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CARTAS
Imprensa
A recente manifestação
de carinho da Folha de S. Paulo com a ditadura de 64, expresso na
tentativa de abrandar aquele período com o adocicado termo “ditabranda”,
deve servir de alerta para todos os verdadeiros democratas, que lutam
pela verdade e a justiça contra a manipulação dos demo-tucanos. O
representativo ato em frente ao jornal da família Frias demonstrou que a
memória do nosso povo está bem viva.
Miriam Beatriz Lins - Santos – SP
Sem transporte
Vi hoje, 14/03/2009,
uma reportagem no programa Globo Esporte em São Paulo sobre o sofrimento
da volta dos torcedores de futebol para suas casas, pois algumas
partidas acabam próximo da meia-noite quando o metrô não mais funciona e
os ônibus não suportam tanta gente. Como um país que tem como o futebol
o principal esporte não consegue organizar as partidas deste esporte?
Peço aos nossos representantes que façam uma lei que proíba que qualquer
partida de futebol termine depois das 22h00. Os trabalhadores e os
estudantes precisam ter o direito de chegar cedo em suas casas. Deixem
as madrugadas para os boêmios!
Franz J. Hildinger - Praia Grande – SP
Falência
Este é o capitalismo
que precisa acabar: a seguradora americana AIG, que meses atrás já havia
recebido uma ajuda de US$ 90 bilhões, recebeu mais um socorro de US$ 180
bilhões do governo americano. A primeira ajuda foi distribuída entre os
bancos ligados a vigarice das operações lastreadas em hipotecas subprime.
A segunda ajuda foi para pagar os serviços dos grandes picaretas que
trabalham na Unidade de Produtos Financeiros, adeptos deste golpe do
vigário chamado “subprime”, num total de US$ 165 milhões. Pelo dinheiro
que o governo americano jogou neste antro de vigaristas chamado AIG, a
maior seguradora do planeta já deveria estar sendo controlada por um
conselho de administração constituído por órgãos fiscalizadores do
governo e pelos contribuintes, que são os fornecedores do dinheiro. Este
filme de roubalheira real que roda em terras americanas, é exatamente o
mesmo que vemos pelo mundo afora. O enredo desta história é o dinheiro
retirado dos cofres públicos mediante uma monumental chantagem feita
pelos vigaristas de colarinho branco que conseguiram conectar a falência
dos seus negócios à falência de todo o povo da região onde exercem suas
atividades. É a chantagem globalizada.
Wilson G. Parker - Nova Friburgo, RJ
Vitória
A vitória de Maurício
Funes à presidência de El Salvador representa um marco histórico para o
povo valente da América Central. Neste momento, vale a pena lembrar da
luta heróica dos que tombaram para que este dia chegasse, a firmeza do
comandante Shafik Handal, e daquele gigante que dá nome à Frente
Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN). Para conhecer melhor
a trajetória e a glória deste povo, acesse: www.congresobolivariano.org.
A página tem muitas coisas interessantes e, como o HP, é um instrumento
a serviço da integração latino-americana.
Gilberto Almeida - Rio de Janeiro - RJ
El Salvador
Sob o título “Proibido
ganhar eleições”, o escritor uruguaio Eduardo Galeano publicou o texto
abaixo. Vale ser citado para uma melhor avaliação desta página virada,
quando a FMLN acaba de derrotar a direita e eleger o novo presidente de
El Salvador: Maurício Funes. “Para que as pessoas trabalhassem mais duro
e vivessem uma vida mais moral, a crise de Wall Street derrubou o preço
do café e derrubou o governo civil de El Salvador. O general Maximiliano
Hernández Martínez, que usava um pêndulo mágico para descobrir o veneno
na sopa e o inimigo no mapa, tomou as rédeas do país. O general convocou
eleições democráticas, mas o povo fez mau uso da oportunidade oferecida.
A maioria votou no Partido Comunista. O general não teve outro remédio a
não ser anular a votação, e explodiu uma sublevação popular e explodiu
ao mesmo tempo o vulcão Izalco, que fazia anos estava adormecido. As
metralhadoras reestabeleceram a paz. Morreram milhares. Quantos, não se
sabe. Eram peões, eram pobres, eram índios: a economia os chamava de
mão-de-obra e a morte os chamava de não-identificados. O chefe indígena
José Feliciano Ama já tinha sido morto várias vezes quando foi
dependurado num galho de oliveira. E lá ficou, balançando ao vento, para
que fosse visto pelas crianças das escolas, vindas de todos os cantos do
país para assistir àquela aula de educação cívica”. Passado o medo, a
esperança frutificou.
Leila Aguirre - por correio eletrônico |