Multinacionais do petróleo e táticas anticoncorrência (1) 

Em tempos de tramitação no Congresso Nacional do projeto de lei sobre o pré-sal, nunca é demais lembrar certos aspectos pouco convencionais do “modus operandi” das multinacionais do setor petrolífero.

Subornos, golpes, traições – e mesmo assassinatos, como alertava Monteiro Lobato em “O escândalo do petróleo e do ferro” – são parte integrante do arsenal que mobilizam sem pejo para garantir interesses e obter privilégios.

O relato que apresentamos nesta edição do HP (e na próxima) é do suplente de senador (1952) e deputado federal (1954 e 1958), pelo PSD da Paraíba, Drault Ernanny de Mello e Silva. Consta do seu livro de memórias publicado pela Editora Record, em 1988, sob o título “Meninos, eu vi...”.

Banqueiro, venturoso proprietário do Recreio dos Bandeirantes e criador da Refinaria de Manguinhos, Drault Ernanny, que faleceu em 2002, não nutria simpatias visíveis pela esquerda e apoiou a deposição do governo constitucional de João Goulart. Porém, seu testemunho tem a força de quem atravessou o caminho da fera e provou generosas doses da manha e da fúria que dispensam aos concorrentes.

O texto nos ajuda a ver com maior nitidez as motivações não declaradas que jazem sob as virações de casaca produzidas, inclusive no passado mais recente, na luta pelo direito dos brasileiros explorarem e utilizarem em benefício próprio o seu petróleo. E, sobretudo, nos aconselha a manter os olhos bem abertos.

S.R.  

DRAULT ERNANNY 

Estamos no ano carismático de 1945. O presidente Vargas foi apeado do poder no dia 29 de outubro. Vinte e quatro horas depois, o Diário Oficial publicava o decreto e o edital de concorrência pública para a instalação de duas refinarias de petróleo de dez mil barris cada, uma em São Paulo e outra no Rio.

Confesso que fiquei surpreso quando li esse edital. Dias depois, fui convidado a ir à casa de Augusto Batista Pereira, onde encontrei meu amigo Ibá Meirelles. Eles me explicaram a novidade. O governo estava admitindo a presença de empresas privadas no refino do óleo e já me informaram de que, no Rio Grande do sul, a Ipiranga se preparava para entrar na concorrência visando construir a refinaria de São Paulo. Nesse encontro, Augusto e Ibá até me pediram que subscrevesse 2 mil contos de ações da Companhia Ipiranga (muito dinheiro, na época). A conversa estendeu-se por algumas horas, e meu entusiasmo foi crescendo. De repente, no meio do grupo, nasceu a ideia de organizar uma companhia própria e entrar também naquela concorrência. Imaginei, na hora, a criação de uma refinaria de petróleo que tivesse o nome de Distrito Federal. (Depois ela veio a ser a Refinaria de Manguinhos, meu grande sonho concretizado).

Logo no dia seguinte, comecei a tratar de estabelecer um plano de trabalho. Reuni um grupo de lutadores, 59 homens e uma mulher. Seriam os primeiros acionistas da empresa...

O capital não passava de 60 mil contos. Meu grupo tinha metade, ou pouco mais. O desenvolvimento do projeto teve seus altos e baixos. Clemente de Faria, presidente do Banco da Lavoura, subscreveu 2 mil contos e foi eleito diretor-financeiro da refinaria...

No processo de formação da empresa era natural que eu procurasse meus amigos, principalmente os mais abastados. Como diretor de banco, eu tinha amizade com outros banqueiros. Convidei muitos deles a que subscrevessem ações. Diretores de dezoito bancos entraram na minha cruzada. Desses, como se verá mais tarde, dezessete desapareceram, foram implacavelmente perseguidos, sofreram estranhas pressões, tiveram que fechar. Forças poderosas agiam nos bastidores contra os que se arriscavam a desafiar o monopólio das “sete irmãs” neste país.

