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CARTAS
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Privatização
Quando jovem fiz parte da
J.C., inclusive saí pelas ruas de São Paulo, junto com Eliza Branco, na
defesa do petróleo brasileiro. Se marca de porrete ficasse no corpo, eu
as teria até hoje. Somente há alguns meses é que muitos brasileiros
souberam que na Bolsa de NY existe uma boa quantidade de ações da
Petrobrás. O jornal “O Estado de São Paulo” noticiou a questão dos 12
bilhões de barris de petróleo descobertos no Pré Sal. A maior parte
pertence ao capital internacional, devido a contratos de concessão de
área. Na edição de 06 a 10-02-2009 do Hora do Povo, um leitor afirma que
dentro de 10 anos os americanos estarão comandando a energia proveniente
das biomassas em nossas próprias terras. A Vale do Rio Doce está nos
deixando buracos e exportando a nossa riqueza, além de deixar os
brasileiros sem emprego. A Embraer, que já ganhou bilhões, demitiu 4.000
empregados. Todas essas empresas foram privatizadas pelo Sr. Fernando
Henrique Cardoso, que recebe elogios da CBN por intermédio do Sr.
Sardenberg e da Sra. Miriam Leitão. Não é necessário falar dessa mídia
elitista que defende o PSDB e o DEM, que todos os dias entrem na justiça
contra o presidente Lula, que deveria reestatizar todas essas empresas
citadas. Com meus 83 anos, estou pensando em voltar às ruas novamente.
Maria de Oliveira - São
Paulo (SP)
Lições
Neste ano pré-eleitoral a
grande imprensa, que já foi chapa branca no passado e hoje é porta voz
da oposição, começou com suas críticas contundentes ao governo popular.
Os formadores de opinião fazem de tudo para inserir no imaginário
popular a idéia de um governo populista. Isso porque o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva se esforça para fazer seu sucessor, ou sucessora.
Parecem que não aprenderam com as lições de 2006. Em 2005 e 2006, a
oposição deu um tiro no próprio pé, e a grande imprensa abalou-se com o
estampido. Articulistas e cronistas da escrita e da mídia eletrônica
ganhando milhões de reais para achincalhar o presidente e demonizar o
Partido dos Trabalhadores. 2005 e 2006 foram os anos de muitas denúncias
infundadas, ilações em diversas matizes e montões de factóides jamais
vistos em toda história política do país. Certamente os arautos da
oposição estão frustrados por não terem conseguido barrar a reeleição do
presidente Lula. Hoje, vejo grandes jornais e revistas em propagandas na
televisão, apelando com prêmios para atrair assinantes. Diminuíram os
preços e formatos. Em Belo Horizonte existem jornais que colocam pessoas
nos shoppings e portas de bancos, para atrair assinantes no laço. Bem
feito! Quem mandou subestimar a inteligência do povão.
Omar Pimenta Montalvão
- Belo Horizonte (MG)
O papel da educação
Sou moradora de Quatro
Barras, região metropolitana de Curitiba. Meu filho de seis anos está
matriculado na escola Rui Valdir Pereira Kern, no 1º ano. No ano passado
ele frequentou o Jardim III, nessa mesma instituição. Nesse período, ele
e mais 33 crianças estavam com uma única professora que mal conseguiu
trabalhar noções de lateralidade, dimensões. Os pequenos foram
prejudicados. Esse ano, a nova administração colocou meu filho e as
outras crianças que frequentaram o jardim III com outras crianças que
nunca estiveram na escola. A professora continua aplicando os mesmos
desenhos e as mesmas atividades lúdicas, o que desestimula as crianças.
É comum na turma as crianças não quererem ir para a escola por ter
sempre as mesmas atividades. A escola está perdendo seu propósito.
Diante desse quadro, as crianças estão impacientes, falantes e
“desinteressadas”. Ao invés de perceber o sinal de alerta da nítida
falha da escola no planejamento do conteúdo, dos planos de aula e da
aplicação das aulas, as “educadoras” vão contra o bom senso e até mesmo
contra o PPP da escola. Ao invés de ler e estudar, as professoras
assistiram Televisão e copiaram o modelinho americano da Babá Super Nani,
e numa estratégia baseada na punição instituíram: se a criança dá risada
do colega ela fica 6 minutos na cadeira do pensamento, se furar a fila
fica em pé na sala, se todos falarem juntos ficam sem recreio. As
“educadoras” partem do princípio de que devemos formar cidadãos que não
corram em alta velocidade com seus automóveis para não serem multados,
ao invés de terem compreensão de que a alta velocidade é um risco a sua
vida e das demais pessoas, do fato de vivermos em sociedade e que
devemos seguir as regras que a sociedade construiu coletivamente. A
atitude é de medo, de punição, e não educar e formar sujeitos críticos
ativos.
Cristiane Fonseca –
Quatro Barras (PR) |