O testemunho do mais eminente ministro da Agricultura soviético 

Benediktov: A URSS na época de Stalin e depois dele - (8) 

Na penúltima parte de sua entrevista a V. Litov, o ex-ministro da Agricultura soviético Ivan A. Benediktov fala de um tema que conhece bem, provavelmente o que mais conhece, a política agrícola de Stalin e aquela implementada depois, por Kruschev. Durante quase 20 anos Benediktov foi o responsável por esse setor econômico na URSS - primeiro no Conselho de Comissários do Povo presidido por Molotov, depois no Conselho de Ministros presidido por Stalin e, por último, naquele presidido por Kruschev 

LITOV - Voltemos a questões mais concretas. Não poderia falar com mais detalhe sobre as diferenças das posições de Stalin e Kruschev em relação à agricultura?

BENEDIKTOV - Elas tiveram a ver com as explorações agrícolas privadas dos kolkhozianos [camponeses cooperativados] e dos trabalhadores dos sovkhozes [fazendas estatais], bem como com a atividade industrial artesanal e cooperativa. Mesmo após a conclusão da coletivização do campo, a produção individual continuava a desempenhar um papel importante. Nos anos pré-guerra, as explorações individuais eram responsáveis por 60% a 90% dos legumes, carne, leite, ovos e outros produtos agrícolas, à exceção, claro está, do trigo e das culturas técnicas. Produziam igualmente a maior parte das frutas e dos frutos secos. De resto, a maior parte dos rendimentos dos kolkhozianos, antes da guerra e nos primeiros anos do pós-guerra, provinha não das explorações coletivas, mas exatamente da produção individual. Stalin considerava que esta era uma situação objetiva e inevitável por um longo período e opunha-se implacavelmente às tentativas de forçar o prosseguimento da “coletivização” e socialização, posição que testemunhei várias vezes.

Inversamente, Kruschev julgava as explorações individuais, bem como a atividade de todo o tipo de cooperativas nos meios rurais, “resquícios obsoletos do passado”, os quais, supostamente, “desviavam” os camponeses do trabalho coletivo e impediam que o enorme potencial das “vantagens do socialismo” se revelasse no campo.

Outro ponto substancial de divergência refere-se à política salarial. Com Stalin, os salários eram amplamente utilizados como incentivo à alta produtividade do trabalho e ao trabalho qualificado, como importante alavanca da aceleração do progresso científico-técnico. Na agricultura, por exemplo, os proventos dos agrônomos, mecanizadores, condutores de máquinas e outras profissões determinantes para a modernização da produção, eram significativamente superiores, em alguns casos várias vezes, aos dos kolkhozianos e operários dos sovkhozes. O sistema de incentivos à alta produtividade do trabalho funcionava igualmente de forma satisfatória. Os operários de vanguarda ganhavam muito mais do que os operários “medianos” e algumas categorias de stakhanovistas não tinham sequer um teto salarial.

Um quadro semelhante observava-se na indústria, onde os engenheiros e, em especial, os construtores de novas máquinas recebiam muito mais do que os operários e os empregados dos ramos não produtivos.

As regalias materiais combinadas com estímulos ideológico-morais permitiram atrair os mais capazes e mais dotados para as fileiras de agrônomos, mecanizadores, engenheiros, construtores e outras profissões com um papel crucial no progresso científico-técnico. E entre a população, em especial na juventude, desenvolvia-se a aspiração ao conhecimento e ao domínio da técnica moderna.

Para Kruschev, que sempre ultrapassou todos os limites no que toca a sentimentos populistas, tal política era “socialmente injusta” e “não-socialista”. Sob sua pressão, começaram a ser revistas as tabelas de vencimentos no sentido de eliminar “diferenças injustificadas” na retribuição do trabalho. Infelizmente, esse processo prosseguiu depois de 1964. Os resultados da violação voluntarista das mais importantes leis objetivas do socialismo são conhecidos: o nivelamento salarial foi estabelecido em praticamente todos os ramos que determinam o progresso científico-técnico, encurralando-se (não encontro outra palavra) o corpo dos engenheiros-construtores, cujo vencimento é quase mais baixo do que o de uma empregada de limpeza. E quando se vira de pernas para o ar o sistema de estímulos materiais, também na economia, como é natural, se desencadeia todo o tipo de incongruências, as quais, de forma alguma, favorecem o seu normal crescimento.