Somente um dos meus amigos banqueiros se salvou nesta batalha terrível: Clemente de Faria, diretor-presidente do Banco da Lavoura de Minas. Eu próprio sucumbi, fui obrigado a pedir a liquidação extrajudicial do meu banco. A história toda teria assim um sabor de Z, de Costa-Cavras, se fosse levada ao cinema. Vejam como se passou.

Todos estavam convencidos de que Getúlio Vargas, um nacionalista indiscutível, permitira investimentos privados nas refinarias para que as coisas começassem a andar. Se tivesse querido dar a partida somente com capitais do Estado os entraves sobreviriam, sem dúvida. O país tinha seu abastecimento de combustível fornecido pelas companhias estrangeiras, as chamadas “sete irmãs”, que monopolizavam inteiramente o comércio de petróleo e derivados aqui e no resto do mundo. Logo, trabalhariam desesperadamente para não perder esse filé mignon no maior país do Cone Sul. Procurariam convencer político por político, interessado por interessado, de que a intervenção do Estado no negócio do combustível era nociva. Chegaram a distribuir balanços de refinarias do mundo todo, mostrando como eram deficitárias, com o objetivo de desencorajar possíveis investidores nacionais.

Assim, Getúlio deu aquela largada meio liberalizante, mas dentro de um princípio nacionalista, respeitando o monopólio estatal... Eu achava, no entanto, que as refinarias deveriam ser construídas exclusivamente pelo Governo, mas o presidente Vargas resolveu abrir concorrência e admitir a participação de acionistas privados. Os editais mostravam condições rigorosas, mas não se atinham ao monopólio estatal.

Quando decidi entrar no jogo com meu grupo, convidei para presidente da futura refinaria o major Roberto Carneiro Mendonça, que saíra da presidência do Banco do Brasil e era um homem de prestígio, muito conceituado em nosso meio. Infelizmente ele faleceu.

Resolvi, então, conversar com o general Góes Monteiro e consultei-o sobre a possibilidade de convidar Juarez Távora para assumir a presidência da refinaria. Góes ponderou que Juarez, como subchefe do Estado-Maior do Exército, não poderia ausentar-se de suas funções. Lembrei então do nome de Joaquim Pedro Salgado Filho, recém-saído do Ministério da Aeronáutica. Góes considerou ótima ideia, pois Salgado contava com a aprovação total das Forças Armadas. Assim, fiz o convite, e tive Salgado como  presidente da Refinaria de Manguinhos até que ele assumisse sua cadeira no Senado. É preciso explicar que, na época, as refinarias de petróleo do país não podiam escolher presidentes sem a chancela do ministro da Guerra e do chefe do Estado-Maior do Exército.

Mas as exigências eram quase intransponíveis. A refinaria tinha de começar com uma capacidade de dez mil barris diários, o concessionário era obrigado a apresentar todas as especificações gerais do projeto, definir quantidade e qualidade dos produtos, iniciar instalações dentro de trinta dias a contar do ato do Conselho Nacional do Petróleo, contratar a construção e montagem com empresa especializada de reconhecido conceito, utilizar aparelhagens de alto rendimento, estipular os aperfeiçoamentos e novos processos e – aqui estava a parte mais difícil – provar que possuía assegurado o fornecimento de matéria-prima por um período de cinco anos, prova esta que deveria ser renovada quando faltassem dois anos para o término do primeiro período, e assim sucessivamente.

O Conselho Nacional do Petróleo exigia ainda do concessionário dezenas de outras condições, inclusive a de contribuir obrigatoriamente para a pesquisa de jazidas de petróleo com cinquenta por cento do lucro líquido. Também tornava obrigatório depositar, em garantia ao cumprimento dessas condições, no Tesouro Nacional, em dinheiro e títulos da dívida pública federal, a quantia de 4 milhões de cruzeiros, na época uma verdadeira fortuna.

