País vai dar um salto com o PAC-2, diz Dilma
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
afirmou na sexta-feira (29), durante a
inauguração do gasoduto da Petrobrás ligando
Jacutinga (Sul de Minas Gerais) a Paulínea, que
o PAC 2 será um legado de projetos que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará
para o seu sucessor.
“É isso que nós vamos deixar. Daqui pra frente,
no Brasil, você vai olhar o governo pelo que ele
fez e pelo que ele deixou para o próximo. Porque
a gente tem de ter consideração com o próximo
governo”, ressaltou, em entrevista,
acrescentando que isto é uma demonstração de
respeito com quem for assumir o cargo depois de
Lula.
Em seu discurso, Dilma assinalou que o país vai
dar “um salto com o PAC 2”, a partir da
liberação de recursos para obras de drenagem,
minimizando os riscos de alagamentos. “Que
existe chuva, existe. Mas a gente não tem de se
conformar”, disse a ministra, frisando que é
necessário “tomar medidas preventivas” para
evitar os desastres provocados pelas chuvas. A
ministra lembrou que o Brasil tem chances de se
transformar na quinta maior economia do mundo,
mas ressaltou que o mais importante “é
transformar o povo em quinta potência”.
“O Brasil pode ser a quinta economia do mundo,
atrás apenas da China, EUA, Índia e Japão. Mas
aí eu pergunto: é possível olhar o país só
olhando o PIB? Um país não é a quinta potência
se não tivermos desenvolvimento social. As
pessoas têm de ter acesso às riquezas básicas”,
enfatizou.
Em entrevista após a inauguração, a ministra
também comentou que o Brasil precisa “ter um
sucessor à altura do governo” do presidente
Lula. Indagada se já se considerava sucessora do
presidente, Dilma respondeu que se a
escolhessem, gostaria de ser essa sucessora, mas
que hoje não se considera como tal.
“Eu só serei pré-candidata, e isso não é uma
questão formal, é uma questão duma escolha
partidária, onde muita gente está envolvida, não
só uma, duas ou três pessoas. Então, quando
concluído o congresso, eu serei candidata se o
congresso me escolher”, afirmou, observando que
a escolha do candidato petista para disputar a
corrida presidencial só ocorrerá no congresso
nacional da legenda, entre 18 e 20 de fevereiro.