Aprofundamento da crise da dívida nos EUA e a recondução de Bernanke (1) 

“Salvar a dívida” resgatando os credores – somando mais dívida do setor privado aos balanços do setor público – acaba com a economia, não a salva. A política em questão não faz senão postergar a crise, incrementando o volume de uma dívida destinada a ver-se mais e mais desvalorizada 

MICHAEL HUDSON* 

Se a economia se deteriora e a crise segue seu curso em forma de L, segundo preveem muitos economistas, que preço político pagarão o presidente Obama e os democratas por terem devolvido as chaves das finanças aos republicanos designados por Bush que primeiro as atiraram pela janela? Nomear de novo Ben Bernanke como presidente do Federal Reserve [banco central] pode terminar arruinando por anos não só a economia, mas o próprio Partido Democrata. Dando-se conta disso, os republicanos fizeram piruetas populistas opondo-se a esta nomeação nas sessões de confirmação do Senado que aconteceram em 27 de janeiro, no dia seguinte ao discurso de Obama sobre a situação da União.

As sessões do Senado se concentraram no papel do Fed como desregulador e lobista maior de Wall Street. A despeito de que sua Carta de fundação começa assinalando a tarefa de promover o pleno emprego e estabilizar os preços, a prática do Fed tem sido em todos os pontos hostil ao mundo do trabalho. Alan Greenspan, como é muito bem sabido, chegou a jactar-se de ter causado a passividade dos sindicatos na hora de promover greves por melhores salários – ou por melhores condições de trabalho – por medo de serem despedidos e ficarem impossibilitados de pagarem suas hipotecas e seus cartões de crédito. “Sem salário e sem teto”, ou uma degradação da qualificação no crédito pessoal – com o consequente  aumento dos juros -  se converteram em uma fórmula de gestão das relações trabalhistas.

No tocante ao papel, expressamente prescrito, de promover a estabilidade dos preços, o que fez a bolha gerada pelo crédito fácil do Fed foi converter a inflação de preços dos ativos em via de acesso à riqueza, não ao investimento em capital tangível. Isso trouxe boas doses de alegria e entusiasmo aos departamentos de marketing, posto que os comerciantes, os consumidores, os tubarões à caça de empresas para comprar, os estados e os governos municipais foram se endividando mais e mais, afim de melhorar suas posições servindo-se de dívidas alavancadas. Porém, a economia descuidou por completo de sua base industrial, e o emprego vem do setor industrial. A consigna que o mestre-bolhista maior do Fed, Allan Greenspan, passou a seu sucessor Bem Bernanke, foi nada mais nada menos que: “Inflação de preços dos ativos, bom; salários e inflação dos preços das mercadorias, mau”.

Aqui está o problema com essa política. A subida dos preços da habitação aumentou o custo de vida e dos negócios, alargando o fosso entre o excesso do preço de mercado e os necessários custos sociais. Noutros tempos, o governo teria recolhido a receita crescente do imobiliário criada pelo aumento da prosperidade e pelo investimento público em transportes e outras infra-estruturas que tornaram determinados locais mais valiosos. Mas ultimamente os impostos diminuíram. Os terrenos continuam a custar tanto como sempre, porque o seu preço é estabelecido pelo mercado. O terreno em si não tem custo de produção. O valor da localização é criado pela sociedade, e deveria ser a base natural de tributação porque um imposto sobre o terreno não aumenta o preço do imobiliário; pelo contrário, fá-lo baixar deixando menos renda “livre” para ser paga aos bancos.

O problema é que a parte de que o cobrador de impostos renuncia está agora disponível para ser paga aos bancos como juros. E os potenciais compradores concorrem uns contra os outros até que o vencedor é aquele que for o primeiro a pagar aos bancos a renda da localização do terreno, sob a forma de juros.

Este desvio de impostos – em benefício dos banqueiros, e não dos proprietários das casas – fez com que a esperança de Obama em duplicar as exportações americanas durante os próximos cinco anos soe falso. É este o resultado de “criar riqueza” sob a forma de uma bolha do mercado imobiliário, alavancado pela dívida e pela bolha do mercado de ações. O trabalho deve pagar mais pelos financiamentos de habitação e ensino, para não mencionar os pagamentos aos oligopólios dos seguros de saúde e os impostos sobre vendas e rendimentos mais elevados, aliviados dos ombros do capital financeiro e imobiliário.

