|
Duro de Matar
EUA mata de novo “líder
da Al Qaida” de sete vidas
No dia 19 de abril o comkando
militar dos EUA e governo fantoche do Iraque anunciaram a morte de dois líderes
“top” da Al Qaida no Iraque, sendo que pelo menos um deles, Omar Al Baghdadi, já
havia sido anunciado, pelos mesmos, como preso ou morto por diversas vezes.
Um oficial dos EUA já havia até
declarado que Al Baghdadi seria um “personagem de ficção”.
O “anúncio” era tão importante que
foi feito pelo próprio General Ray Odierno chefe do commando da ocupação do
Iraque, que acrescentou que a morte dos “terroristas” teria sido “potencialmente
o mais devastador revés para a Al Qaida desde o início da insurgência”.
A Reuters “informou” que os dois
foram encontrados “em um buraco no chão onde aparentemente se escondiam”.
Estranha coincidência com a “reportagem sobre a captura de Sadam Hussein...
Até o vice de Obama, Joe Biden
correu para a TV a dizer que a “insurgência sofreu um grande revés”.
A Reuters cita o primeiro-ministro,
Nuri Al Maliki declarando que o ataque foi a “uma casa em Thar-Thar, area rural
a 50 milhas a oeste de Bagdá”. Já o washington Post declara que os americanos os
localizaram a algumas milhas de Tikrit. Olhando para o mapa do Iraque pode-se
ver que as mesmas pessoas foram pegas no mesmo momento em locais que distam
cerca de 100 quilômetros um do outro.
Mas esta é a menor contradição que
envolve a história.
Há um ano atrás Al Baghdadi foi
dado como capturado pelas forças de segurança fantoches do Iraque. Sua prisão
foi então confirmada pelo mesmo Maliki que agora diz que ele morreu. No período
de dois anos, afirma o repórter Steve Watson no site uruknet, houve múltiplos
anúncios de sua morte e captura e até de questi-onamento de sua existência.
Al-Baghdadi foi o homem que segundo
a CIA substituiu outro personagem misterioso, Abu Musab al-Zarqawi, que antes de
ser definitivamente enterrado pelo comando ianque morreu e foi preso diversas
vezes: em março de 2007 o ministro sátrapa do Interior do Iraque anunciou a
prisão de Al Baghdadi; em 3 de maio do mesmo ano foi anunciada sua morte em
operação conjunta forças iraquianas e americanas ao norte de Bagdá; em julho de
2007, militares declararam que este “líder” nunca existira, mas que seria um
mito. Em abril de 2009 sua captura foi de novo anunciada.
Al Masri, que foi – segundo
americanos – morto ao lado de Baghdadi também foi “morto” antes, em maio de 2007
e capturado em maio de 2008.
O New York Times deu a notícia da
morte dos “líderes da Al Qaida”, mas, provavelmente temendo mais perda de
credibilidade, destacou que “Mr. Baghdadi já foi dado como morto várias vezes
antes, e sua própria existência questionada, alguns anos atrás por líderes
militares americanos”. Mais realista do que o rei, a Folha preferiu dar
material, afirmando apenas que o “primeiro-ministro Nouri Al Maliki e o Exército
americano anunciaram nesta segunda-feira a morte de Abu Omar Al Bagdadi e Abu
Ayub Al Masri, em operações conjuntas em uma área sunita ao norte de Bagdá”, só
que sem a ressalva do NYT.
|