Poeta dos mineiros de carvão completa 110 anos 

Heitor Saldanha: “Para que a vida cumpra seus desígnios” 

Além dos vários livros publicados, sabe-se que o poeta gaúcho deixou alguns inéditos, sobre os quais o também poeta Sidnei Schneider comenta: “Onde estão esses livros? Não fosse o governo estadual tucano, que sucateou o Instituto Estadual do Livro, haveria disposição prévia para a edição dessas obras e as devidas comemorações públicas ao centenário” 

SIDNEI SCHNEIDER 

Poeta referido em todas as obras de análise da poesia do RS, Heitor Saldanha (1910-1986) completaria 100 anos neste 28 de abril. Morava na chamada Furna 111, Rua Sarmento Leite, em Porto Alegre. Conheci-o nos altos do Mercado Público, ao redor do bar-restaurante que ficava na entrada da FRACAB (Federação Rio-Grandense das Associações Comunitárias e Amigos de Bairro), à época em que o bem-humorado Washington Ayres era o presidente, em 1982. Luis Fernando Prestes foi quem me o apresentou, sorrindo satisfeito dentre a barba asiática, como a revelar as altas qualidades do outro com um toque de amistoso deboche, bem do seu feitio: “É, ele é poeta...” Ao que Dileta, secretária da entidade e líder comunitária da Associação de Moradores da Vila do Respeito, algo orgulhosa do amigo, completou : “Ele foi viver em Arroio dos Ratos, trabalhou como mineiro...” Recém-chegado de Santa Maria, eu não tinha dimensão de quem poderia ser aquele personagem, mas gostei do aperto forte e digno da sua mão. Era um tipo sobranceiro ante os reveses da vida, óculos de aro preto recortados sobre a cara, e um dos vice-presidentes da entidade.

Sobranceiro é uma palavra que combina bem com ele, de vastas sobrancelhas, rosto vincado pelas galerias do tempo, embora despretensioso e humilde. A infância passou-a na região serrana de Cruz Alta, entre bichos e os rios Fiúza e Caxambu. Era o mais velho de onze irmãos, numa família rural que buscava a subsistência, depois migrada para a cidade. O pai, Otávio Saldanha de Vasconcelos, era repentista, tocava violão e cantava, e escrevia bilhetes que o filho achava “incríveis”. A mãe, Dona Amélia Gonçalves Dias Saldanha de Vasconcelos, era descendente do poeta Gonçalves Dias e fazia lá seus poemas. Heitor não foi enviado para a escola, precisava ajudar o pai, e começou a estudar quando adolescente. Em 1939, publicou seu primeiro livro, Casebre, versos iniciais depois renegados.

Telegrafista ferroviário em Porto Alegre, a partir de 1947 integrou-se ao Grupo Quixote, nacionalmente reconhecido e com atuação poética marcante até 1961, junto a Raymundo Faoro, Paulo Hecker Filho, Luís Carlos Maciel, Sílvio Duncan, João-Francisco Ferreira, Vicente Moliterno, Pedro Geraldo Escosteguy, Wílson Chagas, Fernando Castro, Joaquim Azevedo e outros. Em 1951, publica os versos de A outra viagem; em 1953, a novela Terreiro de João sem Lei; em 1954, a premiada novela Apenas o verde silêncio, produção coletiva sob o pseudônimo de Antônio Damião. 

POETA DOS MINEIROS 

Além da literatura, tinha outro encanto: “Sempre me fascinou a vida dos homens que trabalhavam nas minas de carvão”. No início dos anos 50 decidiu trabalhar numa delas, na região de São Jerônimo. “Todos os dias eu descia ao fundo do poço e via como era a vida de um mineiro. Trabalhei ali uns dois anos e meio e encontrei o tema de As galerias escuras. Foi uma forma de sair em busca da poesia, embora não seja necessário que para se escrever sobre alguma coisa se participe diretamente dela” (Depoimento para o fascículo Autores Gaúchos). “Conheci no fundo da mina a luta dos trabalhadores da mineração. Isso me deu uma mais ampla visão de vida e de sentimento humano, temperando melhor meu instrumento de expressão” (Entrevista a Jorge Adelar Finatto). Mais tarde, os mineiros souberam do livro e dos poemas e deram a Saldanha uma lanterna de mina de presente. Uma pessoa chamada Elen, que absolutamente desconheço, me deu notícias dela em 2008, ao comentar um texto que eu havia publicado no meu blogue: “Conheci Saldanha apenas agora, estou indo morar num apartamento que foi dele. A lanterna que ganhou dos carvoeiros ainda está lá, fiquei encantada com a história.”.