Uma vez que os republicanos tiveram certeza do curso majoritário da votação, correram a dar sonoras mordidas populistas, mirando de esguelha as eleições de metade dos mandatos no próximo novembro.  

Jeff Sessions, do Alabama, e Sam Brownback, do Kansas, votaram contra a confirmação de Bernanke. Jim de Mint, da Carolina do Sul, advertiu que voltar a nomeá-lo “poderia ser o pior erro que cometemos em muito tempo”. E avisou: “Confirmar Bernanke é uma continuação das políticas que levaram ao desmonte de nossa economia”.

Entre os democratas que aspiram à reeleição, Barbara Boxer, da Califórnia, assinalou que, ao alimentar a inflação de preços dos ativos, a política pró-bolha do Fed (quer dizer, sua política pró-dívida) afundou a economia e aumentou o desemprego. Supõe-se que o Fed tem de proteger os consumidores, mas Bernanke é um expresso opositor da instituição de uma Agência de Consumo de Produtos Financeiros, defendendo que o desregulador Fed deveria ser a única instância reguladora das finanças.

Obama sustenta Bernanke, e seu discurso sobre a situação da União evitou cuidadosamente mencionar a Agência de Produtos de Consumo Financeiro, a qual outrora havia atribuído o papel central em seu programa de reforma financeira. Os lobistas de Wall Street lhe deram a volta. E sua lógica se resume no mesmo mantra que o senador e porta-voz do setor de seguros por Connecticut, Cris Dodd, repetiu nas sessões de confirmação: Bernanke “salvou a economia”.

Como pode dizer-se que o Fed fez tal coisa, se o volume da dívida segue crescendo exponencialmente, além de toda a capacidade de pagamento? “Salvar a dívida” resgatando os credores – somando mais dívida do setor privado aos balanços do setor público – acaba com a economia, não a salva. A política em questão não faz senão postergar a crise, incrementando o volume de uma dívida destinada a ver-se mais e mais desvalorizada, o que será mais traumático no inelutável processo de desvalorização de parte do Deve, e levará a anular o correspondente volume de poupança na parte do Haver (pois o que de um lado são poupanças, do outro são dívidas).

O que está realmente em questão é a filosofia econômica que Bernanke aplicará nos próximos quatro anos. Desgraçadamente, os adversários da confirmação de Bernanke não atinaram por estabelecer as questões pertinentes sobre sua linha política e sobre a teoria econômica que norteia seu enfoque básico dos problemas. O que devia ter sido questionado não era sua atitude desreguladora ante a economia da bolha e a explosão da fraude aos consumidores, nem sequer o exame dos erros. O senador republicano Jim Bunning dava sorrisos maliciosos e fazia cara de contristado, enquanto Bernanke estava com o queixo na mão, como se dissesse: “Vou ter paciência e deixar você declamar”. Os demais senadores beiraram a apologia.

Uma descrição comum (e em todos os aspectos errada) de Bernanke, citada ad nauseam para promover sua confirmação ao cargo, é que ele é um expert nas causas da Grande Depressão. Se vai se gerar um novo crash, será desde logo útil estudar o último. Porém, os historiadores que têm comparado os escritos de Bernanke com a história real, têm visto que é precisamente sua incompreensão da Depressão o que o levou a repeti-la.

Como apologista do gotejamento [a teoria de que os benefícios aos financistas “gotejam” para toda a sociedade. N.T.] das altas finanças, o professor Bernanke tem tirado conclusões sistematicamente erradas sobre as causas da Grande Depressão. O preconceito ideológico que nubla sua visão é, nem é preciso dizer, o que levou-o ao cargo, pois, como têm destacado numerosos observadores, uma condição necessária para ser nomeado presidente do Fed é não entender como funciona realmente o sistema financeiro. Em vez de reconhecer que a dívida crescente, os baixos salários e a injeção a jato de riqueza no vértice da  pirâmide econômica eram as causas primárias da Depressão, o professor Bernanke atribui simplesmente o grosso dos problemas a uma falta de liquidez causadora da queda dos preços.

