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China defende
substituir dólar furado por divisa internacional
O BC da China propôs substituir a moeda dos Estados Unidos
nas operações financeiras internacionais por uma que esteja “desconectada de
interesses de um único país”.
“Teoricamente, uma moeda de reserva internacional deveria
ser desconectada das condições econômicas e de interesses soberanos de um
único país”, acrescentou o documento do BC.
“A eclosão da crise e seu proliferação pelo mundo inteiro
refletem as vulnerabilidades inerentes e o risco sistêmico existente no
sistema monetário internacional”, avaliou o presidente do BC chinês, Zhou
Xiaochuan, no artigo intitulado “Reforma do Sistema Monetário
Internacional”. Xiaochuan afirmou ainda que a supremacia do dólar no sistema
financeiro levou a crises cada vez mais frequentes desde o início da década
de 70.
A uma semana do encontro do G-20 que irá discutir a
questão, Zhou afirma que o preço pago pelo mundo pelo enfraquecimento da
moeda norte-americana não é compensado pelos possíveis benefícios de seu uso
como reserva internacional. A China tem US$ 1,97 trilhão em reservas, uma
boa parte em títulos dos EUA. Em setembro do ano passado, a China superou o
Japão como o maior credor dos Estados Unidos, e em dezembro detinha US$
727,4 bilhões em bônus do Tesouro.
A alternativa sugerida pela China é ampliar o uso dos
Direitos Especiais de Saque (DES) emitidos e controlados pelos poucos países
que mandam no Fundo Monetário Internacional (FMI). Criados em 1969, os DES
são aceitos apenas para pagamentos entre governos e instituições
internacionais. A proposta é que sejam usados também em operações de
comércio e financeiras.
Perguntado a respeito nesta quarta-feira, 25, o secretário do Tesouro dos
Estados Unidos, Timothy Geithner, chegou a afirmar que está “aberto à
sugestão da China”.
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