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Chávez anuncia novas medidas
emergenciais para “dar resposta acelerada à questão elétrica”
“Para dar uma resposta mais eficaz e
acelerada ao problema elétrico, consequência da crítica situação das
represas do país pela intensa estiagem que sofre o território nacional”, o
presidente Hugo Chávez assinou na segunda-feira o Decreto Nº 7.223, através
do qual decretou a Emergência Elétrica em todo o país.
A declaração também permitirá acelerar a
aquisição de equipamentos para incre-mentar a geração e responder à
situação. Chávez afirmou que a represa de Guri, (no sul do país), que produz
70% da energia venezuelana, “baixa todos os dias”. “Hoje (segunda-feira)
baixou 13 centímetros. Não chove desde o início do ano, é a maior seca
enfrentada pela Venezuela em 100 anos”, assinalou na primeira emissão do
programa radiofônico, “De repente com Chávez”, transmitido por várias
emissoras.
O ministro de Energia Elétrica, Alí
Rodríguez, explicou que as limitações em matéria elétrica não se devem à
falta de investimento no setor, mas à severidade e o tempo prolongado da
seca.
O governo venezuelano prevê para 2014 ampliar
a capacidade instalada atual e chegar a 33.000 MW, o que exigirá
investimentos superiores a 15 bilhões de dólares.
No programa, Chávez explicou que seu governo está adquirindo usinas
termoelétricas chinesas aportando 2.700 MW ao sistema.
O presidente agradeceu o apoio de “países
amigos” como Cuba, Argentina, Brasil, Bielorússia e Líbia e anunciou a
criação de um “Estado Maior Elétrico” para coordenar todos os trabalhos
nessa questão, formado pelo vice-presidente Elías Jaua, e os ministros de
Energia Elétrica, Planejamento, Indústrias Básicas e Mineração, além de
Energia e Petróleo.
Técnicos enviados pelo presidente Hugo Chávez
se reuniram nos últimos dias em Brasília com especialistas brasileiros, em
busca de saídas para solucionar a crise energética no país, informou a
Agência Brasil. O objetivo é resolver as dificuldades de geração de energia
na Barragem de Guri, a maior daquele país. Quando atinge 240 metros, a usina
passa a ter problemas para gerar energia. Peritos da Eletrobrás devem seguir
para a Venezuela ainda este mês para repassar os conhecimentos obtidos por
meio da situação ocorrida no Pará, na Usina de Tucuruí. No passado, a usina
foi alvo de dificuldades semelhantes às que ocorrem na Venezuela, por isso
os técnicos da Eletrobrás têm experiência para lidar com o problema. |