Como escreveu recentemente meu colega australiano Steve Keen em seu DebtWatch Nº 4, os argumentos contra Bernanke deveriam centrar-se em seu enfoque neoclássico, que esquece o fato de que dinheiro é dívida. Ele vê o problema financeiro como sendo o nível demasiado baixo dos preços dos ativos para sustentar a garantia dos empréstimos bancários. Para Bernanke, “riqueza” é sinônimo do que os bancos emprestarão nas condições de crédito existentes.

Em 1933, o economista Irving Fisher escreveu um artigo que se converteu em um clássico  - “The Debt-Deflation Theory of the Great Depression” (A teoria da deflação por dívidas da Grande Depressão) - em que desdizia o credo neoclássico que o havia levado a perder sua fortuna na queda da Bolsa de Valores de 1929. Explicava nesse artigo como a incapacidade para pagar as dívidas trazia forçosamente quebras, com a consequente evaporação do crédito bancário e da capacidade de gasto, o encolhimento dos mercados e o desaparecimento dos incentivos para investir e contratar trabalhadores.

Bernanke rechaça esta ideia, ou ao menos a caricatura que dela faz em seu Essays on Great Depression (Princeton, 2000, p.24), citada pelo professor Keen:

 ”A ideia de Fisher foi, todavia, menos influente nos círculos acadêmicos, devido ao contra-argumento de que a deflação por dívidas não representa senão uma redistribuição de um grupo (devedores) a outro (credores). Com a falta de diferenças implausivelmente grandes nas propensões marginais ao gasto entre grupos, se objetou, a pura redistribuição não deveria ter efeitos macroeconômicos significativos”.

Tudo o que um endividamento excessivo faz é transferir o poder de compra dos devedores para os credores. Bernanke faz lembrar Thomas Robert Malthus, que em seus “Princípios de Economia Política” sustentava que os latifundiários (a classe social a que pertencia) contribuíam necessariamente para manter o equilíbrio econômico, com argumentos parecidos aos dos atuais teóricos do gotejamento do excedente de riqueza, dos ricos aos pobres.

Que seria do emprego inglês, dizia Malthus, sem os latifundiários que gastaram suas rendas em cocheiros, finas telas, mordomos e criados? Graças ao gasto da renda dos latifundiários (protegidos pelas tarifas agrícolas inglesas, as leis dos cereais, até 1846), podiam trabalhar bem os fabricantes de selas de montar e outros fornecedores. Idêntica lógica aplicam os financistas de Wall Street ao dinheiro que ganham com empréstimos que permitem fazer ricos aos proprietários de casas e aos poupadores, graças aos lucros que emanam da inflação dos preços de seus ativos.

A realidade é que os financistas ricos de Wall Street que ganham remunerações e bônus multimilionários gastam seu dinheiro em troféus, objetos de arte, apartamentos de luxo ou mansões em bairros residenciais fechados, iates, carteiras de grife, alta costura e festas de aniversários com cantores pop que estão na moda. (“Vejo os iates dos corretores da bolsa de valores, mas onde estão os de seus clientes?”) Não é a classe que gasta que reflete o perfil produtivo da economia “real”.

Mr. Bernanke não vê aqui qualquer problema, a não ser que os ricos gastem uma parte menor dos seus ganhos em bens de consumo e nos produtos do trabalho do que a média dos assalariados. Mas, naturalmente, essa propensão ao consumo é precisamente o ponto que John Maynard Keynes frisou em sua Teoria Geral (1936). Quanto mais rica é a pessoa, menor é a proporção do seu rendimento que é destinada ao consumo (e, mais ainda, hoje).

Essa decrescente propensão ao consumo é o que inquietava Keynes frente ao futuro. Afigurava-se que, a medida que as economias poupem uma parte cada vez maior de seus crescentes ingressos, menor seria a proporção gasta em bens e serviços. De modo que a produção e o emprego não seriam capazes de manter-se passo a passo, a menos que o governo interviesse para romper esse hiato.

O gasto em consumo está, com efeito, caindo, mas não porque as economias estão experimentando uma taxa de poupança  líquida mais elevada. A taxa de poupança dos EUA caiu quase a zero, porque, enquanto a poupança bruta segue sendo alta (cerca de uns 18%), a maior parte é emprestada para se transformar em dívida de outras pessoas. O resultado é, então, empate para o conjunto da economia (18% de poupança menos 18% de dívidas é igual à poupança líquida zero).

O problema é que os trabalhadores e os consumidores foram se endividando mais e mais, e poupando cada vez menos. Estamos, pois, no extremo oposto ao prognosticado por Keynes. Só os 10% mais ricos da população poupam cada vez mais, geralmente na forma de empréstimos aos 90% de baixo. Poupar menos, não obstante, está de mãos dadas com consumir menos, por causa da receita que o setor financeiro drena, como serviço da dívida, do fluxo circular da economia “real” (assalariados que gastam as suas receitas para comprar os bens que produzem). O setor financeiro envolve-se ao redor da economia de produção e consumo. Assim, a incapacidade de consumir é parte do problema da dívida. A base da política monetária hoje em todo o mundo deveria consistir em salvar as economias de um estrangulamento que emana do crescimento exponencial dos gastos da dívida. 

A apologia bernankesca do capital financeiro: as economias parecem necessitar mais dívida, não menos 

ANTÍDOTO 

Bernanke acha que a “queda na demanda agregada” constituiu o fator dominante na Grande Depressão (pág. IX, na citação de Steve Keen). Isso é verdade em qualquer queda da atividade econômica. Em sua interpretação, contudo, a dívida parece não ter nada a ver com a queda do gasto nos produtos do trabalho. Adotando uma perspectiva de banqueiro, opina que o problema mais grave é a demanda de ações e bens imobiliários. Bernanke promete não voltar a deixar cair a demanda dos ativos (e, portanto, os preços dos ativos). Seu antídoto passa por inundar com crédito a economia, como vem fazendo, imitando a política de bolha de Allan Greenspan.

Os 10% mais ricos da população o que fazem, com efeito, é poupar o grosso do seu dinheiro. Emprestam suas poupanças – e criam novo crédito – aos 90% restantes, ou jogam com derivativos financeiros em outras atividades de soma zero em que seus lucros (se os têm) acham sua contrapartida nas perdas de algum outro. O sistema se mantém em funcionamento, não graças ao gasto público, ao estilo Keynesiano, mas através da criação de novo crédito. Isso sustenta o consumo, com efeito, o empenho para adquirir bens imobiiários, ações ou bônus permite que os emprestadores puxem a alta dos preços, o que possibilita aos proprietários conseguir posteriores empréstimos respaldados em ativos mais e mais sobrevalorizados. A economia se expande... até que os ingressos correntes não bastam para cobrir os gastos que emanam das dívidas.

Isso traz consigo o estouro da bolha econômica. A inflação de preços dos ativos provoca a derrubada dos preços e a quebra técnica (quando o ativo possível chega a valer menos que a dívida contraída para comprá-lo) no setor imobiliário, assim como em boa parte da dívida financeira alavancada. É neste sentido que Bernanke considera que a Depressão teve como causa os preços mais baixos. Quando os preços dos imóveis ou de outros colaterais [NOTA: bem que pode ser usado como garantia] caem, já não podem seguir sendo usados para obter empréstimos a fim de manter em movimento o fluxo circular do empréstimo e devolução da dívida. 

O fluxo financeiro circular é bastante diferente do fluxo circular estudado por Keynes (e pela Ley de Say) - a circulação em que os trabalhadores e seus empregadores gastavam, respectivamente, salários e benefícios em bens de consumo e bens de capital. O fluxo financeiro circular se dá entre os bancos e seus clientes. E esse fluxo circular vai inchando a medida que desvia mais e mais gastos do fluxo circular da economia “real”, entre ingressos e gastos. O capital financeiro se expande em relação ao capital industrial.

Preços mais elevados na economia “real” podem ajudar a manter o fluxo circular financeiro, proporcionando aos devedores mais ingressos correntes para pagar suas hipotecas, seus empréstimos estudantis e outras dívidas. Preso a isso, Bernanke interpreta a desvalorização do dólar praticada por Franklin D. Roosevelt como uma medida tendente a reinflacionar os preços.

