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Coreanos do Norte e do
Sul defendem saída das tropas americanas e Reunificação
No mesmo momento em que os EUA e a Coréia do Sul faziam os
acertos finais para o início das manobras militares conjuntas “Key Resolve”
e “Foal Eagle” na fronteira com a Coréia Popular, realizava-se, segundo
notícia veiculada pela KCNA, a reunião da Aliança Pan-nacional pela
Reunificação da Pátria – APRP, entidade composta por coreanos do norte e do
sul e representantes de ultramar.
A APRP, adepta do princípio “Entre nós, os compatriotas”
tem sido defensora da execução dos acordos firmados entre os governos do
norte e do sul da Coréia nas Declarações Conjuntas de 15 de Junho e 4 de
Outubro e é contra as campanhas fratricidas do atual governo do sul contra a
reunificação pacífica da nação coreana.
Na recente reunião, a entidade manteve a posição de que os
EUA “devem retirar suas tropas de ocupação do sul da Coréia” e condenou os
“aventureiros exercícios militares conjuntos EUA-Coréia do Sul como manobras
hostis e provocativas contra a RPDC e a reunificação”. E reafirmou que a
entidade “estará à frente da luta para frustrar as maquinações de repressão
por parte das autoridades conservadoras sul-coreanas contra as forças
patrióticas pró-reunificação”. A APRP condenou também “as infames leis
anti-nacionais e anti-reunificação” como a “lei de segurança”, assim como
reivindicou a legalização das diretorias da APRP na Coréia do Sul, da
Aliança Pan-nacional de Jovens e Estudantes pela Reunificação da Pátria e da
Federação de Conselhos Gerais de Estudantes Universitários do sul da Coréia,
entre outras entidades populares tornadas ilegais pelo governo de Lee Myung
Bak.
Apesar da repressão do governo de Lee contra o movimento
democrático no sul e de sua política agressiva contra a RPDC, e das manobras
militares na fronteira, têm crescido os protestos e manifestações contra o
regime sulista e pela reunificação.
No dia 11 de março passado, a Confederação dos sindicatos
sul-coreanos realizou grande manifestação em frente ao Posto de Comando e
Controle das forças combinadas EUA-Coréia do Sul, contra os agressivos
exercícios militares “Key Resolve” e “Foal Eagle”. Os trabalhadores
sul-coreanos exigiram o fim imediato das manobras e a retomada das
negociações de paz “pois se acontecer a guerra, toda a nação coreana – norte
e sul – será vitimada.” Os sindicalistas exortaram a que “todos se
levantassem contra a guerra, pela conquista da paz definitiva e da
reunificação”.
No exterior, também têm sido grandes as manifestações de
solidariedade à RPDC e de condenação às manobras militares e ações hostis
dos EUA e da Coréia do Sul contra a Coréia Popular.
No Japão, país aliado dos EUA e da Coréia do Sul, entidades
populares como a Sociedade de Ligação e Ação Conjunta para a Ásia,
denunciaram no dia 12 de março que o governo japonês “tem dado apoio
logístico e se constituído em suporte e base de apoio militar para as forças
agressivas dos EUA contra a RPDC”.
Em 17 de março, a agência KCNA divulgou em Tóquio que duas
entidades norte-americanas o “Grupo Norte-americano de Estudos da Política
de Songun” e o “Comitê Norte-americano de Solidariedade à Luta do Povo
Sul-coreano”, denunciaram como ações hostis à RPDC e de caráter imperialista
as manobras militares realizadas pelos EUA e Coréia do Sul e que tais atos
“constituem provocações e ameaça à paz na península coreana e em toda a
Ásia.”
Do Brasil, onde está situada a sede da FDIM – Federação
Democrática Internacional de Mulheres, seguiu para Pyongyang, e para as
agências internacionais de notícias, comunicado da entidade, prestando
solidariedade às mulheres e ao povo coreano “em sua justa luta pela
reunificação nacional e contra as manobras e provocações militares dos EUA e
da Coréia do Sul contra a RPDC ao ponto de censurar até o lançamento de um
satélite artificial com fins pacíficos qualificando-o como ‘lançamento de
míssil’. Acertadamente a RPDC não cedeu às pressões e manteve para os dias 4
e 5 de abril o lançamento de seu satélite” afirmou Márcia Campos, presidenta
da FDIM.
Hoje, 18 de março, o premier da RPDC, Kim Yong Il, está em
Pequim, em visita oficial àquele país a convite do premier do governo da
China, Wen Jiabao.
Também na tarde de hoje, em Pyongyang, o vice-premier do
governo da RPDC recebeu uma delegação de deputados do Parlamento Europeu.
Está previsto para o próximo dia 20 de março o fim dos
exercícios militares conjuntos “Key Resolve” e “Foal Eagle”, mas Walter
Sharp, comandante das forças de ocupação norte-americanas no Sul da Coréia
já se prepara para as próximas manobras militares “Ulji Freedom Guardian”,
previstas para o próximo mês de agosto.
O Exército Popular da RPDC segue de prontidão, pronto para
reagir em qualquer eventualidade, enquanto o governo da RPDC, sob a direção
de Kim Jong Il, mantém seus esforços para que sejam retomadas as negociações
de paz e pela reunificação do país com o governo da Coréia do Sul, embora
avanços nesse sentido só serão possíveis a partir do momento em que as
tropas norte-americanas desocupem o sul da nação coreana e a reunificação
possa ser uma questão acordada entre compatriotas, de forma autônoma, sem a
interferência de estrangeiros.
ROSANITA
CAMPOS
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