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Bolívia criará 25
centros de tecnologia em áreas rurais
O governo da Bolívia anunciou a criação de 25 centros tecnológicos nas
regiões rurais do país que permitirão a formação técnica em diferentes áreas
do conhecimento.
O ministro da presidência boliviano, Juan Ramón Quintana, afirmou que a
primeira fase do projeto será concluída até o final do ano e que contará com
recursos espanhóis. “Conseguimos obter 21 milhões de dólares da cooperação
espanhola, para construir 25 centros tecnológicos rurais em todo o país”,
explicou o ministro ao apresentar o projeto.
Quintana ressaltou que a partir da construção dos centros serão formados
jovens em diferentes áreas técnicas, com a entrega de título técnico básico
em um ano e de técnico superior em dois anos.
“Pela primeira vez no país, há uma política de formação e de educação
técnica que fortalecerá a nova estrutura produtiva do país. Necessitamos de
recursos humanos capacitados tecnicamente”, destacou.
O ministro ressaltou que a implementação destes centros tecnológicos tem
como objetivo capacitar jovens maiores de 18 anos que não tiveram a
oportunidade de chegar à universidade regular.
Quintana ressaltou que todos os jovens que ingressem nas universidades
rurais posteriormente serão incorporados em diferentes projetos produtivos.
“Até o final de 2010 teremos os 25 tecnológicos, prevemos que para 2011
teremos uma população aproximada de 30 mil egressos em 15 especialidades”,
afirmou.
O membro do Conselho Educativo dos Povos Originários anunciou para o início
de abril a inauguração da rede de Universidades da Bolívia (UNIBOL). Em
agosto de 2008, o presidente boliviano, Evo Morales determinou a criação da
universidade indígena que possuirá três campi em diferentes regiões do país.
A UNIBOL ministrará aulas nos idiomas aimara, quechua e guarani.
Na última semana, o chanceler do Paraguai, Alejandro Hamed, ratificou que
seu governo colaborará com a Bolívia na criação de uma universidade guarani,
onde será formado um grupo de trabalho específico.
Hamed explicou que a iniciativa tem um grande valor porque representa a
vontade popular de ir ao resgate das raízes culturais e históricas dos
povos. |