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União Africana exorta
Guiné Bissau a investigar e punir assassinos do presidente
O assassinato do presidente da Guiné Bissau João Bernardo
Vieira, na segunda-feira, dia 2, horas depois do chefe do Exército do país,
Na Wai, ser morto em atentado um a bomba, levantou uma onda de condenações
de diferentes países e organizações internacionais, entre elas da União
Africana, da ONU e do governo do Brasil.
O presidente da UA, Jean Ping, qualificou os crimes de
covardes e atrozes, exortando os dirigentes desse país a unir forças para
buscar uma firme investigação e punir os culpados. Esta organização regional
enviou uma representação que inclui os chanceleres de Cabo Verde, Gâmbia,
Nigéria e Senegal, para ajudar a garantir a paz na região.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou
que o assassinato de Vieira é “inaceitável” e o considerou como um atentado
à democracia do país africano.
Fiel seguidor do herói nacional Amílcar Cabral desde 1962,
Vieira foi co-fundador do Partido Africano para a Independência de Guiné
Bissau e Cabo Verde (PAIGC) e teve uma importante participação na luta pela
independência nacional, conquistada em 1974.
Em 1973, foi eleito membro do Secretariado Permanente do
PAIGC e, depois, presidiu a Assembléia Nacional do Povo. Logo, chegou a
ministro das Forças Armadas. Em 1978, foi eleito Comissário Principal, cargo
equivalente ao de primeiro-ministro.
Vieira foi presidente durante vários mandatos, enfrentou
golpes militares e levantes de setores de oposição. Em 2005, depois de ficar
fora do poder durante alguns anos foi novamente eleito. Ainda não foram
apontados responsáveis pelo crime.
Na quarta-feira (4), a capital do país tinha recobrado a
tranqüilidade, depois que o presidente da Assembléia Nacional, Raimundo
Pereira, assumiu o cargo até a realização de novas eleições.
Uma missão da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP),
liderada pelo secretário de Estado para os Negócios Estrangeiros de
Portugal, João Cravinho, também foi enviada ao país africano. |