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Bancada do PT pede que PF apure a denúncia de suborno para evitar o impeachment
de Arruda
A
bancada do PT vai pedir oficialmente nesta semana ao delegado da Polícia Federal
(PF) que investiga o escândalo da propina no governo de José Roberto Arruda,
Alfredo Junqueira, que a PF também analise a denúncia de que deputados da base
arrudista receberam R$ 4 milhões para votar contra os pedidos de impeachment do
governador.
A denúncia foi feita por Ricardo Noblat em seu
blog e lida em plenário pelo deputado Cabo Patrício (PT), presidente em
exercício da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que suspendeu a
sessão de quarta-feira (27) que iria escolher o novo presidente da Casa. A líder
do PT na Câmara Legislativa do DF, Erika Kokay, declarou na quinta-feira (28)
que fez uma consulta por telefone ao delegado Alfredo Junqueira e ele prometeu
avaliar o pedido da investigação.
Para o deputado Paulo Tadeu (PT), “a denúncia é
grave e precisa ser apurada”. Ele defendeu a decisão do deputado Cabo Patrício
de suspender a sessão na quarta-feira. O deputado foi alvo dos ataques dos
deputados da base de Arruda contrários ao adiamento na reunião da CPI que apura
o propinoduto de Arruda, na quinta-feira. Os deputados pró-Arruda tentaram
desviar o foco da denúncia levantando acusações contra o presidente em exercício
e outros parlamentares petistas.
“O Patrício foi correto ao encerrar a sessão na
tarde de ontem (quarta-feira)”, afirmou Paulo Tadeu. “Como poderíamos eleger o
novo presidente desta Casa num clima de total desconfiança e suspeição?”,
questionou o deputado.
Na segunda-feira, o presidente em exercício da
Câmara Legislativa anunciou que iria ser candidato a presidente da Câmara, na
eleição marcada para esta terça-feira (2) e disse que “precisamos dar maior
celeridade ao processo de impeachment do governador”. Cabo Patrício informou
ainda que já solicitou suplementação orçamentária para os gastos com os
suplentes que assumirão no lugar dos deputados impedidos pela Justiça de
participar dos processos de impeachment de Arruda. Ele disse que os suplentes
tomarão posse assim que o novo presidente da Câmara assumir.
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