Sobre tucanos, nazis - e algo de bom em Hannah Arendt (2) 

Continuação da edição anterior 

O desastre do governo Fernando Henrique consistiu, precisamente, em abdicar dos interesses nacionais em prol da ajuda (é verdade que não de governo para governo) que o capital externo iria fornecer ao nosso desenvolvimento. Pareceria uma questão de justiça para com Arendt observar que, ao contrário dos tucanos, pelo menos ela acha - ainda que em versão edulcorada – que o imperialismo existe 

CARLOS LOPES 

Hannah Arendt tinha toda razão quando recusava - ainda que pelo motivo errado - o título de “filósofa”, mas nenhuma para achar que sua especialidade era a “teoria política” (“Politische Theorie”).

O motivo errado chamava-se Martin Heidegger, para ela - ao lado, ou, provavelmente, acima de Karl Jaspers - o inalcançável suprassumo em filosofia. Até o final da vida, Arendt jamais conseguiu perceber o vínculo da “filosofia” de Heidegger com sua adesão ao nazismo, em maio de 1933, três meses após a chegada de Hitler ao poder. E não conseguiu perceber - apesar de Heidegger permanecer nazista até o fim do nazismo e jamais ter pronunciado qualquer palavra de arrependimento até a morte, em 1976 - porque não queria perceber.

Em seu artigo “O que é o existencialismo?” (1945) ela contorna o problema - bem ao seu modo, evita esse foco, que na época era mais crítico ainda do que é hoje, e concentra-se em críticas secundárias. Mais de 20 anos depois, ela falaria publicamente em homenagem aos 80 anos de Heidegger, desculpando-o por sua adesão a Hitler - que foi muito além do uso da suástica quando reitor e da notória profissão de fé em seu discurso de posse na Universidade de Freiburg (“O Führer, e só ele, é a lei e a realidade alemã, hoje e no futuro”), caindo pela ladeira da delação de colegas da universidade.

No entanto, em 1969, em seu discurso, Arendt declarou que “tanto Platão quanto Heidegger, quando entraram nos assuntos humanos, procuraram refugiar-se junto a tiranos e ‘Führem’ [aqui, o plural de Führer]”. Não sabemos como os filósofos fazem para não entrar nos “assuntos humanos”, mas trata-se de uma grande injustiça com Platão.  Colocar Dionísio I ou Dionísio II de Siracusa - anfitriões do filósofo grego - como pares de Hitler é uma monstruosidade histórica. E há algo ainda pior nessa comparação com Heidegger: Platão jamais delatou alguém. Pelo contrário, é o autor da “Apologia de Sócrates”.

Mas, segundo disse Arendt em 1969, o que aconteceu com Heidegger não passou de uma “deformação profissional” (“déformation professionnelle”) dos filósofos porque “a tendência à tirania, teoricamente, pode ser mostrada em quase todos os grandes pensadores (Kant é a grande exceção)” [uma frase dessas demanda a citação do original: “Denn die Neigung zum Tyrannischen läßt sich theoretisch bei fast allen großen Denkern nachweisen (Kant ist die große Ausnahme)”].

Não é necessário especular se Arendt não sabia o que é um grande pensador, ou, apesar de ser uma alemã de origem judaica que viveu na época do nazismo, não sabia o que é tirania. As duas coisas, a julgar pelos seus escritos, são verdade. Mas, vamos em frente, leitor.

A rigor, e com apenas uma exceção notável, que mencionaremos mais adiante, os escritos de Arendt após a II Guerra pertencem ao campo da propaganda. Alguns leitores talvez estranhem esta afirmação. Porém, não é outra coisa a sua obra mais citada, “As Origens do Totalitarismo” (1951), em especial a última parte, em que, num mundo que acabara de derrotar o nazismo, onde todos sabiam perfeitamente sobre quem recaíra o peso principal, o esforço maior para se chegar à vitória sobre Hitler, ela, sem muitos pruridos, usa um falso conceito muito propagado por Mussolini - o “totalitarismo” do título da obra - para igualar o socialismo, especificamente o socialismo que existia na URSS, com o nazismo. Seu “conceito”, segundo Arendt, não é aplicável a qualquer outro regime existente na época - nem ao fascismo que subsistia, agora sustentado pelos EUA, na Espanha. Somente dois regimes, diz Arendt, merecem o rótulo de “totalitários”. Um deles, não mais existia - o nazismo na Alemanha. O outro é o socialismo da URSS - precisamente o que derrotara, no fundamental, o nazismo.