Todavia, esta minha opinião é de hoje. Na época, em meados dos anos 50, via isso tudo de modo diferente e, falando com franqueza, até fiquei impressionado com o desejo de Kruschev de eliminar as injustiças na retribuição do trabalho das diferentes categorias de trabalhadores.

No fundo, Nikita Sergueievitch era um extraordinário mestre do efeito de curto prazo, com reflexos fulgurantes, os quais, justiça lhe seja feita, cegaram temporariamente não só os seus seguidores, mas até os opositores. Porém, esse efeito foi obtido à custa da secundarização dos interesses estratégicos de longo prazo, o que veio a traduzir-se em perdas colossais.

 

LITOV - Na literatura de memórias existem referências à discordância de Stalin com o absurdo projeto de Kruschev das agro-cidades...

BENEDIKTOV - Não classificaria esse projeto como absurdo. Assentava na ideia perfeitamente racional de promover a integração da produção agrícola e industrial, diminuir as diferenças entre a cidade e o campo nas esferas social, de serviços e cultural. Devo dizer que quando Kruschev apresentou essas ideias a minha reação foi positiva. No entanto, depois, influenciado pelas críticas sérias e bem fundamentadas de parte dos grandes especialistas e cientistas-agrônomos, passei a referir-me à teoria das “agro-cidades” com maior contenção. Foi-me demonstrado de forma bastante convincente que o nível de desenvolvimento alcançado no campo não permitiria, durante um período de tempo ainda longo, caminhar para a integração da produção agrícola e industrial, pelo menos à escala de todo o país, como propunha Kruschev. Outra flagrante fuga, e mais um exemplo de desprezo pela especificidade do campo, foi a tese sobre a necessidade de centralizar e concentrar a população rural e liquidar as aldeias “sem futuro”. Ulteriormente, as tentativas de forçar o processo da industrialização no campo, causaram, como é conhecido, grandes danos à agricultura.

Na época, Kruschev, num artigo publicado no Pravda, apresentou com bastante desenvoltura a concepção das “agro-cidades”. Stalin, que habitualmente incentivava os dirigentes partidários a estudos teóricos, à formulação de problemáticas, reagiu muito negativamente ao artigo, diria mesmo com hostilidade. Em breve o Pravda publicaria outro texto em que a teoria das “agro-cidades” era submetida a uma crítica demolidora. Num círculo restrito, Stalin qualificou as buscas kruschevianas ainda com mais severidade, considerando-as como “o mais puro fantasismo”, “uma fuga esquerdista”, “um delírio pequeno-burguês”. Recordo-me bem dessas palavras porque Stalin repetiu-as na minha frente várias vezes, temendo, aparentemente, que eu fosse influenciado pela “teoria” kruscheviana.

Stalin, embora valorizasse as qualidades organizativas de Kruschev, considerando-o um executivo brilhante, tinha uma fraca opinião sobre sua capacidade política e teórico-ideológica. Além disso, nas suas relações com Kruschev, transparecia um manifesto desdém, coisa que Stalin nunca se permitia nas suas relações com os dirigentes partidários e do Estado, com exceção, talvez, de Béria. A minha impressão pessoal é que, ao relacionar-se de forma diferente com essa “dupla”, Stalin pretendia demarcar-se do seu “não-bolchevismo”, como se se desculpasse pelo fato de, nos assuntos de Estado, ser forçado a recorrer a pessoas aptas, mas com formação ideológica duvidosa, uma espécie de “aliados políticos” conjunturais.

Kruschev reagiu com bastante calma exterior e lisura ao sabão que Stalin lhe passara. Mas é claro que tudo não passava de uma aparência enganadora: Nikita Kruschev era uma pessoa de egocentrismo e ambição extremos, apesar de ter conseguido ocultar isso durante algum tempo.

Uma vez, no final de uma reunião em que Stalin, sem se ater a delicadezas, admoestou duramente Kruschev por uma asneira qualquer, descemos os dois para os carros que nos esperavam na rua.

