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Reconstrução
deve ficar a cargo do governo do Haiti e não de estrangeiros, afirma Correa
“A reconstrução do Haiti deve ser conduzida por seu Governo, e não por
organizações estrangeiras”, afirmou o presidente equatoriano (e atual líder
da União das Nações Sul-Americanas - Unasul), Rafael Correa, a seu colega
haitiano, René Préval, quando se encontraram na sexta-feira passada em Porto
Príncipe.
“Queremos que nossa ajuda chegue ao povo haitiano, e o interlocutor, quem
deve determinar as prioridades, é o governo haitiano”. Correa insistiu em
todas as declarações públicas que deu durante sua visita que as prioridades
na reconstrução do país devem ser fixadas pelo governo haitiano, e não devem
ser organizadas “a partir da visão dos dizem que querem ajudar”.
“Nisto também há muito imperialismo, o imperialismo dos doadores: doam
dinheiro, mas a maior parte retorna a eles mesmos, em questões militares, em
ONGs.”, disse Correa, referindo-se aos Estados Unidos.
Correa sobrevoou a cidade de helicóptero, antes de se reunir com Préval, com
quem percorreu a arrasada capital, para observar mais de perto os danos
causados pelo terremoto do dia 12 de janeiro.
O presidente equa-toriano lembrou em várias ocasiões que todo o continente
americano tem uma dívida com o Haiti, pois, após ser o primeiro país a se
tornar independente, em 1804, acolheu o libertador Simón Bolívar.
Seu primeiro presidente, o general Petillon, prometeu a Bolívar todo o apoio
para a independência dos países com a única condição de eliminar a
escravidão, um gesto que, para Correa, merece por si só a solidariedade com
o Governo e o povo do Haiti.
Correa reuniu-se com o contingente equatoriano de engenheiros que participam
da Missão da ONU no Haiti (Minustah), antes de partir para a República
Dominicana, onde encontrou-se com o presidente Fernández. |