Outros já apontaram como as duas primeiras partes do livro (“Antissemitismo” e “Imperialismo”) não são coerentes com a última. A rigor, essas duas primeiras partes nada têm a ver com a última. E, realmente, esta é uma espécie de improviso feito sob medida para se adaptar ao status quo norte-americano pós-II Guerra Mundial.

Em 1942, quando já preparava o livro, essa terceira parte não estava em seus planos e Arendt tinha uma opinião inteiramente diferente sobre a URSS, que, segundo escreveu, havia “simplesmente liquidado o antissemitismo” e dado uma “solução justa e muito moderna para a questão nacional”. Três anos depois, em 1945, ela escreveria: “A propósito da Rússia, todos os movimentos políticos e as nações deveriam prestar atenção no seu modo completamente novo, e bem sucedido, de enfrentar os conflitos, integrar as nacionalidades e organizar populações diferentes sobre a base da igualdade nacional. Isso tem sido subestimado tanto por seus amigos quanto por seus inimigos” (cf. Hannah Arendt, “Essays und Kommentare 2. Die Krise des Zionismus”, coletânea editada por Eike Geisel e Klaus Bittermann, Tiamat, Berlin, 1998).

Porém, pouco tempo depois, em 1951, Arendt estaria, nos EUA, totalmente surfando na onda dominante – a rigor, se agarrando com as unhas na prancha reacionária.

Além da incoerência já apontada, o “totalitarismo” de Arendt está suspenso no vácuo - não tem base social, nem econômica, nem política: o fato da Alemanha, entre 1933 e 1945, ser um país selvagemente capitalista e barbaramente imperialista, com uma economia engessada por alguns (muito poucos) monopólios privados, e a URSS das décadas de 30, 40 e 50 ser um país onde, essencialmente, a propriedade dos meios de produção era coletiva, não a inibe de colocar socialismo e nazismo no mesmo saco. Não lhe importa que seu neo-conceito (ou, como ela mesma disse sobre outros, seu “não-conceito”, isto é, seu preconceito) não corresponda a alguma realidade socioeconômica ou política determinada - a propaganda dessa espécie dispensa tais minúcias.

Os esbirros da muito mal chamada “guerra fria” não queriam outra coisa. E usaram amplamente a invenção de Arendt. Aliás, sem que ela protestasse, estenderam o “conceito” a qualquer governo com um mínimo de independência, desde o Irã do primeiro-ministro Mossadegh à Guatemala do presidente Arbenz, desde a Indonésia do presidente Sukarno a Cuba do comandante Fidel, ao Chile do presidente Allende e, depois da morte de Arendt, ao Iraque do presidente Sadam Hussein. Em suma, a melhor definição de um regime “totalitário” passou a ser aquele que a CIA quer derrubar. 

IDÍLIO 

A primeira parte de “As Origens do Totalitarismo”, sobre o antissemitismo, é até agradável de ler, mas completamente inútil para o conhecimento das causas do problema. Evidentemente, o antissemitismo da Idade Média não tem, nem podia ter, a mesma base social do antissemitismo na França durante o caso Dreyfus (1894-1899); nem este tem a mesma base social do antissemitismo na Áustria-Hungria durante o período final dos Habsburgos (1848-1918); que, por sua vez, não tem a mesma base social do antissemitismo das Centúrias Negras (1900-1917) na Rússia czarista; que também não é a mesma coisa que o antissemitismo na Alemanha, sob Hitler.

No entanto, essas distinções são ignoradas ou tangenciadas por Arendt. Somos informados que os grupos antissemitas não pertenciam à “massa”, mas à “ralé”. Seria excelente se somente o lumpenproletariat (a “banda podre do proletariado”, na definição de Marx) fosse racista, mas, além de não corresponder à realidade, a “ralé” de Arendt não é um sinônimo de “lumpen”. Essa “ralé” se define, essencialmente, por seu antissemitismo, assim como este é praticado, por definição, pela “ralé” - e não saímos do mesmo lugar.

Mas, somos também informados, na sociedade capitalista que emergiu na Europa Ocidental no século XIX, “os judeus não formavam uma classe nem pertenciam a qualquer das classes nos países em que viviam” (Hannah Arendt, “As Origens do Totalitarismo”, trad. Roberto Raposo, Companhia das Letras, 3ª reimp., 1998, pág. 33).

Ficamos sem saber como o principal país da Europa Ocidental no século XIX - a Inglaterra - conquistou o seu império colonial sob um primeiro-ministro judeu (Benjamin Disraeli) ou como o proletariado de origem judaica se alistou em massa nos partidos socialistas da época. Tais fatos parecem caídos do céu, sem nenhuma explicação (apesar da autora sempre ter exibido como galardão a sua condição, aliás, verdadeira, de ex-aluna favorita de Karl Jaspers, para quem os fenômenos demandam uma “compreensão” - isto é, uma exposição de sua lógica interna - e uma “explicação” - isto é, uma remissão às suas causas, evidentemente, externas ao fenômeno).

Mas, depois da descoberta de que os judeus na Europa do século XIX eram, literalmente, desclassificados, restam poucas dúvidas de que Arendt não sabe o que é uma classe social. E ignora, também, o que é o Estado - parece acreditar que o Estado é algo radicalmente separado da sociedade, tal como os alemães da época de Kant ou Hegel. Por exemplo: “a estranha capacidade portuguesa de continuar uma luta [pelas colônias], da qual todas as outras potências coloniais europeias já haviam desistido, pode ter resultado do seu atraso nacional mais do que da ditadura salazarista” (op. cit., pág. 147). A ditadura salazarista, portanto, deve ser um fenômeno separado do atraso nacional de Portugal sob o salazarismo. Talvez seja um problema racial...

Assim, como no caso dos judeus, Arendt acaba por promover um preconceito ao altar da filosofia política, aliás, “teoria política”.

Ela também não entende o que é o “imperialismo moderno”, apesar de escrever um bocado sobre ele - ou sobre alguma coisa que não é ele. O império feroz dos monopólios, a exportação de capital, a busca de mercados e matérias-primas, a extração de superlucros e a redivisão do mundo, nada disso é assunto para a “teoria política” de Arendt, exceto marginalmente e sempre numa versão quase idílica. Assim, o seu imperialismo é um fruto quase automático - isto é, sem que, na maior parte, haja intenção imperialista nos países imperialistas - do “processo de criar nações em áreas atrasadas, onde a ausência de todos os pré-requisitos para a independência nacional é tão marcante” (idem, pág. 148). Logo, a causa do “imperialismo moderno” deve ser a teimosia desses povos que querem ser independentes sem que tenham condição para tal - isto é, nós, povos das antigas colônias.

Porém, não se pense que o imperialismo em 1951 é o mesmo de antes. Diz Arendt que “os investimentos privados em terras distantes, que originalmente constituíam a motivação básica do imperialismo, estão hoje superados pela ajuda externa, econômica e militar, fornecida diretamente aos governos pelos governos” (pág. 149).

Em suma, a ajuda governamental, já em 1951, “superou” as multinacionais e a dependência financeira. Como naquele fado, só nós é que sabemos...

É possível notar aqui o parentesco com certas teses (cáspite) tucanas. O desastre do governo Fernando Henrique consistiu, precisamente, em abdicar dos interesses nacionais em prol da ajuda (é verdade que não de governo para governo) que o capital externo iria fornecer ao nosso desenvolvimento. Pareceria uma questão de justiça para com Arendt observar que, ao contrário dos tucanos, pelo menos ela acha - ainda que em versão edulcorada – que o imperialismo existe.

No entanto, é melhor examinar o santo mais de perto. O motivo que faz Arendt, no início da década de 50, designar como imperialismo a “ajuda externa, econômica e militar, fornecida diretamente aos governos pelos governos” nada tem a ver com a denúncia do Plano Marshall, ou da OTAN, ou da suposta “ajuda” norte-americana a países da América Latina. Seu objetivo é outro: incluir como “imperialismo” a assistência econômica que a URSS, na época, prestava aos países da Europa Oriental, à China e à Coreia. 

DESAPARECIMENTO 

Em 1958, sete anos depois de “As Origens do Totalitarismo”, Arendt iria chegar à conclusão de que o Estado encontrava-se em franco processo de desaparecimento: “... em nossos dias, [o Estado] começa a desaparecer completamente sob a forma da esfera ainda mais restrita e impessoal da administração” (Hannah Arendt, “A Condição Humana”, trad. Roberto Raposo, Forense, 10ª edição, 2007, pág. 70 - o posfácio dessa tradução é do ministro das Relações Exteriores de Fernando Henrique, Celso Lafer, ex-aluno de Arendt e rara vocação de Cinderela em aeroportos norte-americanos).

Arendt está se referindo ao Estado dos países centrais, especialmente, presume-se, ao Estado do país onde vivia, os EUA - pois não tinha a mesma opinião sobre os Estados dos países socialistas.

O Estado norte-americano, em 1958, mantinha 3 milhões de pessoas nas forças armadas (hoje, o efetivo total da ativa, incluindo os funcionários civis, é de 2.025.049), espalhados pelo mundo todo. Não sabemos quantos funcionários tinham, no final da década de 50, as quase três dezenas de agências de terrorismo e espionagem dos EUA, mas não devia estar muito longe dos 200 mil funcionários divulgados na época do governo Carter.

Então, onde foi que Arendt viu esse Estado a caminho do completo desaparecimento? A pista é dada pela última parte da frase (“sob a forma da esfera ainda mais restrita e impessoal da administração”) - como isso não pode ser uma referência ao número de funcionários, é claro que ela confunde a monopolização crescente do Estado imperialista por um grupo cada vez menor de mandantes, monopolização que deu um salto durante o governo Eisenhower (1953-1961), com o início do “desaparecimento completo do Estado”. Nesse sentido, Arendt estava à direita do próprio Eisenhower, que, ao passar o cargo para Kennedy, mencionou o “complexo industrial-militar”, fomentado durante o seu governo, como um perigo para o Estado, o país e a democracia.

Esse livro de Arendt tem um interesse especial, pois é nele que faz as suas considerações sobre o “espaço público”, de onde tucanos e assemelhados extraíram a tese do “público mas não estatal”, ou seja, do “estatal mas não público”.

Arendt coloca tais questões de forma supostamente abstrata - mas é evidente a que realidade concreta elas se referem. Em cada página do livro há, como diria um amigo nosso, um velho truque pseudo-filosófico: quando as coisas tornam-se difíceis de provar, recorre-se à Grécia e aos gregos. Não propriamente ao que sabemos dos filósofos gregos históricos, nem a uma Grécia antiga que tenha algo de histórico, mas a uma idealização arbitrária da Grécia e dos gregos antigos. Por exemplo: “Os gregos, cuja cidade-estado foi o corpo político mais individualista e menos conformista que conhecemos...” (op. cit., pág. 52). Qual a prova disso, além das lendas que povoam o imaginário do individualista burguês, Arendt dispensa-se de apresentar - exatamente porque esse tipo de afirmação é feita para dispensar provas. Da mesma forma, somos informados que na antiga Grécia “… a sobrevivência da espécie não era assunto político, mas doméstico por definição” (op. cit, pág. 38). Difícil é saber porque os gregos fundaram um Estado (aliás, vários) se a “sobrevivência da espécie” não necessitava dele.

Porém, quando um grego atrapalha demais a idealização que a autora faz da Grécia, e, portanto, a sua tentativa de legislar sobre o nosso mundo, rapidamente é corrigido. Assim, o relato de Xenofonte, segundo o qual numa praça pública de Esparta havia 4.000 escravos para 60 homens livres é, sem maiores delongas, considerado “certamente exagerado” (op. cit., pág. 42, nota). Provavelmente, Arendt estava na praça no mesmo dia em que Xenofonte passou por lá...

Infelizmente, leitores, outra vez nosso espaço acabou – mas tenhamos paciência: já chegaremos à parte boa da senhora Arendt.

Continua na próxima edição


Primeira Página

 

Página 2

Lula: PAC alavanca obras no país após 25 anos sem investimentos

Superávit comercial soma US$ 895 milhões contra US$ 2,988 bilhões no mesmo período de 2009

Camex ignora dumping dos EUA na agricultura e elimina tarifa de 20% sobre o etanol importado

Solução melhor para os royalties é impossível (Paulo Metri)

Agora, falando sério

Grupo português compra os diários do grupo “O Dia”

Norte-americana adquire transportadora Granero e a gaúcha AGR Rodasul

IBGE: produção industrial cresce 1,5% em fevereiro

Expediente

Página 3

“Quem deve explicações é o Datafolha”, diz Vox Populi

Dilma recebe apoio do Partido da República

Dilma: “Como aquela mãe que até a chegada do Luz Para Todos nos revelou que nunca tinha visto o filho dormir à noite”

ANJ: “estamos de fato sendo oposição ao governo”

Dilma é a nossa cara

PT convoca promotor para se explicar na CPI

Página 4

“Atual Código Florestal inviabiliza a pequena propriedade”, diz Aldo

MPF cobra da Anatel ação contra abuso de teles

SuperVia usa Copa e Rio-2016 para estender sua concessão - BRIZOLA NETO

Pane no Metrô e falta de luz agravadas pela chuva no Rio

Reitor denuncia “manipulação grosseira” de Veja sobre Universidade do Recôncavo Baiano

Cartas

Página 5

Professores de SP voltam às ruas para cobrar negociação

Sindicato: Estado de SP paga R$ 7,58 hora/aula para um professor de 5ª a 8ª série

Sindicalistas denunciam pedágios abusivos nas estradas paulistas

Bancos tentam barrar mobilização de trabalhadores em frente às agências

Inflação na cidade de São Paulo cai em março

Trabalhadores da Honda entram em greve contra a redução de benefícios

Odebrecht e mais três grupos rompem acordo salarial na BA

Página 6

Pilotos dos EUA massacram civis em Bagdá, revela filme

Cristina participa de ato e defende fim da “ocupação colonialista das Malvinas”

Partido de Morales vence em metade dos Estados antes governados pela oposição

Venezuela e Rússia firmam 31 acordos que incluem petróleo e industrialização

Raul Castro afirma que Cuba não se dobrará à cruzada de mentiras e às “chantagens da mídia”

Chevron polui e tenta fugir de sua responsabilidade, afirma o presidente Correa    

Página 7

China reafirma o caminho da diplomacia com o Irã

Governo chinês apoia boicote a monopólio do minério de ferro

Milhares fazem manifestação contra armas nucleares dos EUA na Bélgica

Árabe-americano está preso e isolado em Nova Iorque há três anos, sem julgamento

Torradas queimadas na cozinha dos Blair acionam batalhão de bombeiros em Londres

Brasil assume novo mandato no Conselho de Segurança da ONU

Sindicatos sul-coreanos lutam contra demissões e pela reunificação do país

Resistência iraquiana lança morteiros sobre Zona Verde

Página 8

Sobre tucanos, nazis - e algo de bom em Hannah Arendt (2) 

 

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Yes, we créu!

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Zelaya volta e instala QG da legalidade na Embaixada do Brasil

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Conselheiro denuncia lobby na Anatel para aliviar multa de teles

Sarney diz à oposição que está pronto para a paz ou para a guerra
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Mídia inventa risco para facilitar múltis mamarem o pré-sal
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Sarney anula os 663 atos secretos e exige devolução do que foi pago indevidamente
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

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OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

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Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

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