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Haitianos exigem
retorno de Aristide pela
unidade do país
Narcisse, presidente
do partido Lavalas, destacou que este é o anseio de toda a população: “Nosso
partido é o da maioria, estamos no país inteiro”
Maryse
Narcisse, presidente do partido Famni Lavalas destacou o anseio dos
haitianos pela volta de Jean Bertrand Aristide, que após o terremoto
declarou estar disposto a retornar e participar dos esforços de resgate dos
atingidos pelo terremoto e pela reconstrução do país. Para ela e demais
dirigentes do Lavalas, assim como apoiadores da soberania para o Haiti, a
volta de Aristide é fundamental para que haja a necessária unidade, para o
país possa se reerguer.
Falando sobre o partido do qual faz parte do presidente Aristide, deposto
por tropas invasoras norte-americanas que o exilaram a força mesmo após ter
obtido 92% dos votos na eleição presidencial de 2004, Narcisse, ex-ministra
do governo de Aristide ressaltou: “Estamos no país todo. O nosso é o partido
da maioria”.
Agradecendo o apoio internacional a seu país, Narcisse declarou que é
necessário um cronograma para a retirada das tropas estrangeiras no país
“que não podem ficar aqui para sempre” e acrescentou: “Precisamos de
solidariedade internacional, mas tem que haver dignidade para nós”.
Em acordo com a solução apontada pelo Lava-las, o articulista Kevin Pina, da
entidade norte-americana Haiti Infor-mation Project ressaltou a necessidade
da volta de Aristide para a unificação do país: “Os EUA e a comunidade
internacional devem se colocar de lado e findar com seu papel na manutenção
do Sr. Aristide fora do Haiti onde ele é mais necessário do que nunca”. Para
ele é hora de superar políticas que dividem a nação: “Não poderia haver
maior símbolo de esperança e unidade no Haiti, exatamente agora, do que a
permissão do seu retorno do exílio na África do Sul”. Abaixo reproduzimos a
na íntegra a matéria de Pina.
Nos EUA, a solidariedade, a volta de Aristide e a saída imediata dos cerca
de 20 mil soldados que invadiram o Haiti usando o terremoto e a “ajuda” como
pretexto, foi exigida em manifestações convo-cadas por entidades como o
IACenter, presidida pelo ex-procurador geral, Ramsey Clark, a Answer e o
Haiti Action Com-mittee, ocorridas em Nova Iorque, Los Ange-les, San
Francisco e outras vinte cidades do país.
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