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Pentágono anuncia venda de armas a Taiwan e a
China adverte que suspenderá intercâmbio militar
O governo dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira, 29, plano de venda de
um pacote de armas a Taiwan no valor de US$ 6,4 bilhões, que inclui mísseis
Patriot e helicópteros Blackhawk. As informações foram publicadas no site do
Pentágono e apresentadas ao Congresso americano.
A China condenou energicamente a decisão e denunciou que a mesma viola três
comunicados conjuntos assinados entre os dois países e afronta especialmente
os princípios estabelecidos no Comunicado Conjunto de 17 de agosto de 1982,
que estipula que os Estados Unidos não procurariam implementar uma política
de vendas a Taiwan e se comprometem a reduzir gradualmente as vendas de
armas.
Através de um comunicado de imprensa, o ministério de Relações Exteriores da
China, informou a decisão do governo de suspender parcialmente os programas
de intercâmbio entre entidades militares dos dois países, bem como a
suspensão de consultas em nível de vice-ministros a respeito de segurança
estratégica, controle de armamentos e não-proliferação, originalmente
programadas para celebração em breve.
Antes do anúncio da venda de armas norte-americanas Taiwan, a província
rebelde da China, era esperado que corpos militares de ambos países
colocariam em marcha novos intercâmbios em 2010, inclusive visitas do
secretário de Defesa, Robert Gates, à China e de tripulações da Marinha de
guerra de cada país.
O diretor do escritório de Relações Exteriores do ministério de Defesa
chinês, Qian Lihua, convocou no sábado o adido de Defesa da embaixada dos
EUA em Pequim para apresentar-lhe uma nota de protesto.
Quando o presidente Obama visitou Pequim em novembro, China e EUA publicaram
uma declaração conjunta em que se comprometeram a “adotar medidas concretas”
para impulsionar as relações “contínuas e confiáveis” entre suas
instituições militares. “Estou muito satisfeito com a redução de tensões e a
melhora das relações através do estreito”, disse Obama durante um diálogo
com jovens chineses em Xangai, durante aquela visita, lembra matéria
publicada no Diário do Povo.
O Diário chinês conclui a matéria afirmando que, “agora cabe à parte
estadunidense assumir sua cota de responsabilidade pela suspensão dos
intercâmbios militares entre os dois países, o que pode significar um
retrocesso nos laços bilaterais”. |