“- Ele sabe muito”, disse de súbito e com azedume Kruschev. “Mandar é fácil, devia experimentar fazer algo de concreto...”

“- De quem se trata?”, perguntei mecanicamente, ocupado que estava com os meus pensamentos (na reunião, eu também tinha sido criticado e começara já a pensar em como realizar as sugestões de Stalin).

“- Estou falando com os meus botões”, disse Nikita Sergueievitch. “Levamos uma boa escovada, temos de tirar as nossas conclusões”. Recuperara o controle de si e tentava agora sorrir amigavelmente.

Só no carro me dei conta de que Kruschev se referia a Stalin. Como se costuma dizer, guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra...

Stalin era realista até à medula dos ossos, por isso dava muito mais importância à especificidade do setor, agia de forma refletida, fundamentada, sem precipitações, prevendo eventuais consequências a longo prazo desta ou daquela decisão. Kruschev era o contrário, ansiava por resultados rápidos e fulgurantes, tinha pressa e precipitava-se, passando por cima do nível real de desenvolvimento atingido e caindo num utopismo imperdoável e criminoso.

 

LITOV - Infere-se das suas palavras que a principal responsabilidade pela atual situação, bastante deplorável, da agricultura recai sobre Kruschev e naqueles que se afastaram da linha stalinista. Mas será que essa linha foi em si própria irrepreensível? Não houve os desvios e excessos da coletivização, a horrível fome de 1933, a “transferência” de meios do campo para a cidade e, finalmente, a submissão dos kolkhozianos a uma servidão semifeudal, sendo-lhes negado até o direito de possuir passaporte? E mesmo assim, no período de Stalin, a nossa agricultura não conseguiu recuperar o seu atraso em relação ao Ocidente. Os documentos oficiais e investigações de reputados historiadores, atribuem a Stalin e aos que o rodeavam grandes responsabilidades. Ou não concorda com isto?

BENEDIKTOV - A julgar pela pergunta, você não conseguiu compreender corretamente a relação entre os fatores objetivos e subjetivos e enfiou tudo no mesmo saco. Tentarei, tanto quanto puder, esclarecer os fatos com verdade.

Não podemos esquecer que, nos anos 20, os arados de madeira predominavam nos nossos campos, enquanto nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e noutros estados europeus a mecanização da agricultura estava praticamente concluída. Foi de uma agricultura atrasada e medieval que tivemos de extrair meios e forças para a industrialização do país, para a criação de um exército moderno e para a reconstrução da economia destruída pela guerra. Simplesmente não havia outra solução. Um mar de explorações privadas atrasadas tiveram de ser reconvertidas de acordo com as orientações da coletivização socialista, com todos os exageros e aspectos negativos inevitáveis. E tudo isso decorreu sob a pressão inimiga do cerco capitalista, em ritmo forçado e em curtíssimos prazos históricos (não havia outros). Estou convencido de que se tivéssemos atrasado cinco ou seis anos a coletivização ou a industrialização, a economia não teria podido garantir os meios necessários à vitória sobre o fascismo e o campo não seria capaz de alimentar o exército e a população, já sem falar do previsível surgimento de uma “quinta coluna” na retaguarda, formada pelos proprietários kulaks que odiavam o Poder Soviético. A verdadeira questão reside no fato de que a história não nos deu possibilidades “normais”, tivemos que agir em circunstâncias “anormais”, ou seja, com ritmos forçados.

Claro que o partido, o governo e Stalin, pessoalmente, fizeram muito para o desenvolvimento da agricultura e para a melhoria da vida dos camponeses, afirmo-o na qualidade de quem dirigiu o setor durante quase duas dezenas de anos. O campo sofreu um poderoso impulso à frente na modernização da organização da produção e do trabalho e na criação de condições sócio-culturais civilizadas. Contudo, esperar resultados milagrosos como a eliminação do atraso em relação ao Ocidente neste curto espaço de tempo, é simplesmente irrealista. Só no início dos anos 50, o Estado teve possibilidade de, pela primeira vez, destinar grandes recursos materiais e humanos para o desenvolvimento da agricultura. Até essa época, a cidade viveu em grande parte à custa do campo, e não havia outra alternativa, a não ser talvez nas ilusões de gabinete dos “reputados historiadores”.

Não discuto que a vida dos camponeses era nesse tempo difícil: trabalho intenso, impostos elevados e uma “dura” ligação ao local de residência. Aliás, o mesmo acontecia também na cidade. Não se esqueça de que na Rússia czarista o nível de vida da população estava atrasado 100 anos, ou mesmo mais, em relação aos países capitalistas desenvolvidos.

Mas também não devemos carregar nas tintas: em comparação com o período anterior à Revolução de Outubro, as condições de vida e de acesso à cultura da esmagadora maioria da população rural alteraram-se significativamente no bom sentido. As grandes massas, quer de kolkhozianos quer de operários dos sovkhozes, no fundamental estavam satisfeitas com a sua vida e olhavam para o futuro com muito mais otimismo do que agora, apesar das atuais condições de bem-estar material serem impensáveis na época. Digo isso porque tenho ouvido muita gritaria sobre a pobreza nos campos durante os anos 30 e 40. A darmos crédito a alguns literatos ou mesmo dirigentes do partido, todo aquele período teria sido atravessado pelo terror, repressões e violência em relação aos camponeses. É um disparate. Nenhum sistema político pode apoiar-se por muito tempo na violência, sendo que os que habitavam o campo nos anos 30 constituíam a maioria da população! Se tudo assentasse, como alguns tentam fazer crer, no medo do NKVD, não teria sido possível destroçar a máquina de guerra fascista, a mais poderosa no mundo, nem teria havido o heroísmo em massa na frente e na retaguarda nem, em última análise, o nosso país teria alguma vez chegado a ser uma das duas superpotências mundiais.

 

LITOV - Falou dos fatores objetivos mas nada disse sobre os subjetivos...

BENEDIKTOV - Já vou falar.

Em qualquer domínio os erros são inevitáveis e tanto Stalin como Kruschev os cometeram. Mas há erros e erros. Stalin cometeu-os em questões de menor importância, secundárias, evitando-os nas matérias centrais, estratégicas. Kruschev era o contrário, entendia-se melhor quanto aos pormenores e detalhes, mas pensava mal, apressadamente, nas decisões de Estado de grande envergadura, o que teve, numa série de casos, resultados simplesmente catastróficos. Há pouco você falou da fome de 1933. A sua principal causa foi a seca, mas as consequências que teve no processo de coletivização do campo, que estava sendo concluído nessa altura, refletiram-se num aumento dos excessos e complicações, inevitáveis em quaisquer grandes transformações sociais. O erro de Stalin, se é que existiu, residiu quando muito no fato de ter confiado demais no então Comissário do Povo para a Agricultura, Iakovlev, que não só não tomou as medidas necessárias para fazer face à calamidade, mas também encobriu efetivamente as ações sabotadoras dos trotskistas e outros “esquerdistas”, que tinham se entrincheirado em órgãos do poder central e local. Nessa época eu trabalhava no Centro de Moscou dos Sovkhozes Hortícolas e recebi do comissariado ordens tão estranhas, para não lhes chamar de outra coisa, que se as tivesse cumprido poderiam ter provocado a desorganização da produção. Aliás, Iakovlev foi fuzilado por sabotagem, juntamente com os seus cúmplices.

Por sua vez, Kruschev, ao assumir os comandos do Estado, cometeu erros estratégicos pelo seu caráter e consequências. Em meados dos anos 50, quando pela primeira vez havia a possibilidade de destinar grandes meios e forças para a agricultura, ele deu prioridade ao desbravamento de terras virgens, o que, como é óbvio, produziu resultados visíveis e rápidos, mas a longo prazo revelou-se uma decisão claramente errada. Não só porque o desbravamento das terras virgens foi feito à custa de regiões às quais deveria ter sido dada uma atenção redobrada, caso da Ucrânia e das zonas de solo mais pobre da Rússia. Muito mais ruinosa se revelou a “virada estratégica” da agricultura para os fatores de crescimento extensivo, num momento em que estava na ordem do dia a transição para a produção intensiva na agricultura. Aliás, em todos os países essa transição foi acompanhada de uma redução das áreas de semeadura. Teria sido necessário caminhar em “profundidade” e nós, na ânsia de êxitos imediatos, apostamos no “ampliação” [da área plantada], seguindo uma direção notoriamente errada, perdendo assim, sem qualquer exagero, vários quinquênios agrícolas.

Consequências extremamente negativas tiveram igualmente os ataques frontais de Kruschev contra as explorações agrícolas e, em particular, a redução do número de cabeças de gado que podiam integrar a propriedade pessoal dos kolkhozianos e dos operários agrícolas dos sovkhozes. Isto apesar da combinação flexível da propriedade social com a pessoal ter permitido, durante o período de Stalin, resolver muitos problemas. Pergunte às pessoas das gerações mais velhas, certamente que vos dirão que a variedade da oferta de produtos alimentares nas nossas lojas era duas vezes maior do que a que existe agora, no início dos anos 80. E, claro está, o alastramento a todos os setores do nivelamento salarial e a eliminação das aldeias “sem futuro”, desferiram novos e sensíveis golpes na agricultura.

Continua na próxima edição.


Primeira Página

 

Página 2

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Eletrobrás estima agregar mais 7 mil MW ao sistema integrado nacional

Fernando Siqueira participa de debate em SP sobre pré-sal e desenvolvimento

Produção de petróleo e gás da Petrobrás no Brasil cresce 5,6%

EXPEDIENTE

Página 3

Oposição vai ao Supremo para manter a Câmara paralisada

 

Procurador contesta proposta para cercear o trabalho da PF

 

Lula: terminal de gás do Rio dará a energia necessária para o país

 

Dilma inaugura sistema de água no Ceará que beneficiará Fortaleza, Pecém e mais 2 mil famílias

 

Dantas comemora perseguição a federais

 

FH sobre Daniel Dantas: “dizem que foi brilhante”

 

Sarney propõe reduzir em 50% diretores do Senado

 

Advogado que defendeu DD é contratado por Gilmar Mendes

Página 4

Escândalo na Segurança Pública de São Paulo derruba secretário

Livro didático distribuído pelo governo paulista tem mapa com dois Paraguais 

Falta de investimentos faz São Paulo submergir com as chuvas

Requião denuncia lobby da Monsanto pela soja transgênica no Porto de Paranaguá

STF adia decisão sobre demarcação na Raposa Serra do Sol

Cartas

Página 5

TRT condena abuso da Embraer, mas não anula 4.270 demissões

CUT: “Vamos ampliar a nossa mobilização unitária e reverter esse processo bárbaro” 

Tanta irresponsabilidade demonstra a necessidade da Embraer voltar a ser do povo brasileiro, afirma Antônio Neto

Para CTB, empresa deveria fortalecer mercado interno

ABRAT: Embraer não poderia demitir sem negociação prévia

Procurador da República: a contribuição sindical resulta em benefício para todos

Weg fecha unidade em Guarulhos e demite 380 

Senadora Ideli defende aprovação da lei de cotas 

 

Página 6

Partidário de bomba nuclear sobre Gaza é indicado chanceler de Israel

Trabalhadores franceses detêm diretor da Sony contra demissões

Madagascar: afastado o presidente que doou minério e terras às multinacionais

Liga Árabe orienta os filiados a rechaçarem ordem de prisão contra presidente do Sudão

Greve pára a França contra o desemprego

“Governador que se opõe à intervenção no porto de Maracaibo nada investiu nele”

Página 7

Cristina Kirchner nacionaliza fábrica de aviões da Argentina

Rússia anuncia modernização de suas FFAA para enfrentar a expansão da Otan

Pequim: “Ano da Amizade China-Coréia Popular” é aberto pelos premiês Wen Jiabao e Kim Yong Il

Executivos que afundaram AIG nos derivativos negam-se a devolver todo o prêmio embolsado

Governo chinês veta a compra da maior fábrica de sucos do país pela Coca-Cola

Afegãos fazem manifestação por punição para invasores que mataram agricultores

Coreanos do Norte e do Sul defendem saída das tropas americanas e Reunificação

 

Página 8

Benediktov: A URSS na época de Stalin e depois dele - (8) 

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