do Paraná, Roberto
Requião, esteve na quarta-feira (4) com o presidente do Senado, José Sarney,
para solicitar que a Casa se apresse a votação do projeto de Resolução 24/08,
que põe fim à multa aplicada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) contra o
Estado.
A multa ocorre devido ao não
reconhecimento de uma cobrança ilegítima feita pelo Banco Itaú de R$ 456
milhões, provenientes de um contrato com o antigo Banestado, adquirido pelo
Itaú. O banco quer que o Paraná adquira papéis declarados nulos por decisões
judiciais e pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Títulos Públicos.
De acordo com o ex-procurador-geral do Estado, Sérgio Botto, “o contrato foi
imposto pelo Banco Central. Antes de ser extinto, o Banestado transferiu títulos
‘podres’ de Alagoas, Osasco, Guarulhos e Santa Catarina para o Estado”. Com
autorização da Assembléia Legislativa, o governo do Paraná comprou os títulos.
Requião afirmou que “na verdade, é
um débito que o Estado não reconhece e por isso é punido pela Secretaria do
Tesouro”. Desde o início do governo de Roberto Requião, o Itaú busca de maneira
ilegal executar a dívida e tentou, inclusive, penhorar as ações da Copel, o que
foi negado pela justiça.
Em 2007, um projeto de Resolução
(47) já suspendia o pagamento da dívida cobrada pelo Banco Itaú, no entanto,
segundo o governador, “a resolução teve, por contrabando, inserida uma cláusula
definindo que aquilo que o Estado não assume, porque não acha legítimo, e o
Estado quer discutir em juízo e se perder, naturalmente pagará, teria que ser
assumido pela União”. “Estamos tentando agora é retirar essa cláusula que obriga
a União a um pagamento que nós não achamos que seja devido”, afirmou Requião,
destacando que o Paraná já teve um prejuízo de R$ 240 milhões.
O governador explicou que a
discussão sobre o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça. “Numa
medida protelatória, ela foi enviada para a CCJ. A meu ver, não havia que se
discutir a constitucionalidade, porque a resolução já havia sido votada na
Comissão de Economia [Comissão de Assuntos Econômicos] e no Plenário. Então, a
constitucionalidade já estava assegurada. Mas quando nós fizemos a emenda, por
resolução, de autoria do senador Osmar Dias, alguém pediu para que ela fosse
enviada para a CCJ. E lá ela está parada na mão do Antonio Carlos Magalhães
Junior” [DEM-BA]. Após o encontro com Sarney, Requião esteve com Antônio Carlos
Magalhães Junior, relator do projeto na CCJ para exigir que apresse seu parecer
para sanar o prejuízo que está sendo assumido pelo Paraná. |