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China classifica de “ingerência grosseira” o encontro de
Obama com o Dalai Lama
O vice-ministro de Relações Exteriores da
China, Cui Tiankai, convocou, no dia 20 passado, o embaixador dos Estados
Unidos em Pequim, Jon Huntsman, e lhe apresentou uma protesto formal do
governo pela reunião do presidente Barack Obama, com o separatista Dalai
Lama.
“A ação dos Estados Unidos interferiu
grosseiramente nos assuntos internos da China e feriu os sentimentos
nacionais do povo chinês e as relações chino-estadu-nidenses”, disse ainda o
porta-voz da chancelaria do país, Ma Zhaoxu, advertindo que “as relações que
nossos países mantém não são imutáveis, e se dão em todos os terrenos, no
político, económico, comercial. Nosso país não tem como hábito aceitar
agressões de cabeça baixa”.
Obama e a secretária de Estado, Hillary
Clinton, mantiveram reuniões separadas com o Dalai Lama, no dia 18, em
Washington, dando as costas para a posição do governo da China, que tinha
expressado seu descontentamento com o fato.
“O Tibete é uma parte inalienável do
território da China, e os assuntos concernentes ao Tibete são puramente
assuntos internos de China”, enfatizou Ma.
“As palavras e ações do Dalai Lama
demonstraram que ele não é uma simples figura religiosa mas um político que
desde sempre tem se dedicado a atividades separatistas sob o pretexto da
religião”, frisou o representante do Ministério.
O título do 14º Dalai Lama foi lhe conferido
a Lhamo Thondup, seu nome real, em 1940.
Depois de lançar uma falida rebelião armada
em março de 1950, escapou para a Índia e formou o chamado “governo do Tibete
no exílio”.
Desde então, e utilizando a religião como
pretexto, o Dalai Lama tem se dedicado a atividades encaminhadas a dividir a
China e a fragilizar a estabilidade social da região. |