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Com apoio do BNDES, múlti americana de
alumínio vive ‘melhor momento’ no Brasil
Com apoio do
BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a subsidiária
brasileira da Alcoa, empresa que exerce o monopólio no setor de alumínio dos
EUA, garantiu os recursos para tocar o projeto de exploração de uma grande mina
de bauxita em Juruti (PA) no auge da crise financeira mundial. Na época, a
direção da Alcoa tinha paralisado os investimentos em andamento nas suas
unidades em todo o mundo.
Segundo o
presidente da subsidiária no Brasil, Franklin Feder, em uma reunião na sede da
empresa, em Nova Iorque, ele convenceu a direção da Alcoa a abrir uma exceção
para o Brasil. “Apelei para o imaginário: disse que se parássemos as obras,
quando fôssemos retomá-las a floresta teria invadido tudo”, declarou.
“Hoje estamos
preparados para crescer”, disse Feder. “Vivemos o melhor momento dos 50 anos de
Alcoa no Brasil”, acrescentou, projetando para este ano um crescimento de 9% das
vendas sobre os US$ 2 bilhões de faturamento obtidos em 2009. O presidente da
subsidiária brasileira acredita que o aquecimento de alguns setores, como a
construção civil, principalmente no ramo imobiliário do Centro-Oeste, Norte e
Nordeste vão garantir os lucros da empresa.
Agora, depois
usufruir das benesses do BNDES, a Alcoa faz pressão por mudanças nas regras que
garantam privilégios para entrar nos consórcios formados na construção de novas
hidrelétricas, como a de Belo Monte, no Pará. “Uma empresa como a Alcoa poderia
migrar com seus projetos para outras regiões que apresentassem condições mais
favoráveis”, alega.
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