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Presidente da Coreia do Sul afirma disposição de encontrar Kim Jong Il
Lee Myung Bak, o conservador
presidente do sul da Coreia declarou à imprensa européia no dia 28 de janeiro,
logo após a reunião dos países ricos em Davos, que “estou aberto a um encontro
com o Presidente da RPDC, Kim Jong Il, apesar das tensões provocadas pelos
exercícios de artilharia realizados na última semana pela RPDC. Se nos
encontrarmos teremos um diálogo frutífero e discussões sobre a questão nuclear”,
afirmou o presidente sul-coreano.
Ato seguido, seu governo promoveu
em Seul a 24ª reunião entre a Coreia do Sul e os EUA para discutir a “iniciativa
para uma política de segurança e vigilância precisa diante de qualquer
emergência em relação ao norte da Coreia”. A reunião debateu também sobre a
elaboração de um “guia de defesa da Coreia do Sul – EUA” que determina a
“mobilização dos EUA em reforço de guerra, inclusive de seus arsenais nucleares
ampliados e o estacionamento estável das tropas norte-americanas no sul da
Coreia”.
A presença de tropas de ocupação
dos EUA no sul da Coreia é um grande entrave ao entendimento entre os coreanos e
em muito dificulta a discussão sobre a desnuclearização de toda a região
asiática.
A RPDC, em comunicado oficial,
qualificou essa reunião e sua disposição belicista e hostil como uma
“provocação, um desafio aberto à RPDC que se esforça com sinceridade para
preservar a paz e estabelecer um sistema de paz duradoura na Península Coreana”.
Recentemente o Ministério das
Relações Exteriores da RPDC tornou pública sua proposta de um acordo de paz
definitivo, encaminhada aos EUA e ONU. O armistício até hoje vigente impõe a
toda a Península coreana um permanente estado de guerra, uma trégua em uma
guerra interrompida mas não definitivamente encerrada cujo tratado de paz os EUA
nunca aceitaram firmar, o que ameaça a todos os coreanos do norte e do sul e a
toda a Ásia.
A RPDC tem atuado de várias formas
visando o diálogo e o entendimento com o sul do país. Dirigentes da RPDC
visitaram a Coreia do Sul por ocasião dos funerais do ex-presidente sul-coreano
Roh Mo Hyun, sob cuja administração aconteceu importante abertura do diálogo
Norte-Sul e a assinatura da declaração conjunta de 4 de outubro sobre a
reunificação do país.
Em agosto do ano passado o
Presidente Kim Jong Il recebeu a visita da Presidente do grupo Hyundai da Coreia
do Sul e, em comunicado conjunto, comprometeu-se em garantir a segurança de
trabalhadores e turistas sul-coreanos na região fronteiriça de Kaesong.
Na segunda-feira, 8 de fevereiro,
realizou-se uma reunião entre representantes do norte e do sul do país para
discutir a retomada do turismo na região do monte Kungang apesar das
resistências dos sul-coreanos em manter a reunião. Não se chegou a nenhuma
conclusão, mas os representantes da RPDC ficaram com a esperança de que numa
nova rodada de discussão se chegue a um consenso e se retome o turismo nessa
importante e simbólica região da fronteira.
No fim de dezembro, depois do
encontro do ex-presidente Bill Clinton com o Presidente Kim Jong Il, um
representante do governo dos EUA visitou Pyon-gyang. Para dar prosseguimento ao
diálogo recentemente retomado chegou na terça-feira, 9 de fevereiro, à capital
da RPDC o sub-secretário para assuntos políticos da ONU, Lynn Pascoe, enviado
especial do Secretário Geral da ONU, Ban Kim Mun.
No próximo dia 13 de fevereiro a
RPDC estará em festa em comemoração ao aniversário do Presidente Kim Jong Il,
Secretário Geral do PTC – Partido do Trabalho da Coreia que implementa no país a
política de Songun de prioridade na defesa, a qual tem permitido manter a
capacidade de dissuasão da guerra, a auto-suficiência científico-técnica do
país, o desenvolvimento econômico auto-centrado e a independência nacional.
ROSANITA CAMPOS
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