Um bom tempo foi necessário para associar aquele poeta da FRACAB, o Saldanha, como o chamavam, ao autor dos versos que releio e investigo. Uma antiga lanterna de metal exposta na minha casa, daquelas movidas a carbureto e oriunda da mesma região carbonífera, recobriu-se de novos significados. Se antes lembrava o trabalho quase desumano dos mineiros, as gravuras de Danúbio Gonçalves sobre o tema, o romance Germinal de Émile Zola, o trabalho infantil nas minas britânicas nos versos de O limpador de chaminés de William Blake, a mina de Criciúma que conheci, o início da sociedade industrial e do movimento obreiro, passou a incorporar a contribuição de Heitor Saldanha.

Em A morte do tocador de carro, tema difícil de ser tratado sem perder de vista a continuidade da luta, a incrível onomatopeia do carro a rolar nos trilhos, que se repete ao longo do poema, afasta a eventual melancolia ao reverberar o seu estrondo:  

O grito estancou o silêncio.

(...)

Escuta,

escuta que ainda se ouve

vir de longe o carro dele

rolando como um trovão 

Esse poema de As galerias escuras (livro escrito em 1954), figurou antes no volume dois (de três) da coleção Violão de rua (1962), organizada pelo poeta Moacyr Felix junto à Civilização Brasileira e vendida aos milhares pelo Centro Popular de Cultura da UNE em estações de trem, centros urbanos e universidades. Saldanha participa ao lado de poetas hoje reconhecidos, como Ferreira Gullar, Joaquim Cardozo, José Carlos Capinam, Afonso Romano de Sant’Anna e outros.

O enlace ético-estético anima Compromisso a um mineiro trabalhando, poema em que define os campos e o público para quem escreve: 

Não quero e nem permitirei por certo

que enfeitem, desfigurem teu semblante.

(...)

Há os que vivem cantando para a morte

enamorados de famintos vermes,

e nós cantamos para não morrer,

para que a vida cumpra seus desígnios.

É muito mais alegre, embora trágico,

quando se canta em meio ao combate.

(...)

Procuro esclarecer nossa linguagem

para que todos possam compreendê-la,

para que façam coro e nos ajudem

todos os que ainda amam sobre a terra

(...) 

No poema Companheiros, a integração entre o poeta-mineiro e seus colegas ganha em qualidade, o que se traduz esteticamente. A palavra “terno”, por exemplo, que designa um dos três turnos de trabalho de uma mina, divididos pelo apito que chama uns e dispensa outros, desdobra-se em “turno”, “interno”, “lanternas” e ecoa seu outro sentido, relativo à terna solidariedade que vai nesse ígneo compromisso: 

Quando o apito da mina

                entrar o fundo da noite

chamando pro amor ou pro trabalho,

embora faça frio

                vão me chamar.

(...)

Quando for a hora de trocar os ternos,

quando o turno fechar seu ciclo interno,

o pão estiver escasso

                e as lanternas

tremerem nesses pulsos combatentes,

saibam que estou à escuta

                em qualquer parte

e sempre trabalhando entre vocês.

Em qualquer emergência,

                em qualquer tempo

podemos compartir nossas tarefas:

trabalhamos às vésperas do fogo.

Por isso meus irmãos vão me chamar. 

RIO DE JANEIRO 

Em 1958 foi morar no Rio de Janeiro com a contista gaúcha Laura Ferreira, com quem havia casado um ano antes. “Aí a vida foi intensa”, comentava. Conheceu Carlos Drummond de Andrade, Aníbal Machado, Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Helena Jobim, José Louzeiro, o paulista João Antônio que se mudara para lá, os irmãos Campos e Décio Pignatari. Houve de tudo um pouco nesse tempo: boemia, debates, agitação, poesia. E o nascimento de seu filho, André, título de um poemaescrito anos mais tarde e publicado em A hora evarista (1974): 

 nos parecemos tanto

 eu e meu filho

 que brigamos sem saber por quê

 e nos amamos sem saber por quê

 mas ele é jovem e inteli-gente

 espero um dia

 nos compreendamos sem saber por quê 

Nesse período, o Teatro de Equipe (1958-1962), grupo porto-alegrense composto por artistas que depois teriam projeção nacional, como Paulo José, Paulo César Peréio, Ítala Nandi, Lilian Lemmertz, Nilda Maria e Fernando Peixoto, edita o livro de arte As minas, com dez gravuras de Waldeni Elias e poema de Saldanha. Em Buenos Aires, uma coletânea é traduzida para o espanhol por Atílio Jorge Castelpoggi e publicada no livro Muestra (1963). No Rio de Janeiro, vem a público Nuvem e subsolo (1968), reunião de A nuvem e a esfera e As galerias escuras, retornando o poeta a Porto Alegre no início de 1970.