Não era fácil, para qualquer concessionário, provar que dispunha de fornecimento de matéria-prima (óleo cru) por período de cinco anos. Tal suprimento só podia vir do exterior e estava perfeitamente controlado pelas “sete irmãs”. O boicote por parte dessas companhias estrangeiras não demoraria a acontecer. Além disso, outras pressões, partidas dos setores mais variados da própria administração do nosso Governo, começavam a nos constranger. Campanhas contra o meu Banco do Distrito Federal se sucederam na imprensa e nos círculos financeiros do país.

Os postos de gasolina, naquele tempo, eram todos das companhias estrangeiras. Por incrível determinação dos seus gerentes, os funcionários foram instruídos a não aceitar, como pagamento do combustível fornecido, qualquer cheque do meu banco. Diziam ao freguês, que completava o tanque no posto:

- Pode pagar em cheque, contanto que não seja do Banco do Distrito Federal.

Era a campanha de descrédito contra o meu banco, habilmente articulada por aqueles a quem não interessava o surgimento de refinarias brasileiras no Brasil, pois o truste dominava tudo, com altos lucros. Assim, o Banco do Distrito Federal, que devia ser o sexto do país naquele tempo, começou a sofrer corridas constantes. Muitos depositantes acreditavam, mesmo, que eu estivesse à beira da falência, e fecharam suas contas em massa, tornando crítica minha posição financeira.

A campanha dos nossos adversários tinha uma razão lógica. Como eu conseguira a participação acionária de dezoito diretores de bancos, era de se supor que todos eles viessem a ser os financiadores da refinaria em construção. Meus amigos e eu sofremos muito das chamadas “autoridades monetárias” da época. Naquele tempo não existia o Banco Central e o velho Banco do Brasil dominava, praticamente, todo o horizonte financeiro do país. Era seu presidente, nessa ocasião, o industrial Manoel Guilherme da Silveira, dono da fábrica de tecidos Bangu, personagem que todos reverenciavam por causa de suas estreitas ligações com o Governo. Ele resolveu perseguir-me e colocar entraves no meu projeto... 

UM JOGO MUITO SUJO 

No ano de 1946, aqui no Brasil, votava-se uma nova Constituição para substituir a autoritária “polaca” de Vargas, promulgada em 1937, em plena ditadura. Entre os inúmeros grupos de pressão interessados em incluir dispositivos favoráveis a esta ou aquela tendência do nosso sistema econômico, tinha  de aparecer um das “sete irmãs”, e isso não tardou a acontecer. Aliás eu já fora alertado para essa possibilidade pelo meu amigo e sócio, o major Roberto Carneiro de Mendonça. Disse-me ele, certa feita, numa confidência:

- Caro Drault, está vindo por aí um hábil mensageiro das empresas petrolíferas internacionais encarregado de conseguir modificações importantes na Constituição que vem sendo redigida pelo Congresso. O objetivo é facilitar a ação dos estrangeiros na exploração do nosso petróleo.

De fato, pouco tempo depois, aportou às nossas plagas um personagem que até poderia figurar numa dessas novelas de espionagem de Frederick Forsyth ou John Lê Carré. Era o “cabecel” das “sete irmãs”, Paul H. Schoppel, um americano insinuante, extremamente bem-educado, um daqueles profissionais da simpatia, treinado para fazer amigos e influenciar pessoas...

Schoppel chegava onde queria, era apresentado a qualquer pessoa que interessasse aos seus propósitos. Em pouco tempo, insinuou-se na minha intimidade, graças a um alto nome do mundo político carioca, seu introdutor e comparsa. (Prefiro omitir-lhe o nome por respeito aos descendentes, que nada têm a ver com o caso). Ao fim de algum tempo de convivência, admito que o classifiquei no rol das pessoas agradáveis e instigantes. Schoppel me conquistou com sua simpatia, e tal confiança adquiriu que, um dia, tentou me subornar. Ofereceu-me 400 mil contos (verdadeira fortuna, na época) para que eu largasse a campanha do monopólio estatal.

Preciso explicar que não reagi violentamente a essa tentativa de suborno porque já estava prevenido pelos amigos generais Juarez Távora, Góes Monteiro, Juracy Magalhães e Canrobert Pereira da Costa. Eles me haviam aconselhado a tratar Mr. Schoppel com panos quentes, a ir ouvindo suas conversas e insinuações, fingir inocência, até poder desvendar seu plano de “cabecel” das “sete irmãs”...

Schoppel tinha uma boa cobertura aqui no Brasil. Era, aparentemente, um industrial, representava no Rio uma fábrica de tintas, a Aquela, que, passada nas paredes, evitava o mofo. Ninguém poderia acusá-lo diretamente de agente do truste... Chegou a ficar íntimo do ministro João Neves da Fontoura e até, numa ocasião em que tivemos dificuldades no abastecimento de trigo, arranjou dois navios no Canadá e nos tirou do aperto. Em retribuição, foi agraciado pelo Itamaraty com uma comenda. Só muito mais tarde o ministro João Neves da Fontoura veio a saber que esse Schoppel era perigoso...

Um dia, me convidou para jantarmos no Bife de Ouro, o famoso restaurante do Copacabana Palace que, naquela época, reunia o que havia de melhor no Rio. Depois de uma lauta refeição, com ótimos vinhos, sugeriu que nos deslocássemos até um banco na praia, ali mesmo na avenida Atlântica, defronte do hotel, onde poderíamos conversar a salvo de ouvidos indiscretos. Senti que o grande momento chegava. Por fim, Schoppel tinha alguma coisa importante a me revelar, e eu me via disposto a facilitar-lhe a conversa, instruído que estava pelos meus amigos militares.

- O que deseja de mim, afinal? – perguntei-lhe, num arroubo de franqueza.

Ele aí contou tudo. Disse que precisava de minha ajuda para influenciar certos constituintes no sentido de modificar a redação de um artigo da nossa Carta Magna relativo ao aproveitamento dos nossos recursos minerais. Schoppel queria a transigência num pequeno detalhe: acrescentar ao artigo a permissão para que, além das empresas brasileiras, pudessem também receber concessões para explorar o petróleo “as sociedades organizadas no país”. Uma coisinha à-toa, quase imperceptível aos espíritos desarmados, mas suficiente para os propósitos do truste internacional. Àquela altura, as companhias estrangeiras de petróleo que operavam no Brasil já se haviam “transformado” em empresas organizadas no país, com testas-de-ferro nacionais e, portanto, perfeitamente enquadráveis no preceito constitucional acrescido daquela frase maliciosa no seu parágrafo 1º. Era somente isso que o Schoppel queria.

Fingi aceitar a ideia. Meus amigos Góes Monteiro, Juracy, Canrobert, Ibá Meirelles e Juarez me haviam ensinado um bom método de ganhar a confiança de Schoppel. Mostrar-me ingênuo até certo ponto, transigir sem exagerar, pois o bicho era esperto. Assim, concordei:

- Está bem. Vamos escrever isto!

Schoppel redigiu a modificação do artigo 153 da Constituição num papel, com sua letra, que logo guardei. Eu queria uma prova dessa manobra. Saí do encontro alta madrugada e fui bater na casa de Juracy Magalhães. De lá organizamos uma reunião com Juarez Távora e Góes Monteiro. Confabulamos. Mostrei-lhes o papel com a proposta insidiosa de Schoppel. Eles ficaram contentes com meu trabalho. Por fim, eu arrancara do americano uma declaração explícita de suas intenções. A Constituinte de 1946 estava caminhando para sua etapa final. Lembro-me de que o general Juarez Távora, nessa reunião, disse bem alto:

- Vou comunicar tudo isso ao Manduca. (O Manduca era o irmão dele, Manoel Távora, senador pelo Ceará e constituinte)...

Afinal, a Constituição de 1946 foi aprovada e promulgada. Mas, para surpresa nossa, na publicação do Diário Oficial, o tal artigo 153 saiu com estes dizeres:

Art. 153 – O aproveitamento dos recursos minerais e de energia hidráulica depende de autorização ou de concessão federal na forma da lei.

1º - As autorizações ou concessões serão conferidas exclusivamente a brasileiros ou a sociedades organizadas no país etc.

Era a versão proposta por Schoppel, irremediavelmente consolidada em preceito constitucional; enfim, a transigência imperdoável que feria de morte todo o princípio do monopólio estatal no Brasil. E o que era pior, essa frase final, “ou a sociedades organizadas no país”, não tinha sido discutida nem suscitada na Constituinte. Fora criminosamente embutida no texto original pelo serviço de datilografia, antes de ser remetido ao Diário Oficial para publicação.

Jamais se praticara no âmbito do Congresso Nacional indignidade maior. Um golpe de gângsteres. Um acréscimo realizado no setor de datilografia da Câmara, ao arrepio da lei...

A publicação do artigo 153 alterado por datilógrafos venais da Câmara foi um verdadeiro escândalo. Houve, então, uma reunião secreta dos líderes das bancadas quando o assunto veio à baila...

Continua na próxima edição. 


Primeira Página

 

Página 2

Abimaq: câmbio no patamar atual pode levar à desindustrialização

Produção industrial caiu 0,3% em dezembro e 7,4% em 2009

Aneel dá opção para elétricas de continuarem lesando os usuários

As apostas econômicas do mercado

Leilões do setor do petróleo: bom ou ruim?

Expediente

Página 3

TJ recusa ação de cúmplices de Arruda e mantém afastamento

OAB pede bloqueio dos bens do governador do Distrito Federal

Lula inaugura gasoduto em Duque de Caxias

Demo-tucanos sabotam obras da Petrobrás que geram milhares de empregos no país

Mídia oculta conexões Serra-Arruda (ALTAMIRO BORGES)

José Alencar é aclamado pelo Congresso Nacional

Presidente do TSE repele ingerência de Mendes

Pré-sal é prioridade, afirma o novo líder do PT na Câmara

Página 4

Governo de SP cortou 51,5 milhões da verba para combater enchentes

Entrevista: “Deixaram a represa Atibainha chegar a 85% da capacidade”

Vereadores do PT protocolam pedido de CPI das enchentes

SP: Aumentam todos os tipos de crime no Estado em 2009

Moradores de Campinas entram na Justiça contra cobrança de pedágio

Cartas

Página 5

Centrais vão à Câmara e exigem votação da redução da jornada

Lideranças das centrais apresentam declaração de apoio às cotas raciais

Embraer recusa reajustar salário em 13,84% e Justiça remarca audiência

Sindicato e LG participam de audiência e empresa não apresenta proposta salarial

Metalúrgicos da Usiminas exigem aumento salarial e negociação coletiva é retomada

Guarda Civil de Curitiba fazem vigília por aumento de 15%

O ódio da mídia e a primeira vitória de Lula - Gilson Caroni Filho

Página 6

Israel confessa uso de armas químicas contra civis em Gaza

Trabalhadores belgas prendem diretor em protesto contra as demissões na petroleira Total

Stalingrado comemora com seus heróis os 67 anos da vitória sobre o nazi-fascismo

Venezuela festeja os 11 anos da revolução reafirmando soberania e conquistas sociais

Governo da Índia quer ampliar a produção de alimentos

CGT Colômbia denuncia “desaparecimento, tortura e assassinatos” de Uribe

Página 7

 Haiti salva 33 crianças que americanos queriam traficar                                                                              

 CGT francesa denuncia manipulação estatística para esconder                                                                

 Greve para trens na França contra demissões                                                                                         

 Blair agora é lulu do JPMorgan

 Cristina Kirchner nomeia Mercedes para presidir o BC 

Confederação grega convoca greve geral contra o congelamento de salários e de investimentos públicos

As pessoas só são pessoas através das outras pessoas

EUA envia ao Haiti teleguiados “Predator” já testados contra civis

Missão médica cubana já assistiu a mais de 50 mil pessoas no Haiti

 

Página 8

Multinacionais do petróleo e táticas anticoncorrência (1) 

Leia

Americanos dizem que iam vender as crianças haitianas  a famílias piedosas
Pesquisa “Sensus” dá empate técnico entre Dilma e Serra
Plano propõe reativar Telebrás para superar crise da banda larga
Acordo com ONU veta interferência dos EUA na segurança do Haiti

Máfia de Arruda não tem isenção para julgar o seu chefe, conclui TJ

EUA invadem o Haiti e dificultam chegada a ajuda humanitária

Brasil lidera ação de solidariedade ao povo haitiano

Máfia do panetone protela julgamento com assalto à CPI
Papai Noel do STJ suspende ações contra Daniel Dantas

Serra pediu à Globo para aliviar Arruda

Discurso de Obama no Nobel da Paz fala 42 vezes em guerra

Governador ladrão lança a cavalaria contra estudantes

Sedex com dinheiro para Arruda veio de fornecedor de Serra
Quem tem Yeda, não pode falar do Arruda, diz o Dem a tucanos

Arruda esclarece: a propina era para comprar panetone 

Invasão do Brasil pelo dólar virtual passa de 17 bilhões em outubro

Antilulismo de Serra leva sua candidatura a cair mais 8 pontos

Tucanos passaram a amigos fiscalização da obra do rodoanel

Desabamento do rodoanel é a cara do governo Serra

Atribuir apagão a “fator climático” é lero de tucano
EUA deflagra guerra cambial e Fazenda hesita em ir à luta
Investimento frio da Telefónica no Brasil agita a Bolsa de NY

Aécio põe namorada a nocaute com murro no meio da festa VIP

Democratas vetam a entrada de Serra em seu programa na TV

SPC apura sumiço de meio bilhão do fundo de pensão da Sabesp
Parasitismo de teles pôs na ordem do dia a volta da Telebrás
Telefónica ganha de Serra isenção fiscal para fraudar usuário
“PMDB pode assumir de público que tem a vice”, afirma Berzoini
Oposição sem voto quer mudar quorum para lei do pré-sal

Usuário perde as estribeiras com a ferrovia privatizada no Rio de Janeiro

Yes, we créu!

Golpista relaxa toque de recolher mas lota prisões em Honduras

Congresso pede o fim do estado de sítio em Honduras
ONU e OEA apoiam Lula: Zelaya deve voltar de imediato para a presidência

Zelaya volta e instala QG da legalidade na Embaixada do Brasil

Ipea acha cedo para considerar que a economia já se recuperou

Juro e BNDES mantêm o crescimento do PIB negativo no semestre

Telefónica deixa SP sem comunicação no meio do temporal

Lula convoca Brasil a deixar maus tempos da lei 9478 para trás

Mídia golpista tira a máscara e advoga o pré-sal para as múltis
Projeto para o pré-sal abre perspectiva para o retorno da lei 2004
Anatel libera Speedy sem que Telefónica conserte os defeitos
Trapaça para isentar teles de pagar multa abre crise na Anatel
Conselho remete as ações contra Sarney para o arquivo morto
Teles, Anatel e STJ se acertam para assaltar usuário com tarifa de DDD em ligação local
Anatel protela decisão sobre superintendente que as teles guiavam

Conselheiro denuncia lobby na Anatel para aliviar multa de teles

Sarney diz à oposição que está pronto para a paz ou para a guerra
Nova base dos EUA na Colômbia tem raio de ação para alcançar a metade do continente
Mídia inventa risco para facilitar múltis mamarem o pré-sal
Operários jogam pela janela privatizador de siderúrgica na China
Justiça bloqueia 27 fazendas de réu que Gilmar mandou soltar

Gato comeu 2 bi que AES e Duke estavam obrigadas a investir em energia até 2008

Montadora pré-falida arma com Yeda para tomar 1 bi do BNDES
Sarney anula os 663 atos secretos e exige devolução do que foi pago indevidamente
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

Tropelias do BC e BNDES arruinaram PIB de 2009

OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar