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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Vale dos professores
Parece que estamos condenados a ter uma educação de segunda classe, pois
o Estado mais rico do País trata essa questão com um descaso que faz
vergonha, frente à política de descompromisso, os professores paulistas
entraram em greve. Quando teremos a maioria dos profissionais formados
na USP, UNICAMP, UNESP, federais paulistas e PUCs (confessionais-privadas)
atuando nas escolas públicas de São Paulo? É difícil quando o
vale-refeição oferecido aos seus mestres é de R$ 4,00. Assim não se
atraem novos professores.
José Vieira Camelo Filho – por correio eletrônico
Não pode parar
O governo Lula não atingiu o avanço ideológico que a esquerda queria.
Não foi o messianismo que os ingênuos esperavam e nem o fracasso que a
direita pregava. O governo Lula mesmo assim foi o melhor dos últimos
cinqüenta anos. O que a direita e os neoliberais querem são obras de
fachada com mão de obra barata para depois privatizá-las, isto é,
praticar ações entre amigos. O Brasil não pode parar com a inclusão
social, vamos Dilma!
Paulo C. Montalvão – Belo Horizonte (MG)
Nota da Redação:
De acordo,
leitor, mas... que “avanço ideológico” é esse que a esquerda queria? Ah,
sim, você está falando dos ingênuos. Bem, pode ser, pode ser...
Retrocesso
Em meus 55 anos de eleitor nunca deixei de comparecer com o meu modesto
voto, às vezes eram válidos ou nulos, mas o meu dever com a justiça
eleitoral sempre foi sagrado. Atualmente estou na faixa opcional para
votar. Vou comparecer nestas eleições 2010 com os meus candidatos já
definidos em minha cabeça, tanto majoritários quanto proporcionais. Não
sou letrado em política, não sou líder de nada, não sou cabo eleitoral
de ninguém, mas em toda eleição faço uma análise dos candidatos. Nestas
eleições 2010 fiz análises dos quatro candidatos mais badalados pela
mídia a Presidente da República. Ei-los: Marina Silva: Não é esperança;
Ciro Gomes: É uma incógnita; José Serra: É retrocesso; Dilma Roussef: É
a continuidade do ótimo governo Lula.
José Pereira dos Santos – Belo Horizonte (MG)
Nota da Redação:
Boas
análises, leitor. O pessoal aqui na redação está pensando até em
adotá-las.
Imparcialidade
Que a revista Veja é imparcial, isto todo mundo sabe! Mas a capa deles
desta semana é completamente tendenciosa, eles sabem que muitas pessoas
não compram este lixo, mas veem a capa em bancas de jornais.
Claudio Carvalho Dantas da Silva – por correio eletrônico
Nota da Redação:
O leitor está se
referindo àquele careca com cara de vampiro e mão no queixo? Quem é ele?
Nos pareceu que era o Arruda depois de uma plástica na cadeia. Será?
Assistência Social
O cidadão carente que vai no CRAID-FAS [Centro Regional de Atendimento
ao Deficiente - Fundação de Ação Social] do Gabineto, ali no Bairro
Orleans, mesmo que esteja cadastrado, ao solicitar um par de calçado
velho ou um agasalho, precisa agendar visita das agentes do FAS em casa.
Isto é, a sociedade doa à Prefeitura agasalhos, calçados para a FAS, e a
“ação social” usa de burocracia que mais ajuda a constranger o
curitibano que precisa. O frio não espera. E aliás, quem solicita cesta
básica, só recebe se provar que está na miséria absoluta (tem que estar
comendo barro). Senão o não é bem rotundo da municipalidade desta
capital social! E a sede do FAS-CRAID-Gabineto ali na BR277, em frente à
igreja do Orleans, é uma mansão em que a prefeitura paga de aluguel
cerca de R$ 7 mil reais....
Vagner Rodrigo da Cruz – Curitiba (PR)
Bancos e pensionistas
É acintoso o mau atendimento que se vê nos bancos, principalmente nos
dias de pagamento dos aposentados e pensionistas do INSS. Filas imensas,
velhinhos cansados de esperar chegam a passar mal. Caixas exaustos e
estressados não vêem a hora de encerrar o expediente. Os bancos, com
lucros bilionários, batendo recordes a cada semestre não tem a mínima
consideração por aqueles que procuram seus guichês nem pelos seus
funcionários. Embora de sejam seus correntistas o banco está recebendo
pelo serviço prestado. Entre numa fila num dia como hoje, em qualquer
banco, e veja se você não perde a paciência com a demora no atendimento.
Existem cidades em que os prazos de atendimento são determinados por
Lei, contudo, ninguém fiscaliza e ninguém reclama!
Antonio Pereira – por correio eletrônico
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