Um poema escrito para uma grande amiga, originalmente publicado na Folha da Tarde da capital gaúcha, a 7 de janeiro de 1978, serve para exemplificar a necessidade de catalogação da sua poesia esparsa: 

      Ontem morreu Clarice Lispector     

Hoje talvez anoiteça

mais cedo ou

amanheça

maiscedo ou

anoitemanheça.

Hoje não é aqui

nem nunca.

Hoje só não pode ser ontem.

Hoje estou no Treviso

com o Edgar Koetz.

Hoje estou na Volunta

com Zina Loreto.

Hoje estou com o Paulo

na cidade-baixa.

Hoje no 111

estou lendo um romance

de uma bela menina.

Hoje a grande amizade

nasceu de um abraço

na Senhor dos Passos.

Hoje estou com o Grupo

num canto do Huberthus.

Hoje estou com o Mário

no Guaraxaim.

Hoje estou de volta

de onde nunca estive.

Hoje estou sarrafo,

muafo, afo.

Hoje cada instante

tem cara de inseto.

Hoje estou numa serra

entre roças e rios,

hoje sou acidente

e morri de repente.

Hoje cruzei o fundo

das águas extremas,

levaram Vicente.

Hoje sou um instante

vivendo no Leme.

Hoje tenho a cabeça

e os pés numa síntese.

Hoje sou o cavalo

dos meus desajustes.

Hoje sou o estrabismo

que encurva as distâncias.

Hoje estou neste bar

entre gente festiva.

Hoje estou nesta mesa

bebendo sozinho.

Hoje é quando não sei

mais notícias de mim.

Hoje tudo é possível.

Ontem, não.

Ontem, não.

Ontem não é possível.

Ontem não é possível.

Clarice morreu. 

QUINTANA E INÉDITOS 

Mario Quintana e ele eram bons amigos, ainda que não desprezíveis as diferenças poéticas e pessoais: o primeiro mais lírico, talvez o único exemplo de lírico bem-humorado, embora um tanto alheio e até carrancudo no diário; o outro mais voltado aos trabalhadores e ofendidos, com atuação política e de modos serenos, portador de um acento trágico. 

No último livro, A hora evarista (1974), que dá título à reunião de quatro livros de poesia – além desse, A nuvem e a esfera, As galerias escuras e A outra viagem– reflete sobre a sua função: 

      Caminhos 

(...)

darei vida ao delicado

com meu ímpeto agressivo

esse o meu jeito de amar

(...) 

Mais tarde, La hora evarista (1991), tradução dos quatro livros por Héctor Báez, seria publicada em nosso país tendo em vista as nações que fundaram o MERCOSUL, vizinhas do Rio Grande do Sul. 

      Em 1981, ao poeta e jornalista Jorge Adelar Finatto, Saldanha revelou: “Tenho três livros inéditos, engavetados: Galgonda e outros motivos, poesia; Canção para ninar gigante, poemas humorísticos, e o já mencionado Tribino” (o poeta havia citado um trecho, rememorativo da sua infância na Serra do Caxambu). Há registro, também, da existência da novela Fundo de mina. Onde estão esses livros? Não fosse o governo estadual tucano, que sucateou o Instituto Estadual do Livro, haveria disposição prévia para a edição dessas obras e as devidas comemorações públicas do centenário.

Bibliografia:

BERNARDI, Francisco. As bases da literatura rio-grandense. Porto Alegre: AGE, 1997.

BIASOLI, Vitor. Grupo Quixote: história e produção poética. Porto Alegre: EDIPUCRS/IEL, 1994.

FELIX, Moacyr (Org.). Violão de rua II. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1962.

FINATTO, Jorge Adelar. Para não esquecer Heitor Saldanha, o poeta de “A hora evarista” (Entrevista de 1981). www.poaboa.com.br/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=8&Itemid=61 : 03.03.2010, 1h29min.

FISCHER, Luis Augusto. Um passado pela frente, poesia gaúcha ontem e hoje. 2ª ed. Porto Alegre: Universidade/ UFRGS, 1998.

Literatura gaúcha. Porto Alegre: Leitura XXI, 2004.

SALDANHA, Heitor. A hora evarista. Porto Alegre: Movimento/IEL, 1974. (Reunião dos livros de poesia A outra viagem, As galerias escuras, A nuvem e a esfera, A hora evarista)

As minas, com 10 gravuras de Waldeni Elias. Porto Alegre: Teatro de Equipe, s.d.

La hora evarista. Tradução e apresentação de Héctor Báez.  Porto Alegre: IEL/ IGEL, 1991.

Autores Gaúchos, v.2, Instituto Estadual do Livro, 5. ed., Porto Alegre: IEL, 1997.

SCHÜLER, Donaldo. A Poesia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto/IEL, 1987.

ZILBERMAN, Regina. A literatura no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1992.

 

 


Primeira Página

 

Página 2

Oi: melhor que o PNBL é isenção, subsídios e dinheiro dos fundos

Claro reclama que Oi quer monopolizar PNBL

Nenhuma das teles cumprirá metas de cobertura, diz Anatel

“Superou as expectativas”, afirmam empresários sobre acordos com Irã

Brics dão o exemplo para reduzir pobreza

Usinas nucleares “são como um seguro” contra o apagão

MST ‘é um movimento legítimo’, atesta Rodrigues

Expediente

Página 3


Dilma cresce 4,4 pontos e empata com Serra, diz pesquisa Sensus

Lula defende eliminação de todos os arsenais nucleares

Alencar: “Nós, como o Irã, queremos o enriquecimento de urânio para fins pacíficos”

Amorim: vamos saber posição da China pela China, não pela Casa Branca

Ex-governador defende as privatizações de FH

Ferro denuncia “delinquentes” que invadiram o portal do PT

Dilma elogia Ciro

Marina Silva faz campanha na embaixada dos Estados Unidos

Mudanças nos projetos na Câmara prejudicam controle estatal no pré-sal e em terra, diz FUP

Presidente repele “palpite” de estrangeiros sobre Belo Monte

Página 4

SP vai ter que restituir para União verba desviada da Saúde, diz MP

PPL-DF formaliza apoio à candidatura de Agnelo Queiroz

Rodoanel entregue por Serra começa a esborroar

Esforço conjunto levantará 20 mil casas no Estado do Rio, diz Cabral

Serra é o anti-Lula e não o pós-Lula - ALTAMIRO BORGES

Cartas

Página 5

Aposentados e líderes no Congresso unificam apoio a reajuste de 7,7%

 

Ato das centrais reúne milhares na Fiesp em defesa da redução da jornada para 40 horas

 

Em reunião com Apeoesp, secretário diz que fará concurso público, mas que reajuste não é com ele

 

Em greve, professores estaduais de MG exigem piso de R$ 1.312

 

Vale, Bradesco, Santander, Gerdau, entre outros aumentam em 45% pagamento a executivos

 

Carlão: Unidade e mobilização são fundamentais para a vitória

 

Artistas criam Comitê em defesa do Direito Autoral

Página 6

Fed ajuda a maquiar balanços de bancos para esconder as dívidas

Regime de ocupação de Israel expede norma para oficializar limpeza étnica

Venezuelanos celebram as conquistas da Revolução no dia da vitória do 13 de Abril 

Revolução Bolivariana fez índice de pobreza cair de 50% para 26,4% da população venezuelana 

Guerrilha afegã escorraça invasor do “Vale da Morte” e Pentágono diz que é recuo tático

O IX Congresso da União de Jovens Comunistas de Cuba-2    

Página 7

Washington fracassa em obter endosso a novas sanções ao Irã

Dan Meridor agradece à cúpula nuclear por não ocupar-se das bombas de Israel

Terremoto no noroeste da China deixa 600 mortos e 900 pessoas são resgatadas das ruínas com vida

Trabalhadores do setor público de Portugal iniciam luta contra congelamento do salário

Kim Il Sung: “a resolução pacífica da questão nuclear depende apenas dos EUA”

Página 8

Heitor Saldanha: “Para que a vida cumpra seus desígnios” 

 

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BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

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CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

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Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar