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Hillary Clinton, chefe
da dissidência cubana
GLORIA ANALCO*
Já se perdeu a conta de há quantos anos os governos norte-americanos tentam
fazer alguma legislação sobre a saúde no pais e são impedidos pelos lobistas
dos monopólios que atuam nesse lucrativo negócio.
Só há poucos dias foi aprovada uma proposta no Congresso dos EUA que prevê a
regularização e fiscalização dos planos de saúde que são pagos por quem tem
dinheiro para pagá-los. Lá as seguradoras de planos de saúde cobram muito
caro pelos planos e não existe nenhuma previdência pública. Nada é gratuito.
Na Coreia Popular a saúde da população é tratada com mais atenção pelo
governo.
No dia 2 de abril, comemorou-se os 30 anos da lei sobre a saúde aprovada
pela Assembléia Popular Nacional e sancionada pelo então Presidente Kim Il
Sung.
Na Coreia a saúde é totalmente gratuita para toda a população. O Estado é
responsável por todo tipo de atenção à saúde desde a prevenção e educação em
saúde até os mais variados procedimentos, dos mais simples aos mais
complexos, e por fornecer todo o tipo de medicação para as diferentes
necessidades de cada um. Tudo isso previsto em lei. Sem que as pessoas
gastem um único centavo.
Os coreanos compreendem a importância dessa lei e se orgulham muito de um
pronunciamento do Presidente Kim Il Sung – responsável pela proposta da lei
à Assembléia – que conclama a população a “aplicar consequentemente a lei de
saúde pública” e exorta o pessoal profissional da saúde a cumprir bem a lei
para que os benefícios proporcionados por ela e garantidos pelo Estado
cheguem a cada trabalhador.
A lei da saúde gratuita é expressão da decisão política do governo em
priorizar o bem estar do povo, em amparar a população no momento em que ela,
fragilizada por uma enfermidade, mais precisa de apoio.
As comemorações realizaram-se na Casa Central dos Trabalhadores e contou com
a participação de usuários em geral e de várias autoridades da área da saúde
e do governo. Representou o PTC – Partido do Trabalho da Coreia o Secretário
do Comitê Central Choe Thae Bok.
* A
jornalista Gloria Analco viveu em Cuba como correspondente do jornal
mexicano Excélsior, entre os anos 1991 e 1997. Depois tem periodicamente
visitado a Ilha e produzido reportagens sobre o país.
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