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CGT Colômbia denuncia “desaparecimento,
tortura
e assassinatos” de Uribe
“Os movimentos sociais na Colômbia
encontram-se submetidos a uma grave e crescente criminalização, com práticas
de ‘limpeza social’ que implicam no desaparecimento, tortura e assassinato
de suas lideranças”, denunciou Octavio Rebio Rengifo, coordenador nacional
do Departamento de Jovens da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) da
Colômbia, durante debate no Fórum Social Mundial Temático, realizado em
Salvador.
Conforme Octavio, “estes são alguns dos
componentes que têm provocado grande tensão e vêm dificultando enormemente a
ação sindical em nosso país. O medo reduz os percentuais de participação
popular e os meios de comunicação se calam, favorecendo o governo de Álvaro
Uribe”.
Octavio condenou a “pseudo-democracia
existente na Colômbia” e enfatizou que “ao fechar os espaços para a
participação e promover um processo contínuo de extermínio de dirigentes
sindicais, Uribe converteu o país numa caricatura de democracia”. A própria
“Fiscalia General de la Nación” fala de 25 mil desaparecidos.
Conforme o jovem sindicalista, a relação de
Uribe com os grupos de extermínio vem de longo tempo. Desde que foi
governador do Departamento (Estado) de Antióquia, em 1995, começaram a ser
constituídas “cooperativas de segurança” para proteger os interesses de
grupos empresariais e latifundiários. “Quando essas ‘cooperativas de
segurança’ perderam sua figura jurídica, passaram a agir como paramilitares
e a adotar a política de ‘limpeza social’, desestabilizando as entidades
populares. Assim, muitos de nossos dirigentes têm que andar em carros
blindados, com escoltas, porque estão nos matando. Se é assim, como as
pessoas vão se organizar em sindicatos, como vão reivindicar?”, questionou
Octavio.
Além do medo e da insegurança generalizada,
acrescentou, o povo colombiano enfrenta hoje um dos mais altos índices de
desemprego da sua história, cerca de 17%, que duplica entre os mais jovens. |