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Advogado dos sem
terra presos em Iaras ficou 3 dias sem ter acesso aos autos do processo
O advogado Bruno de Oliveira Pregnolatto, que assessora as famílias dos
integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) presos em Iaras (SP) na semana
passada, criticou a ação da polícia, dizendo que foi constrangedora e
sensacionalista.
Pregnolatto denunciou que os nove sem terra ficaram três dias sem defesa porque,
os advogados não tiveram acesso aos autos do processo.
Para o integrante do MST, Delwek Matheus, o intuito da prisão fo relacionar as
atividades dos militantes do MST com ações criminosas, como roubo. “O objetivo é
tentar criminalizar os militantes por meio de acusações de roubo. Querem
associar ocupação a roubo”.
Durante a prisão, os policiais estavam acompanhados de uma emissora de televisão
e apreenderam fertilizantes, ferramentas e outros utensílios agrícolas dos
trabalhadores. Para o deputado Simão Pedro (PT), coordenador da Frente
Parlamentar Pela Reforma Agrária que esteve em Iaras, a forma como foi feita a
operação e os objetos apreendidos demonstram a intenção de acusar os detidos de
furto à fazenda da Cutrale.
“O PT é contra a depredação, apesar de a fazenda da Cutrale estar em uma área
pública. Mas, a prisão dos suspeitos foi armada de forma sensacionalista com
equipe de TV, para vincular o Partido dos Trabalhadores ao episódio”, disse o
deputado Simão Pedro. |