Em nossos dias, porém, o dólar em baixa faria mais caras as importações (incluídas as matérias-primas, não menos que os bens de consumo). Isso significaria o estrangulamento do orçamento de muitas famílias, dada a crescente dependência das importações de uma economia norte-americana pós-industrializada  e financeirizada. Assim, pois, a política favorecida por Bernanke passa por conseguir que os bancos voltem a emprestar, não para que o governo gaste mais em despesas deficitárias na infra-estrutura, serviços sociais ou outros projetos de pleno emprego. O gasto público aprovado por Bernanke é o do resgate dos bancos, companhias de seguros, empacotadoras de hipotecas e outras instituições de Wall Street, a fim de que possam sustentar os preços dos ativos e, por essa via, salvar os balanços financeiros da economia, e não o nível de emprego e de vida.

Assim, na perspectiva de Bernanke, a dívida não é o problema; é a solução. É isso o que faz tão perigosa sua confirmação no cargo.

* É ex-economista de Wall Street especializado em balanço de pagamentos e bens imobiliários no Chase Manhattan Bank (agora JPMorgan Chase & Co.), Artur Anderson e, depois, no Hudson Institute. Em 1990 colaborou no estabelecimento do primeiro fundo soberano de dívida do mundo para Scudder Stevens & Clark. Hudson foi assessor econômico chefe de Dennis Kucinich na campanha primária presidencial democrata e assessorou os governos dos EUA, Canadá, México e Letônia, assim como o Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa. Destacado professor e pesquisador na Universidade de Missouri, na cidade de Kansas, é autor de numerosos livros, entre eles “Super Imperialism: The Economic Strategy of American Empire”.

Continua na próxima edição. 

 


Primeira Página

 

Página 2

Teles atacam: ‘Telebrás estragará excelência do trabalho do setor’

Emprego industrial caiu 5,3% em 2009, apura IBGE

Presidente Lula: “PNBL está bem feito mas os órgãos envolvidos terão um tempo para debate"

Meta do PNBL é levar o serviço aos excluídos devido a preços exorbitantes, diz Celso Alvarez

Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) apresenta projeto para doar a Teles parte do Fust e Funttel

Amorim: “contrarretaliação deixaria EUA à margem das negociações internacionais”

Expediente

Página 3

Mantido veto constitucional à sabotagem contra a Petrobrás

Em Minas, presidente inaugura escola, casas e novo campus em universidade

Há provas suficientes para colocar Arruda na cadeia

Ciro: FH não tem moral para falar mal de Dilma

Lula aceita sugestão do Comandante do Exército e demite general Maynard

Serra se irrita com repórter e não explica a falta d’água que atinge 800 mil moradores

General Cerqueira Filho envia carta ao Senado reafirma sua opinião sobre ‘perfil da atividade’

Procurador aciona TRE contra mandato do governador do DF

PT comemora 30 anos de fundação

Página 4

Capital especulativo extraiu R$ 66 bilhões do Brasil entre 2003 e 2009

Deputados querem que IPT verifique nível de assoreamento do Rio Tietê

Fernando Henrique Cardoso precisa de amigos - Gilson Caroni Filho

Pena Branca foi bastião da nossa música caipira

Cartas

Página 5

Justiça condena multi alemã por humilhar trabalhadores

Centrais rejeitam redução da jornada para 42 horas e preparam mobilização

Sindicato denuncia ao MTE que Frigorífico JBS não paga hora extra e pratica desvio de função

Tribunal de Justiça determina a liberação de militantes do MST que ocuparam terra grilada

Financeira do Itaú deverá pagar multa por terceirização ilegal

Sindicalistas e Governo do Paraná defendem piso regional que varia de R$ 663 a R$ 765

Licença-maternidade de seis meses é aprovada em comissão

Página 6

Servidores públicos param a Grécia contra confisco salarial

Venezuela decreta “Emergência Elétrica” para enfrentar problemas com estiagem

Embaixador do Irã destaca identidade com o Brasil no uso pacífico da energia nuclear

África do Sul será a sede do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes

Centrais francesas voltam às ruas em favor do emprego, dos salários e das aposentadorias

Ucrânia: Com um milhão de votos a menos, “laranja” quer recontagem

Página 7

"Préval, convide Aristide a participar da reconstrução”

Aristide foi o primeiro a materializar o anseio dos pobres de estarem presentes no poder                   

Aristide tem papel central no Haiti, afirma o ator Danny Glover ao visitá-lo na África do Sul                                       

33% da 'ajuda' dos EUA a haitianos vai para gastos militares

Uma Bolsa Família Internacional para o Haiti?

Cúpula da Unasul levanta US$ 300 milhões em apoio a Porto Príncipe

Presidente da Coreia do Sul afirma disposição de encontrar Kim Jong Il

Página 8

Aprofundamento da crise da dívida nos EUA e a recondução de Bernanke (1) 

Leia

Teles recuam e dizem que plano para ativar a Telebrás ‘é bacana’
Americanos dizem que iam vender as crianças haitianas  a famílias piedosas
Pesquisa “Sensus” dá empate técnico entre Dilma e Serra
Plano propõe reativar Telebrás para superar crise da banda larga
Acordo com ONU veta interferência dos EUA na segurança do Haiti

Máfia de Arruda não tem isenção para julgar o seu chefe, conclui TJ

EUA invadem o Haiti e dificultam chegada a ajuda humanitária

Brasil lidera ação de solidariedade ao povo haitiano

Máfia do panetone protela julgamento com assalto à CPI
Papai Noel do STJ suspende ações contra Daniel Dantas

Serra pediu à Globo para aliviar Arruda

Discurso de Obama no Nobel da Paz fala 42 vezes em guerra

Governador ladrão lança a cavalaria contra estudantes

Sedex com dinheiro para Arruda veio de fornecedor de Serra
Quem tem Yeda, não pode falar do Arruda, diz o Dem a tucanos

Arruda esclarece: a propina era para comprar panetone 

Invasão do Brasil pelo dólar virtual passa de 17 bilhões em outubro

Antilulismo de Serra leva sua candidatura a cair mais 8 pontos

Tucanos passaram a amigos fiscalização da obra do rodoanel

Desabamento do rodoanel é a cara do governo Serra

Atribuir apagão a “fator climático” é lero de tucano
EUA deflagra guerra cambial e Fazenda hesita em ir à luta
Investimento frio da Telefónica no Brasil agita a Bolsa de NY

Aécio põe namorada a nocaute com murro no meio da festa VIP

Democratas vetam a entrada de Serra em seu programa na TV

SPC apura sumiço de meio bilhão do fundo de pensão da Sabesp
Parasitismo de teles pôs na ordem do dia a volta da Telebrás
Telefónica ganha de Serra isenção fiscal para fraudar usuário
“PMDB pode assumir de público que tem a vice”, afirma Berzoini
Oposição sem voto quer mudar quorum para lei do pré-sal

Usuário perde as estribeiras com a ferrovia privatizada no Rio de Janeiro

Yes, we créu!

Golpista relaxa toque de recolher mas lota prisões em Honduras

Congresso pede o fim do estado de sítio em Honduras
ONU e OEA apoiam Lula: Zelaya deve voltar de imediato para a presidência

Zelaya volta e instala QG da legalidade na Embaixada do Brasil

Ipea acha cedo para considerar que a economia já se recuperou

Juro e BNDES mantêm o crescimento do PIB negativo no semestre

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Lula convoca Brasil a deixar maus tempos da lei 9478 para trás

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Projeto para o pré-sal abre perspectiva para o retorno da lei 2004
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Conselho remete as ações contra Sarney para o arquivo morto
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Sarney diz à oposição que está pronto para a paz ou para a guerra
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Mídia inventa risco para facilitar múltis mamarem o pré-sal
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Gato comeu 2 bi que AES e Duke estavam obrigadas a investir em energia até 2008

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Sarney anula os 663 atos secretos e exige devolução do que foi pago indevidamente
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

Tropelias do BC e BNDES arruinaram PIB de 2009

OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar