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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Big Brother Brasil 10
Inicialmente existe a dificuldade em dissertar sobre um vácuo, em termos
do que se pretende com um reality show. Eles começaram com o “No
Limite”, com a característica principal o massacre literal dos
participantes forçando a comerem coisas exótica.s Era uma verdadeira
tortura com disfarce de programa. A grosseria ao extremo cedeu, a
superficialidade é da essência desse tipo de programa. Trancafiam
pessoas numa casa, cerceiam o acesso ao mundo externo, e passam à
transmissão 24h por dia a pilha em que cada um se transforma para o
delírio geral da nação. Além desse conteúdo, o mais comum e que aumenta
a audiência são as ações desleais, denominadas de “jogadas”, quando não
passam de atitudes de quem, no mínimo, teve uma má formação. Jogar é uma
coisa; ser desleal é outra. Na mesma proporção do marketing do prêmio é
o silêncio sobre o montante arrecadado. Também não sai uma linha escrita
sobre quanto rende cem milhões de ligações. Nem um palpite de
matemáticos que medem as chances de acertar uma mega-sena.
Pedro Cardoso da Costa – São Paulo (SP)
Língua pátria
É incrível o que acontece com o nosso belo idioma. Pedro Bial chama os
participantes do BBB de heróis. Bebedores de cerveja, com publicidade
feita até pela nossa seleção de futebol, são chamados de guerreiros,
namorada é cachorra e assim por diante. Logo terão que ser criados
outros dicionários com os novos significados. Teremos também que fazer
um novo acordo ortográfico!
Antonio Carlos Pereira - Batatais (SP)
Nota da Redação: Se depender do Bial, leitor, não vai precisar.
Exceto se grunhido tiver ortografia.
Aposentadoria
O novo ministro da Previdência já entra confrontando e desacatando os
aposentados com o velho chavão de “falta de verbas”, mas agora com um
novo slogan “a Previdência não pode ser objeto de aventuras em período
eleitoral” – como se a distribuição indiscriminada de aposentadorias
durante todo o governo Lula não tenha sido “objeto de aventura
eleitoral”.
João Roberto Gullino – Petrópolis (RJ)
Nota da Redação:
Isso é que
dá ficar ouvindo discurso do Serra, leitor. É tanta mentira que o
sujeito acaba alucinando. É um dano cerebral terrível. Às vezes sobram
só dois neurônios. Onde é que houve essa distribuição “indiscriminada”
de aposentadorias? Cuidado, leitor. Você está sendo observado.
Recall
A recente onda de recalls de empresas montadoras do ramo automobilístico
me fez lembrar do filme O Julgamento Final (Class Action, EUA, 1991). No
filme, um advogado, interpretado pelo magnífico Gene Hackman, aceita o
caso de um homem que perdeu a família, os braços e as pernas num
acidente automobilístico, e deseja acionar o fabricante do carro. A
causa, em princípio, poderia não ter maiores desdobramentos, mas as
circunstâncias do acidente convenceram o advogado de que ali havia,
literalmente, fumus bonis iuris (fumaça do bom direito), pois, sem
nenhum motivo aparente ou causa agravante, o carro se incendiara, sem
dar chance de fuga aos seus ocupantes. Transportando essa ficção para a
realidade atual, a necessidade de recalls denota, sem dúvida, problemas
de controle de qualidade nas linhas de produção. O desconforto do
proprietário também existe, pois ficará inseguro e isso talvez
influencie sua tomada de decisão numa futura troca de veículo. Mas,
imaginem se não houvesse o recall, como no filme?
Adilson Luiz Gonçalves – por correio eletrônico
Fórmula 1
O campeonato está apenas começando com muita “cancha” para definir as
equipes e pilotos de ponta. A grande expectativa era de que o Michael
Schumacher marcaria o seu retorno brigando na ponta, mas isso não está
acontecendo. O GP de Malásia indica que vai acontecer com muita chuva e
isso vai causar acidentes, mudanças de posições, podendo acontecer
interrupções a exemplo do que aconteceu nos treinos, devido à forte
chuva. Os pilotos que se dão bem com chuvas como: Massa (Ferrari),
Barrichello (Willians), Button (McLaren), Sebastian Vettel,da Red Bull e
Schumacher (Mercedes), podem chegar entre os cinco primeiros colocados.
Os resultados de um GP, de F-1, é como “caixinha de surpresas", só
depois da bandeirada quadriculada, podem ser definidos o vencedor e
demais colocados.
Paul Morin - Curitiba (PR)
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