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ONU denuncia
separatistas em Pando por
massacre de camponeses bolivianos
Relatório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos
Humanos na Bolívia denuncia o massacre cometido em 11 de setembro do ano
passado pelos separatistas de Pando contra camponeses que se dirigiam a um
encontro a ser realizado na região em defesa da unidade do país.
“O massacre de camponeses é uma grave violação aos direitos
humanos que teria sido cometida por pessoal do Governo de Pando,
funcionários do serviço rodoviário, membros do Comitê Cívico de Pando e
outros partidários”, disse Racicot.
Segundo Racicot, “houve um ataque frontal com uso de armas
letais de forma indiscriminada e unilateral, e os camponeses não tiveram
outra opção do que se tentar salvar como pudessem”.
Em dezembro do ano passado, investigação realizada por
representantes do Brasil, Argentina, Venezuela, Chile, Colômbia, Equador e
Peru apontam governador de Pando e outros golpistas como responsáveis pelo
assassinato de vinte camponeses.
“Existe responsabilidade das autoridades. A justiça
boliviana deve investigar os integrantes do governo a começar pelo
ex-prefeito de Pando, Leopoldo Fernández”, declarou o argentino Rodolfo
Mattarollo, subsecretário de Direitos Humanos da Argentina, e coordenador da
“Comissão da Verdade” constituida pela Unasul, que investigou a chacina de
Pando.
No massacre de 11 de setembro foram assassinados 20
camponeses, com mais 70 feridos e uma centena de desaparecidos, como
assinala o informe promovido com a participação de nove representantes de
países que integram a Unasul. O coordenador qualificou os acontecimentos
como “crime de lesa humanidade”.
As investigações apontam o governador de Pando, Leopoldo
Fernandez, como o que comandou o bando de pistolei-ros. Ele teve sua prisão
decretada pelo governo e está detido em La Paz à espera de julgamento. |